<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913</id><updated>2012-01-28T12:40:32.656-04:00</updated><category term='Confissões Alheias'/><category term='Sinto aqui'/><category term='Lugar Comum'/><title type='text'>De tudo um pouco</title><subtitle type='html'>Divagar, devanear, florir, unir, insurgir, gritar, inspirar, insinuar, despir, verborrear, transbordar, exalar, emanar, desprender-se, musicar, ouvir, tocar, melodiar, cantar....</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>118</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-1134718913027162646</id><published>2012-01-27T21:32:00.001-04:00</published><updated>2012-01-27T21:33:15.647-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinto aqui'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes sou o complexo daquilo que não sou. Forço o ser para não ser o que, de fato, ninguém compreende. Também quem entende quem é? Ou o que quer? Outras vezes sou reflexo do que transpiro. Nem sempre do que sinto. Sai pelos poros o que o suor nem imagina. Quem diria! Ser tão numerosa quanto o desencontro daquilo que não se pode ter. Estar entrelaçada ao que nem de longe consegue enxergar. Qual nexo do anexo que busco em mim? Sou uma e todas as outras. Loucas num costume de se despedir de si. Insana na simples distância impotente em se manter. Quem quer ter o que já mantém? Contenha o que vem e não me deixe desvestir. Não teria o dom de desistir. Nem que isso me fizesse subverter. Submeter-me ao que nenhum lugar dará? Quem então tenta? Não eu. Sou oito. Muito. Pouco. Depois viro oitenta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-1134718913027162646?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/1134718913027162646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=1134718913027162646' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/1134718913027162646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/1134718913027162646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2012/01/as-vezes-sou-o-complexo-daquilo-que-nao.html' title=''/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-717512366670633160</id><published>2011-11-15T21:34:00.005-04:00</published><updated>2011-11-15T21:38:34.188-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinto aqui'/><title type='text'>Nulos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho a sensação de que o fim alheio está próximo. Mas, no tempo que corre, parece escorrer pelos dedos o fio que não se vê onde pode ir. É estranho e insensível. Sem brio, vontade ou gosto. Dá até desgosto observar de longe o que nem se designa como deveria ser antes. A energia que não mais pulsa quase expulsa a presença do que virou comum. Comodismo, quase nulismo, praticamente um nudismo de sentimentos. Despidos, pareciam flutuar em outros mundos enquanto caminhavam lado a lado. Não estavam mais juntos. Eram apenas almas a vagar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-717512366670633160?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/717512366670633160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=717512366670633160' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/717512366670633160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/717512366670633160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2011/11/nulos.html' title='Nulos'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-1616123237467242994</id><published>2011-08-16T18:56:00.008-03:00</published><updated>2011-08-17T18:41:44.573-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Coragem</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O dia começou com aquela sensação estranha. Sabe como é um daqueles piores momentos de ansiedade que acontece quando o telefone ali do lado nem parece ficar na iminência de emitir um som qualquer ou se mexer? E quem não sabe o que é aquele movimento repentino que promove o reflexo da luz da sala no visor e faz o coração palpitar? À sombra dos olhos, os números quase se embaralham diante da visão fixa que espera, espera, espera. Separado das mãos, o dedo se apoia quase no start para começar vida nova. Mas sabe como é, não é? Melhor deixar para depois, para a hora certa. Afinal oportunidade não vai faltar. Mulheres, muitas vezes, pensam assim. Preferem guardar o que está insistindo em saltar por conta da insegurança de um julgamento alheio. Ou quem sabe pela falta de coragem de dizer o que a boca está preparada para descarregar e aliviar os ombros em tensão. Ou talvez pelo medo do não. Essa tão pavorosa palavrinha que não costuma fazer parte do vocabulário feminino na função de agente da ação. O não na forma passiva é até mais que comum. Afinal aquela que não estiver acostumada a dizer não que levante a mão. "Não, obrigada", "Não vai dar", "Não posso", "Não quero", "Não sei", "Não acho uma boa ideia", "Não sei o que dizer". E lá vem e vai o não por todos os lados a encerrar diversas questões. Mas eis que a pouca coragem que ainda tentava se esconder tomou fôlego e apertou o botão. Ao silêncio dos ouvidos, tocou, tocou, tocou. Quase quando o nervoso se esquivava sorrateiramente, veio de repente a resposta na ponta da linha: "Hoje não há como ser, nem de noite, nem de dia". Foi-se tudo assim a angústia, o desejo, a tensão. Pelo contrário, surpreendentemente, permaneceu um pouco da alegria. De quem faz com coragem e nem sabia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-1616123237467242994?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/1616123237467242994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=1616123237467242994' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/1616123237467242994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/1616123237467242994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2011/08/coragem.html' title='Coragem'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-3541239559603099311</id><published>2011-06-26T21:41:00.000-03:00</published><updated>2011-06-26T21:42:19.651-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinto aqui'/><title type='text'>Decepção</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez seja excessivamente arriscado acreditar que o amor fraterno terá o poder de superar ou ignorar incondicionalmente os desvios de quem faz parte do seu próprio círculo. Talvez seja complicado crer que o erro várias vezes cometido não terá sentido diante do gostar. Talvez seja triste ver que haverá o momento da ruptura necessária para a manutenção futura dos elos até então desgastados e quase corroídos. É dificil decidir e resolver que o melhor rumo é seguir adiante inicialmente sem olhar para trás. Sem pestanejar jamais. Sem ter medo de não se encontrar mais. Mas a única forma de redescobrir a emoção de ser carne e sangue é recomeçar com a união da ausência e distância. Talvez esse seja o meu melhor caminho...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-3541239559603099311?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/3541239559603099311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=3541239559603099311' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/3541239559603099311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/3541239559603099311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2011/06/decepcao.html' title='Decepção'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-5962926627903612545</id><published>2011-05-22T19:20:00.004-03:00</published><updated>2011-05-22T19:41:56.587-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Revelação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela resolveu ser feliz. Impulsionada pela certeza de que havia saída para o que parecia impossível, decidiu fazer diferente. Acordou naquele dia já com as ideias rearrumadas no interior conturbado por tantos anos de insegurança. Afinal passara anos anulando o que de bom trazia apenas pelo medo claro de se olhar verdadeiramente no espelho de si mesma. Não sei via. Não se sentia. Não se despia. Principalmente dos pudores remotos que eram quase exportados do século passado. Não que fosse retrógrada ou ultrapassada. Arcaica ou obsoleta. Optava por não se encarar e, assim, ficar à margem do mundo. Com o rosto colado ao vidro, via correr a vida lá fora sem de nada participar. Deixava-se andar por aí sem interagir. Alguns contestavam e não entendiam. Entediada, achava-se incomum. E reprimia-se, fechava-se. Não se entendia. Mas eis que voltou-se para si mesma e encontrou a sua revelação. Era apenas diferente. Poderia não seguir a corrente do cotidiano que se apresentava, para ela, rápido demais. No entanto, era como várias e, ao mesmo tempo, como nenhuma. Tinha suas particularidades, carregava suas propriedades e devia ser vista assim. Exatamente como é. Não precisa de máscaras ou retoques. Nem de disfarce ou dissimulação. Aos poucos vai compreendendo onde pode chegar e chegará ao ponto de ter, de fato, o que quer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-5962926627903612545?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/5962926627903612545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=5962926627903612545' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/5962926627903612545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/5962926627903612545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2011/05/revelacao.html' title='Revelação'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-2927110681439001992</id><published>2011-03-27T18:48:00.004-03:00</published><updated>2011-03-27T21:05:11.622-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinto aqui'/><title type='text'>Voou</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É, eu sei. Eu transbordei. Passei dos meus limites que me deixariam à deriva. Transportei-me a um futuro quase invisível. Já diria na iminência do quase impossível. Mas o início, o pontapé para isso foi seu. Naquele dia da chuva fina e das despedidas flutuamos numa história de realeza, castelos e côrte. Cortejada fui. Cortejado foste. De forma calma. Suave como seu próximo voo. Coragem não tive. Admito. Na surdez dos meus receios deixei de lado a chance de andarmos juntos enquanto o tempo permitisse. E como seria? O quanto valeria? Falaríamos do todo que envolve as diferenças culturais, regionais, praticamente mundiais e da distância continental que nos separa. Riríamos das coincidências inevitáveis, dos gostos inconfundíveis,  das esperanças desbravadas. Saltaríamos daquele que pareceria um abismo intransponível e poderíamos aterrizar no mesmo lugar. Ah poderíamos! Isso é fato. Levaríamos um tempo para nos adaptarmos, mas seríamos como Marte e Vênus, café e leite, ouro e prata....&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-2927110681439001992?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/2927110681439001992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=2927110681439001992' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/2927110681439001992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/2927110681439001992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2011/03/voou.html' title='Voou'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-718936283851733079</id><published>2011-02-27T18:21:00.004-04:00</published><updated>2011-02-27T18:54:50.265-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>E será que ela existe?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela foi mais forte do que esperava. Despiu-se dos pudores que ainda atavam aquelas mãos brancas e mergulhou em nervos ativos daquele que a espreitava ainda sem entender. Mas que a olhava com a ternura e com o amor que parecia que ela nunca poderia ter. Menina antes recatada, de família abastada e quase megalomaníaca, que não lhe permitia o toque e não lhe deixava viver. Antes do momento e de toda mutação, precisou travar dentro si bravo duelo com os elos que a ligavam à educação ríspida e mutiladora. Aquela que lhe tirara a doçura da adolescência e trancara no íntimo do ego a sofreguidão que insistia em explodir. O pensamento não podia voar e nem mesmo imaginar a felicidade tão distante. No instante em que seus olhos se perdiam ao infinito, a voz dura lhe trazia à realidade e lhe indagava sobre o que pensava. Mentia. Não revelava seus mais secretos anseios. Enganava com a face, ao sugerir serenidade, mas, no fundo, estava vivendo paralelamente no inconsciente indomável. Estudou detalhadamente em frente ao espelho como se esquivaria de tamanha repressão. E assim continuou por anos. Sem sentir, de fato, o gosto da descoberta por si mesma. Lia livros então proibidos de romances trágicos, como entre Capuletos e Montecchios, ou de sofrimentos, liberdade e superação como a vida de Frida Kahlo. Sonhava com o ato do oposto que nunca se aproximava. Não por falta do desejo, mas por tantas barreiras intransponíveis. A juventude lhe chegara com a esperança de que seria livre do freio e da proibição. Veria de perto o que a vida poderia propor. Foi quando sua estrada cruzou com aquele que lhe apresentaria o lado bom e mau. No primeiro contato, decidiu jogar-se e, depois de experiências desejáveis, quase sucumbiu de tristeza. Ele se satisfez e sumiu. Sem rastros. Ela chorou, quis fechar as portas do novo que poderia surgir e quis, de verdade, sumir de tudo e dali. Quando a dor já beirava o limite e a sensação de rejeição já ocupara todos os espaços, veio aquele com quem a vida poderia realmente dividir. Respeito, reverência, consideração, paciência. Parecia que tinha o poder da eloquência e de lhe fazer ceder. Finalmente aceitou e se encontrou, aprendeu de vez o que é viver. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-718936283851733079?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/718936283851733079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=718936283851733079' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/718936283851733079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/718936283851733079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2011/02/e-sera-que-ela-existe.html' title='E será que ela existe?'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-6101857813375094314</id><published>2011-02-02T21:09:00.002-04:00</published><updated>2011-02-02T21:12:01.269-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinto aqui'/><title type='text'>Carência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela chega sem avisar e é quase incessante, sucedida, contínua. Flutua entre a primeira palavra afável e o dócil gesto. Nada é irrelevante ante sua intenção. Pressão que revira o ânimo e não se permite estar só. A solidão seria o átimo degradante de uma biografia irrisória. A pólvora que não explora nem aflora o lume, o clarão, a luz. O explosivo que é inoperante e, nem mesmo no instante exato, faria-se supremo o choque. O fogo que não abrasa, nem acalora o que a faria penar, só abranda e enternece o pensar. Nossa! Mas como se estabelece quem não merece tal isolamento e interiorização? É o caso do imponderável que, de amável, faz-se viver e buscar o que não há em vão. Não sei até onde ela irá nem sei se o fato concreto a faria cessar. Ela se faz presente independentemente do que vai encontrar. É inata e não provém da experiência que se adquire com o que passar. É frágil, é ágil e só faz pensar. Todo o tempo. Impotente se sente a quem ela se entregar. Descrente ficará diante da ausência, da escassez, da privação que insiste em controlar a vida. Mesmo assim, há quem diga. É bonita, é bonita, é bonita. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-6101857813375094314?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/6101857813375094314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=6101857813375094314' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/6101857813375094314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/6101857813375094314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2011/02/carencia.html' title='Carência'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-7212814547381447180</id><published>2011-01-09T09:18:00.003-04:00</published><updated>2011-01-23T19:47:21.140-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinto aqui'/><title type='text'>Restou o silêncio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O gosto do beijo trocado antes de abrir a porta do carro e despedir-se ainda podia ser sentido suavemente, assim como a lembrança do sorriso jogado ao ar que iluminou a avenida naquela manhã. Aquele amanhecer tinha sido o último corpo a corpo desde então e ela ainda buscava as palavras que pudessem explicar-lhe o repentino, o abrupto, o inexplicável. Pesquisou na memória a história que se desenhara com tanta afobação e intensidade, com tanto desejo e necessidade. O princípio deu-se numa noite mais comum do que incomum, de tranquilidade e calmaria, que se transformou na insônia insólita e em contatos inéditos. O som do telefone à beira da cama não permitia o sono sereno e assim continuou no dia seguinte durante a noite que lhe trouxe o inesperado. Num ato impensado, ele decidiu por ela e diminuiu a distância da estrada que os distanciava. Mostrou seu desejo veemente, todo anseio, avidez, cobiça, sede, sofreguidão. Desbravou quilômetros, desfez-se das pontes e transformou o que parecia ilusão. Na realidade dela, na verdade que mesmo aquilo que parecia uma mentira não supera. Atônita, ela não podia crer naquela entrega, naquele improviso, naquele sorriso que, pela primeira vez, a paralisava. Diante do carro e de braços estendidos, ele trazia do doce do chocolate ao descanso do travesseiro. Mas que trapaceiro poderia ser tão impulsivo, precipitado, imprudente, se não houvesse tanta ambição. Meu Deus! Ela desconfiava e relutava em acreditar que aquilo não seria em vão. Mesmo descrente e em disputa com a incredulidade diante de tantas surpresas, diminuiu a tensão e descuidou-se de si. Relaxou. Jogou-se no colo que se fazia presente e sincero. Deixou-se levar por anelo e aspiração. Excedeu-se, ultrapassou limites, foi além. Não teve pudores, acreditou naquele zelo, apelo, dedicação. O dia próximo dava continuidade ao capítulo que não dava sinais do fim. Nem a chuva forte segurou o ímpeto de vê-la e a história retomou o carinho que ele dizia ter. Do cheiro da calabresa em cima da mesa ao sabor do corpo no macio da cama, ela experimentou os novos gostos daquela união. O sono veio, o cansaço acompanhou e a gripe parecia se fazer presente e trazia a mansidão. Massagem, caridade, compaixão. Ela transbordava desvelo e conferia-lhe atenção. Ele, por sua vez, enaltecia os cuidados e declarava nunca ter vivido algo assim. Adormeceram enlaçados em meio à calma e em processo de sublimação. No despertar, a suavidade do ar os fazia bailar ao som de tudo o que pulsava e não queriam guardar. Mais dias de contatos sem fim e promessas. Meu Deus! Quem seria tolo à beça para causar, de graça, desgosto e ingratidão? Ela desacreditava na própia intuição e se envolvia pelos fatos até então verídicos. Foi quando começou o retraimento, o desconexo, a solidão. A opção de afastar-se para resolver o passado foi a explicação. O pretérito que ele decretara falência e tudo o que não mais queria e até o impulsionava para ela reclamava seus direitos e isso talvez o fez esquecer o quanto já havia se comprometido. Tonto, medroso e fraco, ele permitiu que a covardia lhe tomasse e fez do sumiço a solução. Não teve a mesma coragem do início quando fez força e deu indícios de respeito, estima, apreço, importância e consideração. Até agora o que restou de todo encanto virou frustração e mágoas. Silêncio que ressoa ininterruptamente nos ouvidos como as primeiras palavras.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-7212814547381447180?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/7212814547381447180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=7212814547381447180' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/7212814547381447180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/7212814547381447180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2011/01/restou-o-silencio.html' title='Restou o silêncio'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-4517006466278690073</id><published>2010-12-27T15:22:00.000-04:00</published><updated>2010-12-27T15:23:40.922-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinto aqui'/><title type='text'>Furacão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Veio como um furacão que devastou os mastros fincados e expostos diante da visão centrada e certinha que há tempos cultivava. Moveu montanhas, transbordou e desafiou mares, inundou o que ainda havia de secura perto dali. Viveu horas intensas que a remeteram numa quase adolescência que já se fazia distante. Foram minutos incontáveis que pareciam atropelar a calma aparente na qual vivia. Os segundos, então, quase superavam o imponderável. Diante dela, veio a incerteza que pousou bruscamente diante do desconhecido desejo que nascia a partir da suavidade do beijo. Ainda tentou recuar, paralisar a alma e restabelecer a consciência. Mas nem a ciência poderia explicar algo assim. Criou coragem, desfez-se dos receios instáveis e apostou em viver. Resolveu atear o fogo e aceitou que não haveria um pouso até a nuvem passar e o carvão se extinguir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-4517006466278690073?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/4517006466278690073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=4517006466278690073' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/4517006466278690073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/4517006466278690073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2010/12/furacao.html' title='Furacão'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-1413212967355888600</id><published>2010-12-02T20:41:00.003-04:00</published><updated>2010-12-28T08:13:40.365-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinto aqui'/><title type='text'>Nosso samba</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sentiu a respiração acelerar logo no primeiro movimento de suas mãos ao redor daquela cintura. Os dedos sincronizados apertavam levemente o corpo até que aquele momento inicial os fez flutuar. E dançaram, rodopiaram, num ritmo sem parar. O pulsar que ecoava do peito parecia descompassar a cada vez que enchia os pulmões e soltava bruscamente o ar que lhe trazia seu hálito quente. Próximo ao rosto, seus olhos verde-azulados não se desviavam, mas não encaravam os dela. Seu queixo, então, sossegou o rosto e, sutilmente, o sustentava. A música os inundava e seguiam tão livremente que se transportaram para aquela primeira vez. As mãos começaram a esquentar e a lembrança do que ficou por vir impulsionava o desejo que não se desprendia dos corpos. A pretensão era nítida, mas a coerência os paralisava e freava. Eram dois em um, sendo que um precisava se deter. Mas não havia o que fazer. Não ali. O momento passara momentaneamente e ela sabia que, um dia, não mais se abdicariam. Voltariam a recompor o passo que ficaram de dar e, na hora exata de recomeçar, certamente escolherão o samba que nunca os deixará a sós.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;"As mudanças foram necessárias"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-1413212967355888600?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/1413212967355888600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=1413212967355888600' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/1413212967355888600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/1413212967355888600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2010/12/nosso-samba.html' title='Nosso samba'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-2092083825561127122</id><published>2010-11-05T17:19:00.002-03:00</published><updated>2010-11-07T18:05:46.641-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinto aqui'/><title type='text'>Palavras</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mentalize com força e energia como de fato gostaria de ver seguir a corrente. Da sua vida, dos seus anseios, dos profundos desejos. Mas vive e sente o projeto que está por se dar para que a conclusão seja certeira. Não tenha receio, não use palavras de medo, nem pense em negativismo sem fim. O que há, sim, é a vibração do momento que projetar por si. Use cores, sabores, odores e vivencie na sintonia da alegria que se estabelece no sorriso, mesmo naquele sem vontade. Sorria. A irracionalidade do cérebro não saberá a verdade e, ainda assim, captará o movimento ascendente e feliz. Entorpecerá de raios de luz branco-azulada a aura que já despendia a sua própria luz. Energizará o corpo ainda intocável e inexperiente desse tipo de sentidos. Sublimará o sentir e permitirá um voo suave num pasto verde de flores amarelas e brilhantes. Confie na direção dos conselhos que virão com a meditação dos projetos assumidos. Serão as primeiras palavras as mais corretas que a mente pode apresentar. Analise-as, cuide de cada uma, escolha-as com propriedade. Elas guiarão o que a vida poderá lhe apresentar. Simples ou rebuscadas. Curtas ou longas. Fortes ou suaves. Da forma que for, as palavras formarão as imagens que conduzirão os relacionamentos, sensibilizarão ou acabarão com os sentimentos. Cultive-as bem. Assim será possível chegar onde lhe convém. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-2092083825561127122?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/2092083825561127122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=2092083825561127122' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/2092083825561127122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/2092083825561127122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2010/11/palavras.html' title='Palavras'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-3734898953763715532</id><published>2010-09-29T21:05:00.004-03:00</published><updated>2010-09-29T21:18:44.511-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinto aqui'/><title type='text'>Intenções</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A juventude dele a fazia renunciar ao presente que torturava aquela alma ainda infantil. Queria ser livre de pudores, mas não de amores. Vê-lo descobrir as sensações já sentidas, viver as comoções já vividas a deixava entorpecida pelo passado que não volta. Aquele sorriso sarcástico, repleto de segundas intenções, impulsionava a tensão de querer por em prática o que a imaginação já criara. Sentira seu cheiro, alisara seu cabelo, desfrutara seu corpo. No voo do pensamento. Apenas. Pousara o pensamento naqueles minutos ligeiros que não eram guiados pela intenção explícita. Seguira sem controle num descontrole descompassado pelo ritmo que ela encontrara diante dos olhos. Ele a levava a encarar novidades, mostrava o que ainda não conhecia. Sentia-se voar ao lado dele, livre como passear suavemente pelo azul infinito que se estabelece lá no alto. Como se não tivesse que carregar os anos nem tão pesados de certa experiência. Ele a fazia retroceder, reencontrar-se no tempo perdido, desejar a suavidade dos dias que estavam por vir. Lançar-se-ia àquele caminho ainda incerto, mas que a ele conduziria. Deixaria de lado o receio de viver o que há a mais na vida. Afinal, o que isso teria demais?  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-3734898953763715532?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/3734898953763715532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=3734898953763715532' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/3734898953763715532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/3734898953763715532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2010/09/intencoes.html' title='Intenções'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-8764820737848412588</id><published>2010-09-01T22:32:00.003-03:00</published><updated>2010-09-01T22:37:48.278-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinto aqui'/><title type='text'>Invisível</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tempo voou desde a primeira vez que ele resolveu que se faria visível. Encheu-se de coragem branda e fez escolhas incomuns. Queria tocar-lhe o íntimo, desvendar o que vai além do véu que encobre a verdade, encontrar o retorno imediato. Enquanto ele escolhia o caminho a trilhar, ela vivia o presente como a consequência de uma causa qualquer. Sem mandos ou desmandos, sem exuberância ou relutância, sem anseios ou ânsias. Até o segundo exato do anúncio público e secreto. Ainda indiscreto por não se revelar. De sintuosa a estrada nada tinha e ela, naquela doce agonia, estremeceu ao deparar-se com o que não conhecia. De nada sabia e nem poderia imaginar. Virou ele, então, a incógnita que insistia em permanecer por horas e horas. De nublados a ensolarados, de escassos a incontáveis, os dias se sucediam e não se estabelecia a revelação. Mas de quem seria, de onde viria e o que a faria tão raro vibrar. Sem resposta, ela emudeceu ao sentir de que nada adiantaria teimar. Não o sabia, não o conhecia. Ele teria que descobrir o seu rosto e solucionar, enfim, o enigma que pôs em questão. O tempo correu novamente e esse silêncio incoerente ainda a faz pensar porque ele segue sem se manifestar. Afinal de nada vale ignorar o coração. De que valeria toda a sua ação se ainda nem houve reação...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-8764820737848412588?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/8764820737848412588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=8764820737848412588' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/8764820737848412588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/8764820737848412588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2010/09/invisivel.html' title='Invisível'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-5999854324430823104</id><published>2010-08-22T18:40:00.003-03:00</published><updated>2010-08-22T18:55:18.696-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Mas quem é?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abracadabra e a magia se expandiu no tempo exato em que a curiosidade suportou o ainda desconhecido. Preencheu de rumores o que andava vadio e inexpressível. Sacudiu a mesmice ensimesmada de talento intacto e impenetrável. Como num passe de mágica, o movimento uniforme fez daquele quadro extático a inverdade da vida. Parado no tempo. Retido no momento passado que lhe tirou do equilíbrio. Mas que medo imbecil que lhe tolhia de viver o imprevisível. Foram esses pensamentos que lhe brotavam da mente e lhe faziam revirar em si mesma. Estirada no sofá frio, com os pés jogados numa altura que ultrapassavam os olhos, entrava num transe onde debatia consigo mesma de que valia aquele todo sufocado pelo nada que lhe impunha. Nada de suspirar. Nada de arriscar. Nada de sufocar. Nada de expressar. Nada de arremeter. Nada de viver. Ou de sobreviver. Virara o poste acesso e óbvio da esquina da sua casa. Virara o fio que transmite uma eletricidade sem sair do lugar. Virara o transformador que transformava energia em dádivas mas que não as aproveitava. Mas que alma lhe sobrara? Mas que resgates lhe restavam? Levantou-se e foi ver seus olhos no espelho da sala. Eles fugiam de si, não se encaravam, não se enxergavam ali. Assustou-se ao perceber que não se via, não tinha a imagem de si na memória. Era a súbita e constante tentativa de aniquilar-se. De deixar-se só. Mesmo assim, havia alguém à espreita. Não sabia se escondia-se à esquerda ou direita. No entanto, estaria por ali e viria de algum lugar. Provavelmente não iria demorar...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-5999854324430823104?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/5999854324430823104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=5999854324430823104' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/5999854324430823104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/5999854324430823104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2010/08/mas-quem-e.html' title='Mas quem é?'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-558121347648942808</id><published>2010-08-03T22:22:00.002-03:00</published><updated>2010-08-03T22:24:57.242-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinto aqui'/><title type='text'>Sinal</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A melodia da curiosidade tocava naquele momento e a envolvia de dúvidas sobre o havia acontecido naquelas horas em que estiveram juntos. Não conseguiu definir ao certo o que estava na iminência de surgir. Talvez seria o pontapé inicial e urgente daquilo que desvendaria os desígnos traçados há tempos atrás. Talvez seria o caminho mais distante de uma busca incansável e quase sem fim. Quem sabe seria a novidade desta primeira vez em milhares de oportunidades que já teve. Poderia ser simplesmente um vento que passaria e, de leve, beijaria sua face e se afastaria sem nada concluir. Seria o que viria a eclodir com o tempo, com o conhecimento, com a convivência. Ou apenas aquele que somaria ainda mais na lista extensa dos que estão sempre ao seu lado. Preferiu não pensar. Não analisar. Nem examinar minunciosamente no que aquilo poderia se transformar. Deixaria o tempo correr, viveria sem se prender, aproveitaria sem nada tolher. Ainda nada tinha e nada poderia fazer. Num primeiro contato o que ficou de exato foi a simpatia e a sinergia que se espalhava no ar. A cada risada, a cada olhar. Pousou seus olhos naquelas mãos que seguiam o corpo em movimento, mas, não teve o momento de se encantar. Ele comandava o ritmo e tecia argumentos na tentariva de contentar a incerteza e de convencê-la da história que poderia começar.  Foi então que chegou a hora, que a deixou, sem demora, com as pernas a bambear. O rádio lhe dizia "Lucky" e provavelmente seria a chave, o vestígio, o sinal do que estava por vir. Ainda não tinha a certeza, mas torcia intimamente para que, finalmente, a hora da vida estivesse prestes a fazê-la vibrar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-558121347648942808?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/558121347648942808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=558121347648942808' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/558121347648942808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/558121347648942808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2010/08/sinal.html' title='Sinal'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-6629384795703483498</id><published>2010-07-25T11:53:00.001-03:00</published><updated>2010-07-25T14:36:43.806-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinto aqui'/><title type='text'>Passado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje eu desejo que você seja feliz. Agora eu espero que sua vida seja de ventura, alegria, contentamento. Mas nem sempre foi assim. Já quis que seu dia fosse nublado, cinza, na inconstante iminência de chuvas e tempestades. Quis seu jardim sem flores, seus quadros sem cores, seu corpo sem odores, sua saudade sem amores. Imaginei sua vida na solidão de um ponto que se apaga no infinito. Naquele escuro breu que camufla a existência. Desejei que a espada fincada em meu peito passeasse por seus órgãos com o frio do metal. Assim talvez lhe pudesse ser possível discernir claramente a dor que seu ato fez instalar em mim. Pensei que o melhor seria que vivesse no limiar da indecisão e, como eu, de supetão, visse a demolição do que acreditava. Cairia alucinado no chão, choraria sem previsão de término, definharia com a tristeza de triste surpresa. Julguei que seria justo ver olho por olho, dente por dente. A chamada pena de talião, da época da Babilônia, uma das mais antigas existentes. Aquela que apoia a reciprocidade, a retaliação. Quis isso. Quis mesmo. No entanto, o tempo se esvaiu, as lembranças foram apagadas da memória e a dor parecia um ponto no íntimo que o orgulho tentava sustentar. Mas eis que o reencontro me trouxe a suavidade, a harmonia, mostrou-me que de desculpar eu era capaz. Senti que o perdão absolvia e dissolvia a mágoa que eu não queria largar. Aquela era a justificativa que ainda restava para o nosso fracasso. Era o que não me deixava sentir o que entendi como desprezo, mas que era apenas a certeza de que não éramos infinitos. E era só isso. Sem dramas, catástrofes, tragédias. Foi apenas a calamidade que me flagelou naquele tempo lá atrás. Agora estamos frente à frente e, bem diferentemente de antes, podemos conviver em paz. Sem amores. Amigos talvez. Nada mais.    &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-6629384795703483498?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/6629384795703483498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=6629384795703483498' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/6629384795703483498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/6629384795703483498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2010/07/passado.html' title='Passado'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-5764923878299509021</id><published>2010-07-03T21:02:00.001-03:00</published><updated>2010-07-03T21:04:44.653-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinto aqui'/><title type='text'>O novo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela parece não guardar mais aquele vácuo que a deixava fina, sem carne e nem osso, sem desejo ou esforço. Como se não soubesse se estava morta ou viva. Não tinha estrada e nem sentido. Nem, ao menos, saída. Sentia agora o frescor da possibilidade que se estendia diante do desconhecido. Não só uma. Uma na ida e outra na vinda. Pousou os olhos no inacabado, ainda moço. Refeito o primeiro passo, lembrou da surpresa ao olhar aquele rosto. Olhos grandes, sorriso largo. Quase desconcertante. Debruçou-se sobre ela como se buscasse o local a aportar. Interceptou o devaneio ao qual ela se lançava no momento. Trouxe-lhe de volta ao que poderia ser real. Mas mesmo na realidade do impacto do novo, ela não se rendeu. Pensou, repensou, sem ceder. Avaliou os riscos, temeu os perigos até analisar que a distância de fases entre as duas vidas, naquele segundo, separavam-se por desfocado rabisco. Era pouco, invisível, não aparecia na hora exata tampouco. Pareciam se ajustar, como se a harmonia se formasse ao som daquele antigo disco. Era isso. Diferiam e muito. Como vinil e CD. Como tocadisco e DVD. Traziam vivências diferentes, experiências distintas realmente. E o que poderiam fazer? O caminho seria imenso e precisariam estar atentos para não tropeçar. Enfrentariam tempestades de vento e quem fosse contrário ao sentimento que poderia surgir. Permitiriam-se sonhar e viver o que não terá que necessariamente terminar. De repente, ela abriu os olhos, no leito quente que lhe guardava os anseios, e percebeu que não sabia se estava a devanear ou se seu retraimento estava prestes a acabar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-5764923878299509021?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/5764923878299509021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=5764923878299509021' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/5764923878299509021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/5764923878299509021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2010/07/o-novo.html' title='O novo'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-5831779294134963986</id><published>2010-06-20T21:49:00.004-03:00</published><updated>2010-06-20T22:59:15.181-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinto aqui'/><title type='text'>Quebra-cabeça</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acordou com aquela sensação de que havia encontrado a peça que não se deixava encaixar e que era relegada ao fundo escuro da caixa do quebra-cabeças da infância incansável. Apresentava-se sem a polidez ou a cortesia que lhe cabiam depois de tanto tempo. Surgia amassada, desbotada, já sem nitidez ou brilho. Parecia ajustar perfeitamente ao propósito que lhe tomava o instinto de uma busca constante e que lhe confrontava. Era o instante exato para perder a lucidez, enfrentar a timidez e saltar de uma vez por todas do que lhe limitava depois do recolhimento. Era o ponto encontrado no tempo, a ideia que se fazia do momento de uma mudança que poderia se instalar a contento. Mas quem lhe convenceria a arriscar? O espelho mostrava a face cansada de padecer por experimentar o que a coragem impulsionara nos anos permitidos. Os traços se estendiam de uma ponta à outra sem piedade, marcando as estradas percorridas no período antes juvenil. Os fios longe ainda dos grisalhos já não eram mais tão fortes, contrastando com a fortaleza que o peito carregava, distante do abismo insondável. Sentia-se cair naquele passado que surgia de repente diante dos olhos úmidos que traziam à mente a imagem do que tentara acertar por tantas vezes. Recordava a teimosia da peça que relutava em acomodar-se no lugar destinado. De tanto tentar o que inexplicavelmente cismava em recuar, resolveu permanecer no mesmo ponto e jogou-a novamente para aquele fundo, abaixo da superfície, mas no local onde as mãos ainda conseguiriam alcançar. Mas deixaria lá, na escuridão densa, na repetição do que não queria chamar destino, mas que sabia que ainda muitas vezes teria por se deparar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-5831779294134963986?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/5831779294134963986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=5831779294134963986' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/5831779294134963986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/5831779294134963986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2010/06/quebra-cabeca.html' title='Quebra-cabeça'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-5043250779268310299</id><published>2010-06-05T22:37:00.004-03:00</published><updated>2010-06-05T23:27:09.647-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>O acaso</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez não seja tão fácil imaginar e até difícil de aceitar que certos fatos que acontecem não são consequências do acaso. Na verdade, acaso nem existe. Sei que não é todo mundo que pensa assim. Aliás, isso faz parte do que eu acredito. Ninguém precisa concordar. Afinal, cada um toma a estrada que mais lhe convém, convence e atrai. Falar da impotência do acaso, quem sabe, não pareça caso de gente lúcida. Quem sabe o excesso de astúcia não permita ver que as linhas vividas amparadas a uma total falta de  lógica não sobressaem. Quem sabe o caminho da verdade não seja assim tão reto e de pura retórica. Que seja, afinal, tórrida essa minha história que se desenha. Pois bem. O que tento dizer é que pode parecer que o acaso seja o dono da ação, o único responsável pelo esbarrão cego na esquina movimentada, pelo tranco inocente que faz a batida inevitável à beira da estrada, pelo tropeção no buraco à frente que trazem os braços de amparo que até então eram inexistentes. Pode parecer aquele que traz a novidade e vê desenrolar a vida que era sem sentido. Ou que seja ele o mais tolo que impulsiona a alegria depois da dor terrível, que ameniza a perda com oportunidade impensada e maestria, que lhe deixa à frente daqueles olhos que se achavam confusos, mas que podem encontrar o que é, de fato, um sinônimo exato do que se pode chamar de profecia. Acredito que para tudo há um propósito. Há sempre uma razão de ser e estar. Seja boa ou não.  Até porque toda ação causa uma reação. Sendo assim, é possível puxar para si o que será causa de escolhas feitas. Tudo chega a seu tempo. Por mais que demore. Tudo vem após o amadurecimento necessário. É difícil compreender? Talvez seja mesmo. O mais difícil é explicar e aprender. Na verdade, essa é questão de fé e de crer.   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-5043250779268310299?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/5043250779268310299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=5043250779268310299' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/5043250779268310299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/5043250779268310299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2010/06/o-acaso.html' title='O acaso'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-1705536949213610267</id><published>2010-04-21T17:46:00.003-03:00</published><updated>2010-06-15T15:52:25.801-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Reencontros</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Aquele dia parecia como outro qualquer. Na calmaria de uma castidade quase imposta por estar desprovida de interesses, já pressentia como ele acabaria. Chegaria em casa exausta, com o peso de tantas palavras de uma semana inteira, deixar-se-ia envolver por aquele chuveiro forte, sentindo aquela água quentinha amolecer o corpo, deslizaria ao fim aquele óleo que aveluda cada centímetro de pele, escolheria o tradicional conjuntinho de dormir e entregar-se-ia aos braços de morfeu. Mas eis que o inesperado imprevisto lhe surrupia os últimos segundos de obviedade que costuma ter ao fim de um dia de trabalho. Depara-se, então, com o refluxo do passado, que a leva num movimento onde vê que a maré se afasta da margem de erros que sempre manteve. A troca de energia inevitável parecia carregá-la para onde nem mais imaginava. Imaginar, ela imaginava, como imaginou diversas vezes. Por sinal nas últimas semanas. Assustou-se ao pensar nisso. Enquanto reagia como por instinto a ação que lhe vinha ao encontro, ficou refletindo se aquele sexto sentido havia norteado outras decisões do seu cotidiano. Talvez sim. Talvez não. Na verdade, não lhe importava encontrar essa resposta. O que queria agora era encontrar a decisão que deveria tomar diante do convite inimaginável e, excitantemente, desejado. Procurou ser firme, despojada, sem preconceitos. Antes de se arrepender ou de temer pelo o que poderia vir depois, disse sim. Sim. Ela disse sim. Há quem nem acredite nisso, enquanto há quem diga que sabia que a cortina estava prestes a se abrir. Foi pelas ruas evitando fazer análises, ansiosa pelo reencontro. Quanto tempo! Mas sabia o que fazer. Aproveitaria a oportunidade que se estendia à sua frente. Poderia compreender o que encontraria de doce, seguro, carente. Resolveu que não faria projetos para amanhã e depois e depois e depois. Já vivera aquilo na intensidade máxima e sabia como podia acabar. Queria o hoje. Durante aquele tempo que parecia infinito, curtiu minuto por minuto. Deliciou-se à exaustão. Até que o relógio gritou e a hora bateu. Só deu tempo de olhar nos olhos, esboçar um largo sorriso e pensar naquela música..."Valeu! Foi bom, adeus!"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-1705536949213610267?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/1705536949213610267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=1705536949213610267' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/1705536949213610267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/1705536949213610267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2010/04/aquele-dia-parecia-como-outro-qualquer.html' title='Reencontros'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-3906410339391367235</id><published>2010-04-05T22:06:00.002-03:00</published><updated>2010-06-15T15:53:30.854-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Depois e depois e depois</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Sabe quando, de repente, você abre os olhos pela manhã e vê que o tempo passou sem, ao menos, dar sinais? E você se toca que aquela pessoa descartada e que ficou para trás deveria estar aí. E você percebe que deveria parar os ponteiros do relógio, suspender qualquer passagem de dias e meses e anos e tentar voltar atrás. E você se vê mais maduro, mas, ao mesmo tempo, cada vez mais infantil diante de tantos medos. E você acha que o mundo ficou injusto e lhe virou as costas. E você não entende como todos se harmonizam e se encontram e se completam, mas essas coisas só acontecem com os outros. E você constata que já andou por aí tentando descobrir o rumo, mas continua perdido e fora do caminho. E você vê que aquelas fotos tiradas pelo outro deveriam ter sua imagem também nos lugares novos e descobertos. E você não esquece que aquela palavra ficou por ser dita e está interrompendo as próximas que insistem em sair. E você não admite que queria correr atrás e encarar o pavor de errar. E você não se encoraja para recomeçar do ponto onde exatamente deu-se o corte. E você vive cheio de temores de não mais ter tempo de ter tempo. E aí, você deixa para depois e depois e depois e depois. E, provavelmente, quando seus olhos avistarem novamente o horizonte, pode ser tarde demais para a vida a dois. E você reinará soberano na solidão imposta por sua insegurança e por tanta ignorância. De ignorante e louco, todos podemos ter aquele pouco necessário para apostar na reviravolta e desfazer a volta que o mundo já deu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-3906410339391367235?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/3906410339391367235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=3906410339391367235' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/3906410339391367235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/3906410339391367235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2010/04/sabe-quando-de-repente-voce-abre-os.html' title='Depois e depois e depois'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-7338633418618606983</id><published>2010-03-14T16:58:00.003-03:00</published><updated>2010-06-15T15:54:20.522-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinto aqui'/><title type='text'>Encaixe do desencontro</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Estive pensando como, às vezes, as coisas não se encaixam e não dão certo pelo simples fato da existência do desencontro. Não do desencontro físico apenas. O desencontro do pensamento. O desencontro do encontro. O desencontro da sintonia. O desencontro das palavras que deveriam ser ditas. Como todas as pessoas são diferentes, por serem individuais e únicas, cada uma vê a história de uma forma, de um ângulo, do seu ponto de vista. Sem projetar o do outro. A análise, diante disso, acaba sendo contraditória algumas vezes e pode promover confrontos imaginários de ideologia, de desejos, de energia. Outras vezes o confronto pode nem acontecer em nome do orgulho que abafa a vontade de expor opiniões e até de suportar a ridicularização de suposições tão diferentes e até infantis. E aí a escolha é pelo silêncio, pelo passar do tempo. A preferência é abrir mão do que poderia ter sido vivido. Para não dar o braço a torcer e nem ter, às vezes, que recuar e admitir erro ou excessos. E isso ocorre porque os parâmetros usados ao analisar a situação é de acordo com as vivências pessoais. Boas ou más. Comparações feitas com as referências que existem dentro de si e só. Sem se importar se correspondem realmente à verdade de todos os envolvidos ou apenas a sua. E ainda se julga o ser mais triste, mais injustiçado, mais coitado, mais afetado do universo. Afinal quem não é levado ao pessimismo? Todos nós. Somos assim mesmo em algum momento ou sempre. Tiramos conclusões apenas nossas, sem interferência do outro, acreditamos naquilo firmemente e pronto. Fim do debate que poderia ter acontecido, da conversa que poderia não ser simples, mas necessária. Fim do que poderia ser o caminho para a solução, para a salvação. Para o sim. Ou para o não. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-7338633418618606983?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/7338633418618606983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=7338633418618606983' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/7338633418618606983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/7338633418618606983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2010/03/estive-pensando-como-as-vezes-as-coisas.html' title='Encaixe do desencontro'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-7952211142246005608</id><published>2010-03-04T18:38:00.001-04:00</published><updated>2010-03-04T18:38:54.696-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Peça ajuda às amigas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sabe aquela história de Ana que amava Pedro que amava Bete que amava José que amava Maria que não amava ninguém? Pois é. Estou como essa última da fila há algum tempo. Não por opção mas por falta dela. Ninguém tem me tirado do sério. Ou causado aquele arrepio diferente na nuca. Ou mesmo a sensação de uma bola quicando no meu estômago sem parar. Aquele calor inexplicável percorrendo tudo só de esbarrar, sabe? Não é tesão só. É mais. É aquela sensação adolescente que dá vontade de rir, que dá pontadinhas no coração e suspende a respiração por fração de segundos. É a famosa história de dar vontade de sair correndo pra caçar borboletas azuis. Já ouviu isso? Bate uma saudade daqueles tempos da adolescência em que o tempo não passava, os amores eram impossíveis e as descobertas eram festejadas. Agora o tempo corre, as novidades não são tão comuns e os amores..ah, esses ainda parecem impossíveis, às vezes...Eu já tentei, já tentei. Ainda tento, claro. Minhas amigas dizem que sou exigente demais. Balela! O caso é assim. Enquanto a maioria quer o "machão-ogro-lutador", eu quero o "fofo-gentil-tímido por estilo". Enquanto querem o que se destaca, quero o que se segura. Enquanto querem o falador, quero o moderado. Enquanto querem o super modelo, quero o que se disfarça atrás daqueles óculos ou de um jeito simples de ser. Não é pedir demais. Ou é? Também não adianta aquele que jura estar a fim e eu nada. Não dá. Tento forçar e, no fim, o que resta é aquela ponta de repulsa. Quem não sabe o que digo? Terapia também não adianta. Isso excede ao tratamento com terceiros e é para ser resolvido a dois. O último conselho que recebi foi o seguinte: procura nos amigos das amigas. Ou melhor, peça indicação de alguns amigos possíveis às amigas. Quem aconselhou mandou até ressalvas. Pode ser aquele que ela tem tanta intimidade e que virou mulher para ela. Só para ela, é claro. Não vai tentar um gay. Aquele que ela até gostou na infância, mas que depois de anos virou confidente e ela quer uma pessoa legal ao lado dele. É importante ver se ela realmente indicaria uma amiga. Aquele que ela acha legal e certinho, no seu ritmo. Ela sabe que você não aturaria um chato. Ou aquele que ela acha que pode ser bem parecido com você ou que tem o seu jeito. É aquele! Aquele mesmo. Ela vai saber quem é. Afinal, é sua amiga. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-7952211142246005608?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/7952211142246005608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=7952211142246005608' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/7952211142246005608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/7952211142246005608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2010/03/peca-ajuda-as-amigas_04.html' title='Peça ajuda às amigas'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-7907585946081155068</id><published>2010-02-15T21:26:00.002-04:00</published><updated>2010-06-15T15:54:41.852-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinto aqui'/><title type='text'>Folia</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Enquanto os foliões se unem à multidão enlouquecida e inebriada de alegria sufocante, ela busca extravasar a solidão que lhe restringe os sentidos e lhe prende no vácuo silencioso de si mesma. Caminha, caminha, caminha e não consegue enxergar todos que correm à sua volta. Seu foco é o que grita lá no fundo e que não pode ser revelado. É desejo incontido e proibido. É um pulsar radiante e que não pode brilhar. É a iminência do incorreto, a certeza do arrependimento e o pressentimento do crédito que precisa manter. Não deveria se preocupar tanto, já que parece sentir sozinha. Sem retribuição, sem percepção, sem conhecimento alheio. Sufoca o que surgiu num dia e se estendeu pelos seguintes, mas sem novas descobertas ou novos encontros. Não foi além e, certamente, nem irá. Só lhe resta asfixiar tudo isso em nome do desapontamento que pode provocar, do remorso que eventualmente terá que suportar. Ela pensou em fazer uma busca e tentar a consulta sobre no que poderia dar. Mas perdeu a coragem e lembrou da bravura que necessitaria para explicar o inexplicável. Não seria tarefa simples discursar a respeito da ardência que tenta cessar com lembranças doces de um dia aparentemente sem expectativas. Não queria perder o respeito e ouvir o despeito ao seu ouvido vociferar. Pois seria essa a conclusão de uma tentativa arriscada e de libertar uma emoção abafada. Ela não se faria entender e correria o risco de ser crucificada e ainda perder estima e afetividade de quem lhe quer tão bem. A saída é deixar adormecida a sensação que lhe traria o descomunal desequilíbro e lhe faria tão mal a ponto de esquecer-se vencida. O jeito é aproveitar o imprevisível que lhe espreita numa época como essa. É liberar tudo o que guarda de intensidade, de monumental, de desmedido, de colossal. Afinal, é carnaval!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-7907585946081155068?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/7907585946081155068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=7907585946081155068' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/7907585946081155068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/7907585946081155068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2010/02/enquanto-os-folioes-se-unem-multidao.html' title='Folia'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-4007641501849569952</id><published>2010-01-24T15:25:00.006-04:00</published><updated>2010-06-15T15:56:07.359-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Descoberta finita</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Ela chegou sem grandes expectativas. Aquele parecia um dia como outro qualquer. De encontros e desencontros, de singela simpatia, de conversas na mesa do bar, de agitação e samba no pé. Sentia-se segura, levemente açucarada, com habilidades para se doar. Suas palavras eram simples e quase se perdiam no ar. Viravam nuvens que pairavam sobre seus cabelos simetricamente penteados. Dividiam-se entre os ouvidos atentos e se alastravam como argumentos concretos apontados ao bem. Sujeitar-se ao que lhe reservava o ato a seguir não estava em seus planos. Mas quem vai explicar o que o coração pode intentar? Que se derrame e se estenda o que está vigiado e abrigado em pontos estratégicos. Ao mesmo tempo, que se conserve as jóias do silêncio e dos pudores que a fariam bailar com o melódico acompanhamento. Refletia ensimesmada, meditando consigo mesma, quando aquelas mãos alvas lhe tocaram à altura dos ombros. De súbito, seus olhos pousaram naquelas íris coloridas que aguardavam uma resposta. Fez-se gentil, dissimulou a inquietação e a atenção que lhe faziam colidir com seus conceitos. Teve medo, chocou-se com aquela perturbação incontrolável que se desnudava diante de si e não era mais possível conter. Estranhou a urgência daquele abraço que lhe abria os braços e lhe puxava forte. Todas as novas sensações lhe traziam tremores, enquanto buscava o controle descompassado. Mas como ignorar o passado que ainda era alheio e que não poderia magoar. Realmente não poderia. Tentou escapar, afastou-se como pode, negando aquilo que parecia lhe inundar por dentro. Porém a companhia lhe espreitava os passos e, num ato ensaiado, compôs para ela a canção, soltou a emoção e se jogou ao seu lado. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-4007641501849569952?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/4007641501849569952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=4007641501849569952' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/4007641501849569952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/4007641501849569952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2010/01/ela-chegou-sem-grandes-expectativas.html' title='Descoberta finita'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-8903099512498462756</id><published>2010-01-17T11:38:00.003-04:00</published><updated>2010-06-15T15:55:15.376-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinto aqui'/><title type='text'>Pronto, não contei</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="WHITE-SPACE: pre-wrap" class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Eu sei. Eu sei. Não contei. Mas não foi por mal. Não resisti à suavidade do seu sorriso assim que amanheci. Estive a seu lado a cada pegada na areia, observando como contemplava meu brilho até meu entardecer. Enquanto eu sumia no horizonte, sentia o quanto seria difícil deixá-lo aí. Sozinho. Não contei. Eu sei. Realmente fui o sol para lhe aquecer e clarear a sua parte que existia em mim. Não parei por aí. Diante daquela linha infinita e enquanto me despedia de ser sol, me senti molhar seu corpo e envolvê-lo no vai-e-vem das ondas que habitavam em mim. Ao contato do que agora me parecia frio, vi que estremeceu e relutou em se entregar. Arrepiou ao constatar que não seria possível mensurar o que batia aí dentro. O que nos unia era incomensurável, inadiável, inabalável. Não contei. Eu sei. Fui o mar e lhe amparei naquele momento tão crucial. E daí continuei. Com tudo que mergulhava em mim, vi que gotas evaporavam rapidamente e fui às alturas. Do alto, observei que não encontrava seu rumo a léguas de mim. De saudade não suportei e me debrucei e tempestade virei.Todo aquele torrencial de emoções não apagava o fogo que insistia em virar labaredas aqui. Não contei. Eu sei. Fui a chuva que lhe inundou de esperanças. E assim podia seguir-lhe dia após dia, reconhecendo em mim a porção que lhe faltava. Até o momento em que percebi que não havia troca, que transformei em mim o que pude para alcançar o que não acreditava ter, que me esforcei para ser o que lhe agradava. Foi aí que virei ar, fiquei livre e me livrei de você. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-8903099512498462756?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/8903099512498462756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=8903099512498462756' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/8903099512498462756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/8903099512498462756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2010/01/eu-sei.html' title='Pronto, não contei'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-9136942839461494135</id><published>2009-12-26T18:41:00.004-04:00</published><updated>2010-06-15T15:56:40.009-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinto aqui'/><title type='text'>Desejos manuais</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Foram aquelas mãos que me atraíram assim que entrei no banco de trás daquele carro vermelho para o início da viagem. O meu olhar fixou-se naquele vai-e-vem que parecia acariciar o volante e que comandava o ritmo do desejo que se enraizava em mim. Respirei fundo e tentei disfarçar o nervosismo que me provocavam aqueles dedos longos, fortes e masculinos. Nas duas horas seguintes, eu me via, num momento, de encontro pelo retrovisor com aqueles olhos puxados e, num outro, acompanhando cada movimento manual. Tentei lembrar qual teria sido a primeira vez que um par de belas mãos me chamou atenção e me fez arrepiar como estava acontecendo naquela hora. Busquei recordações da infância, como a época em que meu pai me pegava no colo, assobiava enquanto tocava o seu violão ou pintava compenetrado telas e mais telas. Afinal, ele foi a minha primeira referência masculina. Mas não encontrei nada. Fui ao tempo de escola, das brincadeiras de pique com mãos que perseguiam, da escolha de salada de frutas com mãos que cegavam por segundos, do vôlei que as mãos não jogam mais, do handebol que as mãos abandonaram, da ginástica olímpica que as mãos sustentavam por tanto tempo. Mas nada também. O que lembro realmente são das mãos que passaram na minha vida até agora. Do primeiro amor, do primeiro namorado, do professor preferido, do amigo ao lado. Do vizinho mais velho, do dono da sorveteria, do surfista conhecido, do jogador de outra assessoria. Do amante separado, do companheiro de ginástica, do fisioterapeuta de clube, do homem do outro estado. Foram tantas e tantas. Só que, nesse momento, as mãos que comandam meu desejo tem um dono. É aquele que está perto e distante, ainda não faz parte do meu quadrante e não sabe do seu poder abundante. Minhas ideias não paravam e a cabeça quase desvairou. Voltei à realidade quando o carro parou diante da minha casa e senti o toque leve daquelas mãos que me ajudam a descer e me mostravam a hora que poderíamos começar mais uma noite de farra.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-9136942839461494135?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/9136942839461494135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=9136942839461494135' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/9136942839461494135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/9136942839461494135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/12/foram-aquelas-maos-que-me-atrairam.html' title='Desejos manuais'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-2748985088747541860</id><published>2009-11-07T20:32:00.002-04:00</published><updated>2010-06-15T15:57:14.197-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Para depois</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Ele foi direto para casa dela do trabalho. Ela queria vê-lo. Chegou reclamando do cansaço, de estar cheio da voz gritante do chefe ainda na memória, da dorzinha que rondava sua cabeça. Para revidar, ela lembrou que também teve um dia daqueles. Telefone que não parava de tocar e gente chata a pedir coisas impossíveis. Ainda na porta, ele passou por ela e foi direto para a sala. Ligou a tv e se jogou no sofá. Enquanto ele tirava os sapatos, ela pensava rapidamente como surpreendê-lo e insinuar que, naquela noite, queria ficar deitada, coladinha, bem mulherzinha querendo se dar. Nada na mente. Nada à frente. Apenas ela que atrapalhava a visão dele que se fixava no jogo de baisebol na tela. Pediu licença com voz quase impaciente. Perguntou sobre a cerveja gelada e se ela podia fazer a massagem que sabia tão bem. Para revidar, ela disse que ficaria ocupada na cozinha por algum tempo para fazer algo. Ele sugeriu que pedissem pizza. Ela não quis. Queria, na verdade, ficar ali deitada. Com ele. Mas não daria o braço a torcer. Não para ele que, provavelmente, não estava ali por ela. Provavelmente não queria estar ali. Não estaria ali com ela. Não sabia o porquê. Era essa ideia que a atormentava. Seria verdade? Talvez não. Mas tinha essa certeza dentro dela. Apenas sua. Não entendia porque ele insistia nela. Até se davam bem. Na intimidade, na cama, na varanda. Mas ela queria mais. Mais zelo, mais carinho, mais atenção. Já não era assim. Não era tola e entendia que algo acontecera. A angústia foi se espalhando e ditando o ritmo descompassado da respiração. Melhor, então, mandá-lo embora. Pedir que saia. Implorar que se vá. Ensaiou umas desculpas, pensou no discurso. Ela não precisava dele. Ela viveria sem ele. Ela não seria mais dele desta vez. Mesmo querendo. Respirou fundo e repensou tudo. Resolveu dormir um sono profundo e deixar as decisões para amanhã. Como sempre fez.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-2748985088747541860?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/2748985088747541860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=2748985088747541860' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/2748985088747541860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/2748985088747541860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/11/ele-foi-direto-para-casa-dela-do.html' title='Para depois'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-2073056365550464909</id><published>2009-10-24T22:59:00.003-03:00</published><updated>2010-06-15T15:57:55.906-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinto aqui'/><title type='text'>Livre</title><content type='html'>Ela está à beira do que chama de libertação de si mesma. Corre. Voa. Quase flutua. Por anos viveu trancada na ética supervalorizada do que via na infância. E, sem saber que o mundo evoluiu e sobrou, ficou estatelada na mesma posição. Nenhum movimento vibrava, nenhuma postura cintilava ou chamava atenção do que ainda estava por vir. Não foi. Não viveu. Não achou a si mesma. Quase sucumbiu. Quase morreu. Na estática de quem não enxergava um palmo à frente, foi menina rendeira que usava saia rodada e de si não saltava. Na eminência do retardo do sol que nascia, foi criança iletrada que não sabia o que era e nem o sentimento resgatava. Sentia só. Sussurrava de dó. Carregou em silêncio a idosa que dominava seu ser. Deixou penetrar a velhice que insistia em adormecer alheia. Rejeitou o óbvio. Afastou o lógico. Não quis mais se conter. Virou o que era e, na esfera que se encontrava, permitiu-se ser a liberdade que se pode ter...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-2073056365550464909?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/2073056365550464909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=2073056365550464909' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/2073056365550464909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/2073056365550464909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/10/ela-esta-beira-do-que-chama-de.html' title='Livre'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-1404533493434763336</id><published>2009-10-14T19:58:00.006-03:00</published><updated>2010-06-15T15:59:00.234-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Tanto medo</title><content type='html'>Ela tem medo. Medo de não ser mais. Medo de ser demais. Medo de escapar e não chegar ao fim. Medo de encantar e de desistir. De adotar o extremo, de concluir o intento e de optar pelo sonoro sim. Medo de carregar a angústia, de estancar a busca e desiludir. De negligenciar o não, esculpir o perdão e descortinar a agonia. Medo de repreender e de se perder na volúpia. Medo do deleite, da delícia, da astúcia que traz nos olhos. Medo de preferir o raso, de rejeitar o acaso e se deparar com o inaceitável. Medo de esquecer e de não ter mais por onde ir. Os caminhos se estreitam, a busca incansável avança e ela sufoca e não se lança. É mais seletiva. É mais restritiva. É mais de si refém. Não cai, nem se esgota. Não se consagra, nem se sanciona. Não sabe se vai não sabe se vem. O medo que carrega no íntimo deforma o ego e traz o desassossego. Faz evaporar a autoestima, imergir em lágrimas, destoar rima. E quem vai condenar tanto receio? Só quem não deixar aflorar a bondade, transpirar a caridade e não carregar a compaixão no peito....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-1404533493434763336?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/1404533493434763336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=1404533493434763336' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/1404533493434763336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/1404533493434763336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/10/ela-tem-medo.html' title='Tanto medo'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-5091809213291327050</id><published>2009-10-07T22:06:00.006-03:00</published><updated>2010-06-15T16:00:47.866-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Confissões Alheias'/><title type='text'>Ele quer se dar</title><content type='html'>O novo já não era tão inédito. Nem simples. Nem pacato. Nem refletia o meu autoretrato. Pelo contrário. Tudo era bem diferente. De mim, de si, até de vós. A não ser o que se podia ouvir por todos os lados. Minha respiração sintonizava com aquele som, com aquela melodia, com aquela música que se espalhavam no ar. A cada esquina, era mais um azul que brilhava e se misturava ao verde reluzente. Visão, claridade, nitidez. Era possível perceber na textura da intenção a suavidade sutil de quem queria se aproximar. Foi, então, que, tomado de coragem, vi que chegava de mansinho. Angustiado. Despreparado. Sufocado. Exalava a sugestão de quem estava perdendo o rumo e cheio de interrogações. E lá veio o que faltava: "Eu e ela somos diferentes em tudo. Em cor, cultura, idioma, idade, gostos, rostos, gozos. Tudo. O que é possível fazer?". Indagou, algo esperançoso e ansioso. Como se esperasse a resposta como a única solução que o impulsionaria à sua verdade. Sem todos esses medos ou com todos os receios. Mas eis algo que não posso dizer se sei. Dizem que opostos se atraem. Outros dizem que não. Até ressaltam que as semelhanças proporcionam mais possibilidades de encontros. Definição do que a vida realmente é? Imposição do que se pode viver? Suposição de qual direção tomar? É melhor nem tomar partido e deixar que o sentido se encarregue de escolher por onde vai andar. Até porque seria difícil apontar o motivo que os uniu. Isso, na verdade, pode nem ser o que mais importa. Talvez a saída seja deixar-se levar pelo dia-a-dia, com paciência sadia, sem tentar adiantar o que está por vir. É ter paz no esforço. É ter calma na escolha. É saber onde quer chegar. É viver sem ter planos. É entender e aceitar a estranha vontade de se dar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-5091809213291327050?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/5091809213291327050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=5091809213291327050' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/5091809213291327050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/5091809213291327050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/10/o-novo-ja-nao-era-tao-inedito.html' title='Ele quer se dar'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-7674764814485581456</id><published>2009-09-24T21:52:00.003-03:00</published><updated>2010-06-15T16:02:52.926-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Confissões Alheias'/><title type='text'>Ela é receio</title><content type='html'>O dia estava ensolarado e a primeira visão em terra distante foi daquelas bochechas rosadas e daqueles olhos inquietos, como de um inquisitor. Ao redor, uma variedade de esteriótipos, raças, graças, tipos. Por dentro, ele pulsava acelerado, engasgando a cada compasso. O tempo passava, a fila não andava e não conseguia me desvencilhar. Mais minutos. Pronto. Estava livre do discurso e do inquérito. A espera ainda perduraria por algumas horas pelo imprevisto que se estabelecia. O coração aquietou-se. Eis que, neste início, vieram mais e mais perguntas. Alheias, claro. "Ele não gosta mais de mim. Não como antes. Mas sei que guarda ainda algo que pulsa e o impulsiona para mim. Momentâneo, eu sei. Aquele resquício do fim...é difícil desistir". O cansaço da chegada me fazia não enxergar tão claramente a situação, mas me esforcei. Talvez eu diga o que não faço. Talvez eu faça o que não diga. Mas não há como não admitir que tudo isso, no fim, será um desperdício. De tempo. De energia. De amor-próprio. Esse é um encontro do desencontro e é o precedente do adeus que ainda diz até logo. Mas será breve. Tão rápido quanto a série que se forma no mar e que, em segundos, vai passar. O melhor é cortar o elo e valorizar o seu próprio ego. Foi o que minha inspiração mandou falar....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-7674764814485581456?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/7674764814485581456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=7674764814485581456' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/7674764814485581456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/7674764814485581456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/09/o-dia-estava-ensolarado-e-primeira.html' title='Ela é receio'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-5054275386105438523</id><published>2009-09-20T17:55:00.004-03:00</published><updated>2010-06-15T16:03:36.405-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Confissões Alheias'/><title type='text'>No comando do divã</title><content type='html'>Não sabia que trazia a insustentável clareza dos divãs dentro de mim. Pois é. Tudo começou no dia em que Ana estava angustiada. De vestido azul de bolinhas amarrotado, parecia não ter dormido bem naquela noite. A maquiagem não estava impecável como de costume e a palidez contrastava com as olheiras profundas que me despertavam sentimento de piedade. Passava as mãos pelos cabelos todo o tempo, com unhas vermelhas reluzentes, enquanto folheava minha ficha. Os olhos verdes estavam marejados e irreconhecíveis e o nariz fungava baixinho. Aquele papel logo ali guardava minha dores, meus amores, meus horrores, meus sabores. Mas, naquele momento, era o que desnorteava a vida dela que estava em foco. Levantou e pude ouvir o toc-toc nervoso do salto agulha. Veio, então, a pergunta: "Será que hoje posso falar de mim? Estou precisando..." Fiquei sem jeito de dizer não àquela muralha que parecia impenetrável e que agora quase desmoronava diante de mim. Sentei e esperei as primeiras palavras. "Meu casamento acabou", disse ela. "Sinto-me presa a quem é muito muito mais jovem e nem sabe o que sinto. É que ocupa minha mente todo tempo, incontinente, inconsequente, e sinto arrepios só de pensar. É um constante aperto aqui dentro que não sinto há anos. Não sei o que fazer"...Respirei fundo para pensar melhor. Iria me arriscar a assumir um papel que não era meu. Não me fiz de rogada. Fui em frente. Expliquei que o primeiro ponto é entender o que sente e, que na minha opinião, poderia ser tesão. É como um ardor que pulsa, um desejo que explode e faz a pele arrepiar. É a vontade de se dar, de despir-se, de prender-se ao que ainda não há. Talvez seja a transferência do que se tornou falido e vem do passado para um futuro incerto, despreparado e ilusório. Ele pode ser o apego à juventude e à novidade, a carência quase inesgotável paralela à crise existencial, a diversão simbólica misturada ao medo de ficar só. Não há como ser racional nos desvios do ego, mas é nítida a pressa do sentir, do vibrar, de buscar o elo contra solidão. Por outro lado, pode ser um investimento, mesmo sem certeza, de desejos extremos, de dias e noites de dengos, de prazeres e bons momentos. A decisão só cabe a quem sente ou pensa sentir. Não pode vir a influência de mim. Mas concordo que, na vida, nada melhor do que arriscar. Pode ser feliz ou pode ter que encarar a derrota e desistir do caminho a seguir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-5054275386105438523?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/5054275386105438523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=5054275386105438523' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/5054275386105438523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/5054275386105438523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/09/nao-sabia-que-trazia-insustentavel.html' title='No comando do divã'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-714703369036705080</id><published>2009-09-05T17:38:00.005-03:00</published><updated>2010-06-15T16:04:41.411-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinto aqui'/><title type='text'>Saindo do casulo</title><content type='html'>Ela vive a estreia de sua metamorfose. O desprendimento do desassossego. A rebeldia do espelho da ilusão. A clareza refletida no anseio irreprimido. É seu momento. Guardado lá dentro. Vai do medo de sair do casulo e se reconhecer com a beleza e a leveza das asas coloridas que ganhou à ousadia de saber que os anos que carrega nos ombros não simboliza a juventude que o corpo não abandona. Talvez por isso esteja relembrando os períodos inesquecíveis dos jovens rodopios que lhe acompanham a inquietação e o palpitar do tempo passado. E ela até gosta. E suspira sintonizando o prazer. Pensa. Repensa. Tremula ao vento, ainda com aquele mínimo índice de insegurança. Pouco, é fato. Mas ainda resiste. A fuga de si parece inevitável para afastar o preconceito alheio que lhe espreita a cada gesto. Ela reage. A coragem, então, se enche de certeza e se nega a ceder. É dela o combate, o corpo a corpo, sem armas. É dela a sobrevida, a exceção e a falta de prudência. É dela o risco, o desvelo, a coerência e o zelo. É dela a preferência, a opção, o que sacode o coração. Ela vive, salta de si e se liberta. Vai do sul ao norte. Corre, grita, suplica por mais e mais. Vê-se menina a recobrar consciência e aceita o infinito que a linha do horizonte lhe traz. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-714703369036705080?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/714703369036705080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=714703369036705080' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/714703369036705080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/714703369036705080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/09/ela-vive-estreia-de-sua-metamorfose.html' title='Saindo do casulo'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-2182388968509107852</id><published>2009-08-30T13:06:00.002-03:00</published><updated>2009-09-02T18:30:19.133-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinto aqui'/><title type='text'>Ele pode</title><content type='html'>Ele talvez seja a síntese do superlativo dos dias vividos e findos. Ele pode ser o elo que se nega a soltar e que não se desfaz com o tempo. É o que guarda a saudade, é o que devora a vontade em mim, é o que me leva além mar. Ele talvez seja a memória suave e doce, firme e forte, impossível de conter. Pode ser o que está por vir e o que não faz desistir. Mas pode ser aquele desejo descoberto que não se reencontrará jamais ou quem sabe sim. Ele pode ir, pode vir, pode estar aqui. É quem segura forte e olha nos olhos como se o precipício estivesse logo atrás. Suspira, respira e se deixa no ombro cair. É aquele que se joga, aposta, leva junto o que estiver por lá. Encara e puxa, sente o que está a girar. Ele talvez seja apenas o que a imaginação criou ou nem seja tanto o que faltou. Pode ser ainda pequeno e precisar de um longo caminho para aprender a se dar. Pode guardar no peito a esperança que aquece ou esperar o inverno passar. É quem ainda não veio, que enche de anseio e, aos poucos, pode se perder no ar. No entanto, é algo que não se prevê e só o passar do tempo poderá dizer onde pode chegar....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-2182388968509107852?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/2182388968509107852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=2182388968509107852' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/2182388968509107852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/2182388968509107852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/08/ele-pode.html' title='Ele pode'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-445815844009792561</id><published>2009-08-27T02:13:00.003-03:00</published><updated>2010-06-15T16:06:03.141-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinto aqui'/><title type='text'>Rejeitando prisão</title><content type='html'>O peito parece que vai explodir com a quentura que não ameniza com os dias que passam. Queima. Desfalece. Quase entorpece. Talvez seja assim mais fácil explicar a sensação inicial de retomar ao ponto de partida de onde nem poderia imaginar o que o agora passado reservava. Corre, tempo. Corre, vai. As lágrimas ainda rolam incansáveis, saudosas dos momentos insuperáveis, das descobertas inacabáveis, dos gostos insubstituíveis, das opções irrecusáveis. E a calmaria não mais existe. Instalou-se a angústia de querer mais e mais e, sem pedir demais, seguir as mudanças que podem vir. Por dentro e por fora. Talvez seja a hora de se libertar. Deixar as amarras que insistem em camuflar o furor, o ardor, o clamor. Renegar o óbvio, esquecer o simplório e arriscar. Permitir-se. Ser e estar. Vagar por onde realmente quer ir. Sem pressa. Sem fugir. Quem sabe isso seja possível. Ou até não. Só não adianta respirar ilusão, amedrontar a razão e se perder por aí, deixando a vida jogada em algum lugar sem precisão. É hora de agir e de viver. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só não descobri ainda como vai ser...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-445815844009792561?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/445815844009792561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=445815844009792561' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/445815844009792561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/445815844009792561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/08/o-peito-parece-que-vai-explodir-com.html' title='Rejeitando prisão'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-7872957020463264133</id><published>2009-07-19T16:15:00.002-03:00</published><updated>2009-07-19T16:23:39.356-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Já volto</title><content type='html'>Estou na iminência de chegar onde quero, de passar pelo o que não espero, de descobrir ao que me reservo. Talvez por esses motivos tenha acordado com um aperto no peito daqueles que sufocam a respiração e pedem para as lágrimas não ousarem rolar. Um pouco mais sensível talvez. Ansiosa demais. Preocupada até. Nada que não possa ser superado ao virar os olhos para a mala que está no canto da sala lotada e quase pronta. Nada que não possa sumir com a certeza de que a realidade está logo ali e que, para isso, bastarão algumas horas para o início que está por realmente começar...&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O tempo urge e não sei quando vou voltar a passar por aqui. Posso ficar longe ou retornar antes mesmo do que imaginar. Um mês talvez. Menos ou mais. Vou andar por aí, viajar, conhecer o caminho que vai me levar. É só um até breve.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-7872957020463264133?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/7872957020463264133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=7872957020463264133' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/7872957020463264133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/7872957020463264133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/07/ja-volto.html' title='Já volto'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-7629605315065093413</id><published>2009-07-11T11:45:00.001-03:00</published><updated>2009-07-11T11:45:52.859-03:00</updated><title type='text'>João Pedro</title><content type='html'>Não sei se todo mundo acredita na vida após a morte, como eu, mas acho que muitos já devem ter tido a nítida impressão, durante o sono, de voar num passeio pelo ar, de encontrar com aquele que não está mais aqui, de ver claramente uma situação que acontecerá no futuro, de se sentir carregado no colo. Comigo acontece assim. Fecho os olhos e parece que me transporto para a outra dimensão. O ar é mais leve e, com isso, voar acaba se tornando mais fácil. Bato os braços como se fossem asas, mas ainda não consigo grande voos ou me manter por tanto tempo no ar. Sou, então, carregada por braços cintilantes, que me seguram com leveza indefinível. No rosto, sinto a brisa fria beijando minha face com a quentura de um coração pulsante. Lá de cima, vejo a cidade brilhante e ainda se movimentando na noite que escurece. Logo passo por nuvens acima de mim e me deparo com nova cidade. Casinhas simples, jardins coloridos, pesssoas andando para lá e para cá. Numa agitação diferente, sem pressa, sem correria, sem desespero. Meu pouso não é tão simples. Sinto-me desequilibrar e o amparo vem ao meu encontro. Meus pés tocam o chão, mas é como se não tocassem. Não tenho que caminhar. Deslizo. A sensação é boa, mas sinto um entorpecimento em mim. Meus olhos veem tudo, mas pareço estar num ritmo mais lento, com o som abafado ecoando de vários lugares. Sou levada a um lugar bonito e, debaixo de uma árvore, um senhor me abraça forte. Recebo carinho de todos e, logo em seguida, esse senhor mostra um menino que me estende os braços. Vem ai, bem dentro dos meus ouvidos, o nome João. Entendo que ele se chama João, mas gostaria que se chamasse Pedro. Pedro. Prefiro. Então que seja João Pedro, dizem. Sim. Gostei, respondo. Meu sorriso é largo e meu corpo se torna ainda mais leve. A partir daí as lembranças se perdem e me sinto voltar rapidamente para meu lugar. Até hoje guardo na memória aqueles braços pequeninos que se lançam na minha direção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-7629605315065093413?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/7629605315065093413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=7629605315065093413' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/7629605315065093413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/7629605315065093413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/07/joao-pedro.html' title='João Pedro'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-1866277220791098691</id><published>2009-07-09T22:27:00.004-03:00</published><updated>2010-06-15T16:07:44.742-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Entrega difícil</title><content type='html'>Veio do fundo, submergiu e sentiu o ar se esvair quase como se passasse por entre os dedos. Quase sufocou. Quase se entregou por inteiro. Parou diante do abismo de si mesmo e recuou. Permitiu-se enlouquecer o segundo necessário para buscar a paz. E num desvelo incomum fez do degrau intransponível o nível possivelmente alcançável. Fez da esperança perdida o elo entrelaçado na certeza daquele dia. Fez da sensação insípida a suavidade doce de um encontro. Saiu saltitante pelo corredor escuro e trouxe a claridade de volta. Reencontrou a alegria exposta no sorriso largo e no abraço apertado. Chegou atrasado e recuperou o tempo. Virou criança. Voou no vento. Foi além da folha que levemente acariciava a grama verde e espreitava o lago. Pousou. Aportou em si e analisou o passado. Foste vinho. Foste água. Branda fonte de ilusão. Seguiu avaliando a estrada escolhida e encontrou-se infantil, quase débil. Surdo. Mudo. Calado. Não reconheceu seu rosto. Lamentou pelo corpo que se arrastava pelo chão. Duro. Rijo. Severo. Embrutecido pela dor da inconsequência. Inconsciência do que significa a avenida à frente. Foi aquele que mente, que não sente, que é descrente. Os dias passaram e continuou a ver sem enxergar. Chegou à beira do mar, apreciou a brisa no ar, mas não se viu de fato. Era aquele cão-do-mato a rosnar para o mundo, sem carinho, sem dono, sem rumo. Achou-se sozinho, incompreendido, desnudo. Revoltou-se com o que estava ao redor. Feriu a sina, abriu a chaga, destruiu a subida. Perdeu o equilíbrio ao virar homem. Não soube mais seu nome e foi quando começou a se afogar. Até surgir a mão que o livrou de suplicar. Agora está mais tranquilo e virou realmente um menino que se encontrou e sabe como chorar. Não chore, pequenino. O lar é seu novo abrigo e ele está a esperar. Por sua volta. Está guardado o seu lugar. Vai. Segue firme. Estarei por lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-1866277220791098691?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/1866277220791098691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=1866277220791098691' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/1866277220791098691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/1866277220791098691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/07/veio-do-fundo-submergiu-e-sentiu-o-ar.html' title='Entrega difícil'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-3744786804687234780</id><published>2009-07-02T18:54:00.003-03:00</published><updated>2009-07-02T19:19:06.790-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Ela vai...</title><content type='html'>Ela lembra. Era pequena. Uma menina. Com a enorme mochila nas costas, tênis apertado no pé. Um sonho guardado. Um desejo de ser. Queria virar grande para correr mundo afora. Lá dentro ainda não sabia o que o adiante lhe reservava. Lembrava. Do dia em que aprendeu geografia. Conheceu continentes, identifcou países, reconheceu cidades. Fez planos. Encheu-se de esperanças que pareciam enganos. Imaginava e sorria. Os olhos brilhavam os mares distantes. Os monumentos seculares. As regiões mais do que meramente quase tão conhecidas. Quem sabe a hora chegaria. Poderia viver expectativas. O tempo foi passando e o anseio aumentando, mesmo sem perspectivas. Dinheiro curto. Bolsos vazios. Queria arriscar. Parcelar o que viria. Melhor não. Não podia. Fez do esquecimento, a saída perfeita. Adormeceu teorias, retardou sacrifícios. Ignorou todo tipo de artifícios. Cresceu um pouco mais. Descartou adolescência. Assumiu juventude. Virou mulher. Forte. Decidida. Retomou as rédeas das lembranças. Lembrava. Recordava a infância. Menina pequena. Sonho estocado, que não foi curtido. Abriria agora a porta do mundo e se lançaria ao desconhecido. Grande viagem da sua vida. Agora a mochila não é mais tão grande e a mala parece pequena. O roteiro nas mãos. A sandália nos pés. A passagem é de avião e a levará para onde quer. Seja lá o que Deus quiser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-3744786804687234780?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/3744786804687234780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=3744786804687234780' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/3744786804687234780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/3744786804687234780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/07/ela-vai.html' title='Ela vai...'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-588862835139326891</id><published>2009-06-26T23:42:00.001-03:00</published><updated>2009-06-26T23:42:57.101-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinto aqui'/><title type='text'>Sensações</title><content type='html'>Elas chegam sem avisar. Disparam, sufocam, comprimem, apertam, gelam, aquecem, desfalecem. Passam como brisa suave a contemplar o ar ou pesam o ambiente num segundo exato para atingir o constrangimento e se abalar. Recriam o passado, revigoram o recado que foi levado a algum lugar. Reencontram a porta aberta, rebuscam as palavras discretas, abrem fechaduras enferrujadas de algum lar. São amenas e singelas, fortes e repletas, suspendem a emoção de quase flutuar. Interrompem a respiração, entorpecem o âmago, descem escadas num quase escorregão. São crianças travessas, meninos sapecas, meninas dedilhando cordas, tocando violão. Fazem o som da flauta, o cheiro da mata, o gosto da comoção. Desmentem palavras, descortinam ciladas, encobrem o limiar. Ensinam temores, enobrecem amores, enlouquecem nos requintes simples de deitar num ébrio sofá. Seguem a força, testam fraquezas, não se importam onde podem estacionar. Nem mesmo com a razão de se entregar ao balanço do mar. São o que sempre quiseram e, num lero-lero, nem sabem onde parar. Num susto de repente, a dúvida paira ressabiada na busca do que ainda há. Elas, então, apontam firmes. Quase descobrem o limite, esclarecem o semblante e brilham o que não deixaram de ser. Diante da inércia do tocável, compreendem a constante transformação do intocável. Só a partir daí, entendem-se por si só. Reconhecem que não há mudanças do mundo estático ao redor. O que realmente passou foi o que ficou guardado lá dentro e o inexplicável tempo incontrolável...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-588862835139326891?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/588862835139326891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=588862835139326891' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/588862835139326891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/588862835139326891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/06/sensacoes_26.html' title='Sensações'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-3826841817224175144</id><published>2009-06-21T12:14:00.003-03:00</published><updated>2009-06-21T12:40:13.910-03:00</updated><title type='text'>Lembranças...</title><content type='html'>Acordei com aquela sensação de que seus braços ainda estavam entrelaçados em mim e que minhas pernas ainda se sustentavam sobre as suas naqueles lençóis quentinhos que nos envolviam há tempos. Nos lábios ainda me veio o gosto doce da saliva que trocávamos nos beijos quase sem fim diante da brisa suave que o mar trazia. Ainda rolei pela cama mais um pouco, tentando encontrar explicações para o passado que voltava sem aviso e não obtive respostas. Não sei se foi o cheiro do café fresco que vinha da cozinha e, como naquele tempo, me sustentava as recordações, o novo perfume usado pelo meu irmão que passeava de um lado para o outro com um cheiro que parecia o seu ou a música que tocava distante e trazia o tema que um dia foi meu. Fechei os olhos e tentei imaginar como tudo aquilo que um dia foi bom me separou de mim. Afogou-me. Afastei a dor que a lembrança insistia em trazer e me concentrei nos momentos felizes que conseguimos viver. Lembrei da primeira viagem, ao som do U2, numa estrada só nossa. O quarto de paredes brancas e de cama macia, a piscina ainda quente e o mar tranquilo logo à frente, o vinho rubro e a massa saborosa, a cidade histórica que batia à nossa porta. Lembrei das brincadeiras, das besteiras quase infantis que divertiam. Da cantoria no carro, das apostas e do sarro que tirávamos de nós mesmos. Dos carinhos, dos abraços, das manias e das risadas. Quase intermináveis. Da cama, mesa e dos nossos banhos. Dos apelidos, dos gemidos, da entrega. Fomos dois num só por muito tempo. Fomos felizes, sim. Eu concordo e pronto.     &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-3826841817224175144?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/3826841817224175144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=3826841817224175144' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/3826841817224175144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/3826841817224175144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/06/lembrancas.html' title='Lembranças...'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-3043765103160322475</id><published>2009-06-17T21:20:00.003-03:00</published><updated>2009-06-17T21:55:34.744-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinto aqui'/><title type='text'>Tempo</title><content type='html'>Ele tem sido indócil, imperativo e passa, às vezes, quase despercebido por mim. Apesar de dar sinais de sua presença todo o tempo. No rosto. No quarto. No espaço. É um dos únicos sem fim, inalcansável, inadiável. É aquele que espero para refrescar o calor e esquentar o frio. Para adoçar o sal e salgar o doce. Para fechar o aberto e abrir o fechado. Para silenciar o ruído e quebrar o silêncio. É quem pode me sugerir solução para tudo. É quem encontra o fio praticamente imperceptível que ultrapassa o meu ego. Apaga mágoas, confirma sonhos, me enche de esperanças. É aquele que anda de mãos dadas com o imponderável, que aguarda o meu crescimento, que embala meus desejos e sentimentos. Mas nem sempre é certeiro. Principalmente com a ansiedade que bate aqui dentro. Tenho andado impossível. Inquieta. Inconstante. Quase indiscreta. Tudo porque ele não passa. Tudo porque ele me enlaça pela cintura, me faz recuar e aguardar a hora exata. E me grita nos ouvidos o que não quero ouvir. E me faz enxergar o caminho que não estou preparada para ver. E me entorpece a boca com o gosto do que ainda não senti. Eu, então, me rebato, me espalho por todos os lados e tento não voltar ao que vivi. Quero que chegue o futuro. Que se vá o presente. O meu passo é à frente e quero estar pronta para o de repente.       &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-3043765103160322475?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/3043765103160322475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=3043765103160322475' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/3043765103160322475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/3043765103160322475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/06/tempo.html' title='Tempo'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-2763130483586833974</id><published>2009-06-07T12:43:00.003-03:00</published><updated>2010-06-15T16:09:56.010-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Ela se contém</title><content type='html'>Ela é simples, mas complexa. Encarou-se só numa multidão eufórica e, mesmo assim, não se perdeu no vácuo deixado logo atrás de si. Optou por permitir-se ser levada por aquela onda imensa e desenfreada, de desejos alucinados e impostos, de habilidade inatas e insaciáveis, de juventude e liberdade. À luz de sua maturidade, foi desviando os passos e achando o compasso que lhe indicasse a estrada a seguir. Parou. Burlou. Ludibriou. Quase fez zombaria com os que estavam a esperar, mas recuou. Preferiu manter-se distante, atuante, nada eloquente. Retomou a tranquilidade amena. Não se fez de rogada e avançou. Ouviu doces frases poéticas como se fossem únicas, quase decorou-as ao dispensar tamanha atenção. Guardou galanteios qual enamorada encantada num jardim qualquer de flores brilhantes e amarelas. Desanuviou. Clareou. Iluminou. Recordou prestígio conquistado há tempos. Voltou ao passado curto. Ruborizou-se diante dos elogios e do passatempo. O que passou não se foi e ainda recobrou a energia perdida. Mesmo numa ebulição e efervescência dentro de si, conteve o impulso e esperou pelo o que se apresentava. Eis que as palavras trouxeram impedimentos. Barreiras intransponíveis que se elevavam à medida da sonoridade contínua. Emudeu. Calou. Surtou. Viu-se novamente solitária e afastou-se de tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-2763130483586833974?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/2763130483586833974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=2763130483586833974' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/2763130483586833974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/2763130483586833974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/06/ela-e-simples-mas-complexa.html' title='Ela se contém'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-4911049733419222335</id><published>2009-06-01T23:20:00.002-03:00</published><updated>2009-06-02T00:26:29.240-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinto aqui'/><title type='text'>Fé</title><content type='html'>Ela é o que transcende, supera, excede ao que se estabeleceu como a exatidão sistemática e como o exemplo de perfeição criado. Vai além da cegueira da escuridão ou da luz do caminho que se estende adiante. É pura, cintilante, luminosa. Resplandece como raio que invade sem rumo e clareia as dúvidas que meneam de um lado para o outro. Mexe, espalha-se, remexe. Pode ter início definido num ponto qualquer, mas não tem um fim. Existe por si só, a partir de então. É o que há, o que sempre foi. Não se perde. Não se vai. Não evapora. Não esgota. Permanece no ar sutentando a certeza fiel que impulsiona toda convicção. É clara, brilhante, inesgotável. Pode ser suprimida por segundos, minutos, horas a fio. Mas tem seu retorno certeiro na reviravolta que se dará em breve. E sempre virá. Uma vez descoberta, jamais extraviada. Uma vez sentida, nunca ignorada. É o que encanta, o que dá força, o que levanta. Revigora a paz, recupera a emoção febril, descarta a desconfiança que não lhe permitia ver mais. É doce, insubstituível, amável. Recobre de esperanças a incerteza da perda, a ingratidão insensata, a reclusão inata. É o remédio da dor, o alívio da indecisão, a compaixão do erro. Vem da simplicidade do entendimento e do conhecimento de si mesmo. Vem do ritmo pausado do destino que não foi escolhido a esmo. Vem dos sentidos que nutre e não nos deixa sós. Vem da busca incessante da verdade. Vem trazer o que temos de pureza e liberdade. Dentro de nós.   &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-4911049733419222335?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/4911049733419222335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=4911049733419222335' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/4911049733419222335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/4911049733419222335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/06/fe.html' title='Fé'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-7973307203520891387</id><published>2009-05-27T20:01:00.004-03:00</published><updated>2010-06-15T16:10:30.474-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Constante</title><content type='html'>Não sei de que ponto lhe convém a chegada. Não sei por onde se esvai a saída. Mas sua imagem parece não se esgotar em mim. Sem tempo. Sem contratempo. Sem o instante que lhe retém o momento. Ecoa na mente sublime dos meus olhos internos. Expressa-se no quadro negro estampado na minha retina. Despoja-se de significados claros e vira turbilhão de perturbação.  O meu olhar vespertino e ainda quase inchado insiste em buscar-lhe no mesmo ponto diário. É ali que inicia o dia, num brilho solar que lhe clareia os cabelos por segundos. Sobe, pisa firme e supera a roleta que se estende à sua frente. Gira. Roda. Rodopia em seu eixo. Na estrada à diante escolhe onde pode parar e deixar-se entreter. O espanto que me domina é encontrar-lhe assim, logo ao lado. Na divisa milimétrica que nos desquita. Quase intocáveis. Ainda inatingíveis e numa dimensão que só nós alcançamos, continuamos embalados pela melodia do atalho escolhido. Cada um na sua cadência. Reservo-me o desejo quase incontido de não sussurrar-lhe o que ainda guardo. Isso vira refrão em meu pensamento, mas segue seguro sem propagação. Vejo suas mãos inquietas, à busca do que não vê. Expressam a grande aflição de deparar-se com seu reflexo em mim. Aperta. Comprime. Expreme. De tão perto que lhe observo, percebo que o contato é quase imediato. Na iminência da nossa esperada colisão chega a minha hora da partida. Eu, então, me levanto e vou, sem olhar para trás. Sem perfilar a saudade que cessará no próximo amanhecer. Nem permitir que se instale aqui o medo de lhe perder.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-7973307203520891387?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/7973307203520891387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=7973307203520891387' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/7973307203520891387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/7973307203520891387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/05/nao-sei-de-que-ponto-lhe-convem-chegada.html' title='Constante'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-7017425981972900954</id><published>2009-05-24T21:29:00.004-03:00</published><updated>2009-05-24T22:14:08.637-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinto aqui'/><title type='text'>Ira</title><content type='html'>Ela é ríspida, cínica, quase cíclica. Vem e vai. Vai e vem. Sem anúncio. Sem discurso ensaiado. Sem modelo armado. Instala-se num emaranhado louco de descontrole, tornando o sentido quase insensível. Vive no limiar entre o destempero e a alucinação. Apega-se. Entrega-se. Desnuda-se. Mostra-se sem pudores. É um horror que ofende a decência, a modéstia, a prudência.  É a fraqueza do furor. É a certeza do desamor. Geralmente perde-se no infinito de si mesma e espalha-se como energia por todos os lados. Sem eira nem beira. Não tem origem e não conhece o princípio que lhe comanda. É bamba. É um engano. Não se acha. Não samba. Não cai em si mesma e não se reconhece. Muda as feições suaves que se apresentavam. Destroça emoções que insistiam em persistir. Só é possível encontrá-la só. Solitária. Acuada. Desavergonhada. Descarada. Má. É sem piedade. Não suporta a verdade de deixar-se aliviar. Quer ser febril. Tem um apelo infantil. É indócil. Surge sem capacidade, na mediocridade de ser dura. Apenas por ser. Simplesmente por ferir. Recobre-se de agressividade e incita a cólera que lhe vai no íntimo. Não se detém. Não vira refém do controle. Afeta o alvo mirado, golpeia o ser desejado e não tem hora para parar. Certamente vai se perder e esquecer de ser o que foi um dia. É o oposto da alegria que o olhar atrai. É o inverso da paz que um beijo traz. É ser infeliz e quase não respirar mais... &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-7017425981972900954?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/7017425981972900954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=7017425981972900954' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/7017425981972900954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/7017425981972900954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/05/ira.html' title='Ira'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-442921867270310415</id><published>2009-05-20T21:41:00.005-03:00</published><updated>2009-05-20T23:03:55.664-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinto aqui'/><title type='text'>Ciúme</title><content type='html'>Ele geralmente é descontrolado. Insano. Desatinado. Não mede fonemas, não conta palavras, não economiza letras. Atormenta o despeito que surge nada imaculado. Acoberta-se num contexto escolhido e busca pretextos para coexistir com justificavas tidas como plausíveis. Jura inocência, nega inconsequência. Não admite a opção ilógica que faz. No entanto, não se fundamenta. Não tem bases para explicar suas escolhas. É réu. Culpado. Indiciado. Inicia sua força como a tempestade que não estava prevista e venta enlouquecido em algum lugar. É forte, confia na sorte, tira as pernas do ar. Desespera. Exaspera. Exagera. Até não poder mais. Acha-se coerente sem enxergar que a incoerência é o que lhe faz desfalecer. Perde a razão, sufoca o juízo, libera o libido. E vai refletindo o anseio, o desejo, o gracejo de quem lhe considera capaz. Muitas vezes é solitário. Incompreendido. Descabido. Inclusive impróprio. Apresenta-se em qualquer lugar. Sem moderação. Sem ponderação. Seja no campo, no quarto, no asfalto. Seja na lona, na rua, na zona. Urbana mesmo. Desloca-se a esmo e encontra-se perdido de noções que lhe poderiam transformar. Sobra. Transborda até enjoar. Nunca é compreendido. Talvez viva aturdido sem paz a lhe consolar. Mas não quer consolo. Nem pede socorro para o que poderia tratar. Grita. Espernea. Não deixa de protestar. É o que demanda piedade. Por ser repleto de vaidade e de irritação. Deveria se anular recolhido, entender o destino e aceitar se entregar. Viver calmaria, abolir tirania, descartar ambição.  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-442921867270310415?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/442921867270310415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=442921867270310415' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/442921867270310415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/442921867270310415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/05/ele-geralmente-e-descontrolado.html' title='Ciúme'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-2062288643827374833</id><published>2009-05-18T22:08:00.001-03:00</published><updated>2009-05-18T22:08:54.333-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinto aqui'/><title type='text'>Afinidade</title><content type='html'>Ela geralmente vem de vários lugares, em muitos sentidos, com certeza da chegada e sem lamentos da partida. Bate à porta exata e é inseparável dos destinos que tem. Não se explica. Não se dá. Não há como desvendar. Nem muito menos como ajustar. É algo que vem do íntimo e encontra reflexo em algum lugar. É a aproximação certeira e a simpatia incontável. É a combinação invisível mas exata. É a relação potencial e sensata. Onde o desencontro é impossível. É subjetiva, inerente, presente essencialmente. Não incomoda a ausência. Não se perde com a saudade. Não importa a urgente necessidade de viajar por longa estrada. É incansável, aprazível, compatível. É justa e correta. Faz do encontro a alegria inesquecível. Encontra no peito a colheita e, algumas vezes, o perfume rosado de violentas. Donas de doçura agradável. Suave e forte. Há quem goste mais de girassóis e se encante com o brilho amarelo que podem produzir. Mas são apenas opiniões. Diferem e só. Nada que a afaste. Nada que a impeça. E assim a vida segue. Com gostos, repleta de afagos, de sintonias formidáveis, ela se faz presente constantemente. É doce ao som do sino que anuncia o reencontro tarde e não tardio. É serena ao indício de buscar o recanto em comum. E quem não quer um? Ela é evidente, indubitavelmente segura de onde está e para onde vai. É quem comanda a ação. É sinônimo de querer estar perto. É querer por afeto. É saber que tudo se fará com o gesto. E assim sempre será. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-2062288643827374833?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/2062288643827374833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=2062288643827374833' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/2062288643827374833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/2062288643827374833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/05/afinidade_18.html' title='Afinidade'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-2825709662675108517</id><published>2009-05-16T22:26:00.003-03:00</published><updated>2009-05-16T23:16:59.498-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sinto aqui'/><title type='text'>Saudade</title><content type='html'>Ela apontou como se estivesse à deriva num horizonte vasto ou à beira-mar. Veio do nada. Sem aviso. Num ritmo lento. Devagar. Ainda irrelevante. Dominável. Aos poucos, foi se impondo, vibrando, crescendo, remoendo por dentro. Passou a voar por aí. Foi para lá, tornou aqui. Ventou suavemente para, logo em seguida, virar temporal. Trouxe raios e trovões. Tempestade solta no ar. Relâmpagos refletidos e rajadas possantes. Causou um incômodo momentâneo em tudo o que trazia de volta e revigorou o passado embriagado de doces lembranças. Revirou o que estava fechado em recordações brandas e serenas. Retumbou o estrondo aqui no peito como se nunca o tivesse visto. Fez-se o medo. Instalou-se o temor. Nada que se rendesse, de fato, ao pavor. Estabeleceu-se, sem sequer anunciar a chegada intensional. Criou a sina. Apertou firme. Doeu sentida. Exigiu a retomada do caminho deixado para trás. E saudou o presente. Confiou no impulso inconsequente e aguardou a sua estada premeditada. Era chegada a hora. Foi se acomodando, criando espaços, retornando aos laços que estavam findos. Aumentou depressa, ascendeu, elevou. Até explodir em emoções fortes e quase incontroláveis. Era ela. Era a mais dura proprietária dos sentidos. Buscou o objeto desejado para só então partir em paz, reencontrar o rumo, voltar ao lar. Decidiu com firmeza sua retirada. Já havia marcado sua presença e tinha em mente a certeza de que era o momento de afagar e se redimir. Parecia dona de si, mas virou dona de mim. Ô saudade que bate e não tem hora para acabar.    &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-2825709662675108517?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/2825709662675108517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=2825709662675108517' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/2825709662675108517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/2825709662675108517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/05/saudade.html' title='Saudade'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-2130746548999057584</id><published>2009-05-13T20:31:00.003-03:00</published><updated>2010-06-15T16:12:07.349-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Engano na ilusão</title><content type='html'>Ela sentiu um aperto por dentro ao ouvir aquela melodia silábica que esperava há tempos. Era como o urro sufocado que nunca teve um som definido. Antes parecia longe. Distante. Quase inatingível. Todavia estava próximo agora. Aterrizou sem aviso prévio, produziu um susto indefinível e chegou estonteante. Ela se preparou, se perfumou, se iludiu. Acreditou que a hora esperada chegara enfim. Saboreou os segundos da angústia gostosa que fervilhava no peito e crescia a cada quadro imaginado. Suspirou por minutos a certeza de ter por perto a projeção criada mentalmente. Alegrou-se pelo fato de ter ao lado aquele que sugeria ao seu íntimo o impulso invulgar e concebível. Cabível na proposta e nos planos futuros. Soube aproximar-se o momento do encontro. Olhou o reflexo estampado à sua frente e viu-se madura. Para não ousar chamar-se envelhecida. As rugas do tempo, que não a assombravam, estavam visíveis, a pele já não era mais tão viçosa, o corpo já não era o violino afinado que estava no comando do concerto. Mas o desejo e a vibração que guardava ainda emanavam a certeza da juventude. Era isso que importava. Enquanto isso, ele aproveitava para descortinar o passado breve, rever os laços antigos que lhe apresentavam diversão. Sem esquecer dela. Sem deixar de fazer-lhe a corte pelo fio. Mas eis que vem o imprevisto para derrubar o previsto. O inadiável o afastou do caminho proposto e nem mesmo tanto esforço foi capaz da trilha certeira recuperar. Ela nublou, perdeu o rosado que lhe inundava a face.  Guardara os melhores beijos, enchera de ternura os afagos preparados, separara a doce energia que se expandiria por todo lado. A decepção estraçalhou o sonho e ela se achou novamente à merce de mais um engano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-2130746548999057584?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/2130746548999057584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=2130746548999057584' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/2130746548999057584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/2130746548999057584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/05/ela-sentiu-um-aperto-por-dentro-ao.html' title='Engano na ilusão'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-4213348151067124746</id><published>2009-05-10T20:09:00.005-03:00</published><updated>2010-06-15T16:13:25.269-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Adoração materna</title><content type='html'>O encantamento de ver seus olhos brilhando orgulhosos por me enxergar seu reflexo quase exato me transforma no ser perfeito que deve ter imaginado enquanto me trazia ao mundo. E, de certa forma, acabo sendo por minutos tudo aquilo que sonhou ao me conceber e conceder a vida. Não nego que tento, insisto, me esforço. Todo tempo. Faço por ti, por mim, por nós. Acredito que os prós sempre foram mais que os contras. Que a porta esteve mais aberta do que com tranca. Que o enredo foi seguido de pronto. E quem não apronta quando ainda não sabe o que quer? Talvez eu não entenda tudo, não esteja constantemente, não me encontre coerente em todas as situações. Talvez eu não goste de botânica, não saiba balé, não seja mais católica como era sua pretensão. Talvez eu veja a vida de outra forma, esteja mais livre que a prosa, num verso branco de mim mesma. Talvez eu seja você nos detalhes do amanhã, na direção firme da subida da montanha, na vibração que encontra na conquista de suas façanhas. Talvez eu adore o seu Roberto, entenda o porquê de só ouvir mil vezes o som do Marcelo, não goste de bolero, mas queira dançar todos os dias ao seu lado. Talvez eu vá para longe, andar nem sei por onde, mas me esforce para voltar ao seu colo. Talvez eu saiba que devo seguir-lhe, ouvir-lhe, mas faço birra, perturbo até cair e reconhecer o erro. Talvez eu goste cada vez mais de seu perfume, me encante levemente com seu abraço e queira dormir assim até me entregar ao cansaço. E continuar e acordar no dia seguinte e seguinte e seguinte. E começar tudo novamente. Ao seu lado. Agora e sempre. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para minha Zuca encantadora que só quem já conheceu pode entender...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-4213348151067124746?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/4213348151067124746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=4213348151067124746' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/4213348151067124746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/4213348151067124746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/05/o-encantamento-de-ver-seus-olhos.html' title='Adoração materna'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-8515026639310094051</id><published>2009-05-08T01:33:00.002-03:00</published><updated>2010-06-15T16:14:13.058-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Me salva, intuição</title><content type='html'>Um dia desses estava analisando como sou salva pelo gongo em momentos decisivos...a expressão parece antiga, mas é o que explica exatamente o que costuma acontecer quando um perigo está na iminência de se revelar...é como se o barco estivesse para afundar e viesse uma ideia me levando a nadar um pouco mais naquele infinito azul e, de repente, me deparasse com uma boia..é como se a gasolina do carro acabasse numa estrada totalmente vazia e viesse nova ideia para andar a pé até um certo ponto e, de repente, me deparasse com aquela carroça salvadora em seguida...é mais ou menos por aí...é difícil detalhar como acontece...é uma voz que vem do fundo, do infinito de mim, que me revela o meu eu...aahhh intuição...ah intuição que me aprisiona a alma e me faz divagar linear pelos lampejos de emoção que restam. Ah intuição que me leva a frear a desenfreada ansiedade que me sufoca e não reage ante mensagem ocular. Ah intuição que me carrega nos braços, levitando insípida, sem saber, e ao sabor da existência..ah intuição que me livra de rasteiras e, com uma expressão faceira, me estende as mãos nessa vertente secular. Ah intuição que me acena com cuidado materno e quase me resguarda ao lar. Ah intuição que calcula os riscos, as rusgas, as mágoas e que, um dia, hão de cessar. Ah intuição, me diga, em que ponto eu desço ou em que rua o tropeço haverá de chegar. Ah intuição, me cale, já que o tanto que falo não me dá o direito de inspirar. Ah intuição, me queira, sem eira nem beira, e me transborde para todos os lados por onde vamos passar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-8515026639310094051?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/8515026639310094051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=8515026639310094051' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/8515026639310094051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/8515026639310094051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/05/um-dia-desses-estava-analisando-como.html' title='Me salva, intuição'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-3602540342440507853</id><published>2009-05-06T21:35:00.003-03:00</published><updated>2010-06-15T16:15:16.547-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Sufocada na dor</title><content type='html'>Nos últimos dias, ela andou entretida com a dor. Dor física. Que paralisa respiração. Aponta no ventre como uma lança que fere no âmago. Dor situada no centro, que se esvai pelos lados. Às vezes, reta, da direita. Noutras, nada providente, de esquerda. Dor da partida. Dor da chegada. Dor na esquina. Na emboscada. Daquela que pulsa profundo, enviesada. Dor que suplica aconchego. Dor que pede regaço. Dor que só passa no abraço. Daquelas bem duras, que circulam ligeiras. Dor que pressiona. Que expurga. Que vira e mexe à altura da cintura. Dor quase do parto. Dor que se parece com o infarto que só o coração sente. Impetuosa. Áspera. Desagradável. Quase indefinível. Dor aguda.  Dor da carne. Daquelas que só uma mulher sabe. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-3602540342440507853?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/3602540342440507853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=3602540342440507853' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/3602540342440507853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/3602540342440507853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/05/nos-ultimos-dias-ela-andou-entretida.html' title='Sufocada na dor'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-8539939551830792976</id><published>2009-05-03T22:31:00.002-03:00</published><updated>2010-07-03T22:54:36.905-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Angústia</title><content type='html'>&lt;div&gt;A dúvida que a deixa quase fora do ar é anular-se para manter o incerto ou dedicar-se ao que lhe adoça o ego. Há dias procura a solução que a embale nas madrugadas silenciosas, tenta sossegar seu id incansável nesse comando do inconsciente, procura pela estrada que lhe conserve o equilíbrio. E nada. Pensa. Relembra. Faz apelos. Pede conselhos. E segue sem decisões. Sem coragem de estancar o fio. Incapaz de suspender emoções. Mas é mulher de fibra, que vibra, que faz. É singela, doce, bela. É arrojada, atrevida, audaz. Costuma ser assim nas horas em que se encontra dona de si. O que é quase todo o tempo. A não ser quando se entrega àquele momento. Tem personalidade forte. Sabe o quanto lhe concede a sorte. Simula viver em paz, cuida das realizações como quem quer mais, aproveita e dispensa pressões. No entanto, a dúvida lhe consome. Já teve exemplos no passado distante e nem assim recolhe as antigas impressões. Não escolhe o sul ou o norte. Sofre. Revira a angústia. Redobra a atenção. Cobra-se pela coerente acolhida. Só não sabe qual seria. A história vivida ainda não é longa. É mais breve do que tardia. Ainda tem saída. Pode revirar a comoção que lhe invade. E decobrir o rumo para tanta indecisão. O bom é ter a certeza de que ela sabe que terá sempre por perto a quem recorrer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-8539939551830792976?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/8539939551830792976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=8539939551830792976' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/8539939551830792976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/8539939551830792976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/05/duvida-que-deixa-quase-fora-do-ar-e.html' title='Angústia'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-7144140799962212267</id><published>2009-05-01T17:17:00.005-03:00</published><updated>2010-07-03T22:55:23.853-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Inesperado?</title><content type='html'>&lt;div&gt;É engraçado pensar no acaso como algo que existe fora das possibilidades do destino. Aquilo que foge ao controle, desata no inesperado, surge sem anúncio prévio. É estranho supor que as escolhas não tenham relação com a surpresa explícta ou que a estrada a seguir não tem direção certa. Não sei pensar assim. Acho que nos colocamos à disposição dos liames entre o possível e o impossível. Tanto ao provável quanto ao improvável. Na verdade, não sigo o lugar comum que leva o acaso como forma única das novas descobertas. Nem nele eu acredito. Vejo o mundo como um turbilhão de possibilidades a se espalhar diante de mim e cada uma será de acordo com as minhas decisões. Tudo tem o seu porquê. Passamos pelas provas necessárias e arcamos com as consequências dos atos pensados ou impensados. Isso é a vida. Pelo menos, para mim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-7144140799962212267?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/7144140799962212267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=7144140799962212267' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/7144140799962212267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/7144140799962212267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/05/e-engracado-pensar-no-acaso-como-algo.html' title='Inesperado?'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-4405839465535655537</id><published>2009-05-01T11:14:00.004-03:00</published><updated>2010-07-03T22:57:11.138-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Na hora determinada</title><content type='html'>&lt;div&gt;A apreensão invadiu a calma e o solavanco na alma foi quase inevitável. Momentos, datas, dias, semanas, meses passam diante daqueles olhos fundos e insones. A hora da chegada se aproxima a cada segundo disputado pelo tempo e não há como prever o clamor que pode virar demasiadamente rubor e nostalgia. Aquietou-se em si, solicitou a guarida que lhe era viavél e refugiou-se para recuperar o fôlego. Sossegou. Sentiu o frescor dos anseios que lhe cobiçavam a guarda e desarmou-se por completo. Virou menina. Virou brisa. Recolheu solidão. Desativou o lugarejo distinto que dentro dela reunia mágoas e clareou o olhar que se perdera. Estava liberta de suas próprias impurezas e refeita nas energias dispensadas. Viu-se bela, completa, ativa. Expôs o porquê da vida que escolheu para esperar pelo reencontro que o futuro reservava. E foi aprovada pelos que a cercavam na opção desfeita. No entanto, vivia livre dos olhares alheios que exigiam explicações. Não lhe importavam as análises, ajustes, debilidades. Não aguardava afagos ou gratidão. Queria o mundo no molde desenhado milimetricamente por suas mãos e alçado na altura que cabia. Era seu. Todo seu. Arcaria com o desgosto ou fracasso que viessem a assombrar-lhe. Correria desenfreada para sentir a leveza do vento que acariciaria seu rosto. Saltaria com a alma desnuda num rio sutil que a correnteza carrega. Voaria absoluta nas qualidades que lhe adoçam o peito. Reconheceu-se sensata, revigorada e feliz. Estava ciente do merecimento da vinda não mais precipitada. Era o certo. Era o concreto. Aspirava agora mais do que antes. E voltou toda aquela inquietação que lhe sacudia por dentro. Respirou fundo e confiou no tempo. Ele, amigo ajuizado, seguiria no seu ritmo lento. Sabia que seria tudo em seu momento.     &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-4405839465535655537?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/4405839465535655537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=4405839465535655537' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/4405839465535655537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/4405839465535655537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/05/apreensao-invadiu-calma-e-o-solavanco.html' title='Na hora determinada'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-1883318436820701712</id><published>2009-04-28T21:31:00.005-03:00</published><updated>2010-07-03T22:58:05.085-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Erros e acertos</title><content type='html'>Em alguns momentos, não sabemos ao certo que atitude tomar diante de tamanho absurdo que se estabele diante de nossos olhos. Vem o choque. Vem o breque. Vem a ira. O simples fato de não concordarmos com a escolha errada daqueles que entendemos por eternos nos causa pavor, horror, levando-nos à beira da insanidade. Determinadas reações nos parecem quase incontroláveis e as palavras saltam como se quisessem suicidar-se num vão profundo e sem fim. E extrapolamos. E transbordamos. E perdemos o chão. A língua atropela as explicações que tentam se formar em seguida e não temos saída para tão grande aflição. É querer carregar no colo. É tentar encontrar consolo. É evitar o reencontro do outro com o remorso. Geralmente tudo é em vão. A rispidez parece inevitável. E surtamos. E sufocamos de tanta contrariedade. Mas de nada adianta dizer o não. É impossível definirmos a vida alheia, mesmo com as chaves da verdade nas mãos. Não podemos revertermos o caso, mesmo com a certeza do recuo breve. Não temos como explicar a plantação que tratá determinada colheita, mesmo conhecendo a natureza estragada da semente. As escolhas não são nossas. Sendo assim, a interferência não nos é possível. É duro saber que a dor não ecoará em nosso peito, mas esfacelará aquele em que estamos enraizados. É dificil. Bem difícil saber que a queda do outro é iminente e que a decepção será fruto do alerta que foi ignorado. O que nos resta é aguardar e torcer para que as previsões se contrariem. Que a estrada se modifique e que as flores enobreçam o lugar. Que a luz afaste a escuridão que se vai e traga toda claridade. Que nossos braços estejam prontos para acolher o que a vida reservar.  Isso tudo é assim mesmo. Erramos e acertamos. É para quem sabe o significado de amizade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-1883318436820701712?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/1883318436820701712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=1883318436820701712' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/1883318436820701712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/1883318436820701712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/04/em-alguns-momentos-nao-sabemos-ao-certo.html' title='Erros e acertos'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-4165224279749176571</id><published>2009-04-25T16:47:00.002-03:00</published><updated>2010-07-03T22:58:51.775-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Confusa</title><content type='html'>Ela não soube explicar o isolamento. Emudeceu. Calou-se. Espaireceu diante da dor aguda que tiritava inconstante e viu os segundos rodopiarem como se não mais existisse. No peito, a sensação persistia agora suave como se no âmago tudo passasse a ser controlado por um ritmo manso. Cadenciado. Dominado. Olhou-se profundamente e exaltou a fúria que ainda guardava. Repensou nele. Mais uma vez. Trouxe mentalmente aquele corpo junto ao seu e perdeu-se. Extraviou-se. Não deteve a razão. Recordou do rombo que, por ali, esvaia-se tudo o que de belo e bom alcançou com a vitória. Incoerência alheia. Ingratidão. Ela sentia-se estilhaçada, ferida, amargurada. Reservava-lhe a integridade da escolha e o que lhe restou? A deslealdade, o dolo, o erro. Entregou-se confusa ao nada fazer e ponderou a reflexão que lhe cabia na alma. Sobraria-lhe a desculpa. Por bondade. Por piedade. Por gratidão. Ela, no entanto, não queria ser grata àquele que lhe confiscou o dia, a claridade, a luz. Ou ao que lhe trouxe a escuridão, o ópio oponente. De repente. Um estouro. Em seguida, a mansidão lhe tomou de assalto e fez ruir a muralha que se estabelecia intacta. Afogou-se em lágrimas que brotavam sem parar e a rolar pela face macia. Viu-se menina a rodar na roda-gigante que crescia diante de si. Lembrou-se do que foi, do que é e do que pode vir a ser. Descobriu que os ciclos se misturavam com a vida de tempos em tempos. E que a falha viria a lhe bater à porta no seu momento de inversão. Poderia estar abaixo dele, submersa, sob análise de quem lhe apunhalava agora. Certamente não esqueceria, nesta sua íntima hora, a possibilidade do perdão. Observou a calmaria em torno de si, recompôs os sentidos e resolveu apagar o que já passou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-4165224279749176571?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/4165224279749176571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=4165224279749176571' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/4165224279749176571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/4165224279749176571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/04/ela-nao-soube-explicar-o-isolamento.html' title='Confusa'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-828824033354955089</id><published>2009-04-22T20:14:00.001-03:00</published><updated>2010-07-03T23:00:31.473-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>O encanto é o nosso</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;div style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 3px; padding-right: 3px; padding-bottom: 3px; padding-left: 3px; width: auto; font: normal normal normal 100%/normal Georgia, serif; text-align: left; "&gt;Tenho amigas que ainda sonham com o príncipe encantado, carruagens de cristal, beijos que podem despertar para a vida. São daquelas que sofrem por se encontrarem sozinhas. Sustentam lá suas carências. Tudo bem, tudo bem. Como a maioria das mulheres. Acho até que todo esse sonho tem relação com imposições sociais e "educação feminina" que a grande maioria recebeu. Quem nunca ouviu o conselho da vovó dizendo que mulher precisa casar, ter filhos, cuidar do marido, dos afazeres domésticos e até ser submissa? São heranças trazidas de séculos passados. Por mais que isso não seja mais tão explícito hoje em dia, essa "missão" e esse "dever" vivem implícitos e levam até elas aquele desejo de serem cuidadas. Até aí, não temos imensos problemas. Quem não gosta de proteção? Não condeno quem leva isso ao extremo. Mas o que me fez refletir sobre esse assunto foi um artigo que veio às minhas mãos sobre brasileiras que estão se convertendo ao islamismo em busca do príncipe encantado no mundo árabe. É importante deixar claro que não tenho nada contra a religião e nem pretendo discuti-la. O que me deixou pasma foi ver que aquela matéria mostrava que algumas mulheres no Brasil aceitaram se casar com muçulmamos, que estavam do outro lado do mundo e que conheceram pela internet, mesmo sem nenhum contato pessoal anterior. Nem um encontro sequer. Declarando-se apaixonadas, elas ainda resolveram se converter a uma religião para garantir o marido. Conversão para ter casamento. Carência? Foi isso mesmo que entendi? Fiquei de boca aberta. Entorpecida. Seria isso desespero? Continuei a pensar no assunto e lembrei que contam alguns que as mulheres, no Islamismo, sofrem opressão, são submissas, inferiores e devem ser sustentadas integralmente pelos homens. E isso seria aceitável para quem foi criada na nossa cultura? Já outros dizem que essa é uma visão distorcida e o Islã seria exemplo de inovação do direito das mulheres, tendo dado a elas há tempos o direito de voto, por exemplo, e também a segurança que necessitam. Tomara mesmo, então. Enfim, não quero julgar a decisão dessas mulheres que fizeram sua opção e arcarão com as consequências futuras. Serão felizes ou não. O que me deixou incomodada foi ver como nós, mulheres, ainda escolhemos o caminho de acordo com o deles. Muitas vezes, mudamos nosso cotidiano, nossos hábitos, gostos, desejos, amizades, crenças. Por eles. Para eles. Acontece na infância, passando pela adolescência e juventude, até na fase adulta. Posso exemplificar com exemplos fúteis..Se ele gosta de futebol, tentamos entender um pouco. Se ele curte carros, sabemos comentar sobre aquela super roda com aro tal. Se ele gosta de música clássica, passamos a ouvir o que há de melhor. E por aí vai. Nem sempre acontece o contrário e ele, normalmente, não mudará seus planos por nós. Nem seus horários. E isso não é discurso feminista. Nem é uma aposta. É constatação. De quem também já fez isso algumas vezes. Fiquei me perguntando até quando seremos assim e, mesmo indignada, não encontrei uma única resposta. &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-828824033354955089?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/828824033354955089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=828824033354955089' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/828824033354955089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/828824033354955089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/04/tenho-amigas-que-ainda-sonham-com-o_22.html' title='O encanto é o nosso'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-7142357627745434928</id><published>2009-04-20T22:30:00.004-03:00</published><updated>2010-07-03T23:01:21.955-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Reconduzir-se</title><content type='html'>&lt;div&gt;É impressionante a força do desejo. Impulsiona, Sobrevive. Reflete. Não se entrega. Parece passível de controle. Mas não o é. Por vezes, perde o rumo. Diante da passividade que se faz ausente, ele não se dá por vencido. Na sua sadia teimosia, tentou entretê-la uma, duas, três, quase dez vezes...e nada. Nem assim desiste. Sufoca a dúvida que vai e persiste. Segue firme. Insistente. Quase indiferente à dor que lhe toca por dentro. Ela tenta sorrir, esquiva-se, brinca e desvencilha-se. Não se tocam, não mais se emocionam como antes. Enquanto ela é livre e precisa sentir o vento tocando seu rosto e contornando seu corpo, ele se prende ao que foi, deseja recobrar os sentidos que não mais existem. Quer retê-la, afagar seu colo, atrair os polos que os separam. Ela quer desobedecer as regras, rasgar contratos, revirar os lados. Angustia-se com a ânsia de acumular, de dominar, de impedir o desenrolar natural do que há. Tudo que o controla. Ele quase desespera e escolhe embaraçar o improvável. Enquanto ela é expressão curta e simples, sem rebuscamentos, ele se torna até ilegível. Pontua. Exclama. Interroga. Exagera. Tanto que a loucura pareceu comandar-lhe as aspirações por momentos turvos. Certa vez, atirou-se à escuridão e quase cegou-se permanentemente talhando em sangue os pulsos que guardam o vermelho rubro e picante das emoções. Descontrole. Explosão. Incapacidade. Ela se espantou e, amendrontada, carregou no peito a culpa infundada, sumindo, mesmo assim, no mundo por período incerto.  Ele entregou-se à fraqueza. Chorou, sorveu, submergiu. Quase sucumbiu. No entanto, com o tormento, aprendeu que não adianta desertar da vida ou teimar em abreviar o fim para fechar a ferida. De nada adiantará. Precisa buscar a razão, reconstruir seu íntimo, acariciar seu ego, reencontrar-se consigo, reconduzir seu amor-próprio ao caminho que foi seu um dia. Só a partir daí poderia tentar reconquistá-la... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-7142357627745434928?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/7142357627745434928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=7142357627745434928' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/7142357627745434928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/7142357627745434928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/04/e-impressionante-forca-do-desejo.html' title='Reconduzir-se'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-6639626385063776613</id><published>2009-04-19T12:28:00.006-03:00</published><updated>2010-07-03T23:02:09.465-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Complexidade ilógica</title><content type='html'>Nas últimas semanas, ela tem andado um pouco complexa, ilógica, quase sem sentido mesmo. São poucos os que a compreendem. Vive uma pluralidade de incógnitas que não se desfazem e acabam por entrelaçar as ideias que vão surgindo. O seu mundo é meio assim. Nada toma a direção desejada, tudo parece complicado. Um "simples" convite para uma viagem ao outro lado do mundo com meses de antecedência vira um drama incomparável. Ela não sabe se aceita, se fica, se aposta, se desiste. Talvez por medo do desconhecido costume que pode encontrar. Andará sozinha por quase dois dias até chegar o local onde deve aportar por semanas. Pensa. Repensa. Não concilia o que há. Sem resposta continua e segue tensa. O que também tem sido motivo de tormentas chama-se passado. Sem saber o porquê de um assédio antigo virar constante, ela está preferindo o silêncio. Ao som que anuncia o contato, finge não ouvir. Desliga-se. Desprende-se. Talvez por receio de voltar a viver o que não parece ter futuro. Mas também quem consegue prever o que virá? Certamente ela naõ sabe, mas se recolhe ao direito de não tentar. Isola-se. Confina-se. Opta pelo claustro e sente-se desventurada. A outra aflição que lhe vai no peito são os instantes em que a dúvida insiste em acompanhá-la ao avaliar seu ofício escolhido. Faz bem a sua opção, sua mais clara preferência na vida. Isso é lógico. No entanto, sente que pode mais. Gostaria de desbravar e cultivar novidades, descobrir novas nuances de si mesma, pôr à prova suas aptidões mais secretas. Não sabe se vai em frente. Não sabe se permanece. Não sabe o que faz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-6639626385063776613?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/6639626385063776613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=6639626385063776613' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/6639626385063776613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/6639626385063776613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/04/nas-ultimas-semanas-ela-tem-andado-um.html' title='Complexidade ilógica'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-1113751111092494566</id><published>2009-04-18T15:20:00.006-03:00</published><updated>2010-07-03T23:02:57.073-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Remodelagem</title><content type='html'>Lívia não sabe exatamente o que se estabelece dentro de si nessa nova busca pelo desconhecido e pelo doce levitar do corpo que não mais encosta apenas inerte ao seu lado. Talvez seja o que lhe faz sorver, reter, aspirar. E não o que lhe empurra de cima para baixo num vácuo cortante e afunda de encontro à soberba, em leves pretensões e arrogâncias que não lhe são comuns. De menina levada e pura, ela alterou os sentidos e, num só gemido, dispersou-se no ar. Debandou de si. Aportou-se ali. Voou para cá. De volta a si agora, tenta retomar a resistência e deseja recriar-se. Por um tempo, perdeu-se num labirinto de total presunção e achou que tinha a unidade de tudo o que é belo e bom. Viu-se cercada de apelos da consciência, que não mais lhe segue, e cedeu. Foi diante daqueles olhos de fera que sobrou arrebatada no chão, entregue ao destino que se desenhava sem suas mãos. Virou só, solitária, repelida por si mesma. Não se suportou mais e, num ímpeto de volúpia, desviou-se dali. Recordou a infância proveitosa e delicada e não reconheceu a sua face. Os anos findos já não lhe traziam beleza à memória. Apenas menosprezo e embaraço. Encontrou-se como o reflexo do que não almejava e arremessou-se ao mar. Nadou profundo no fundo da próprias aspirações e descobriu-se a ponto de renovar, virar a calma, trasformar a alma. Até emergir do nada. Foi a partir daí que optou por novo rumo, nova estrada. Enxergou com nitidez toda imperfeição e esforçou-se a mudá-la. O tempo não foi curto, os acertos não foram fáceis, mas ela venceu. Retomou a serenidade, a quietude, o ânimo. Olhou para o lado e voltou a observar o que lhe fazia sobrevoar ao redor de si a ponto de tirar-lhe os pés do chão. Deparou-se com a conjunção, com a certeza do choque, com o ritmo forte da atração. E compreendeu-se em extrema remodelação. Sentia-se feliz. Recostou naquele peito forte, cansada de tantas lembranças, e adormeceu após toda reforma, sensatez e despertar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-1113751111092494566?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/1113751111092494566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=1113751111092494566' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/1113751111092494566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/1113751111092494566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/04/livia-nao-sabe-exatamente-o-que-se.html' title='Remodelagem'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-752783740498312339</id><published>2009-04-17T21:44:00.006-03:00</published><updated>2010-07-03T23:03:54.114-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Cada um no seu tempo</title><content type='html'>Apressada para não perder o horário marcado do médico, resolvi pegar uma van para tentar chegar mais rápido. Logo que escolhi o lugar e sentei, percebi aquele homem ao meu lado. Olhos negros, cabelo baixinho, compenetrado no telefone. De repente, trim..trim..e ele atendeu. Inevitavelmente, ouvi sobre o que conversava.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Mas eu não disse que queria alguma coisa ou que poderia rolar algo. Nada aconteceu. Desculpe se interpretou de forma errada. Não tenho como apressar o meu tempo. Cada um tem o seu - explicava aquele desconhecido, em tom suave, tentando não magoar quem estava do outro lado. E continuou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Por acaso, sabe fazer bolo? Primeiro compramos os ingredientes, misturamos um por um, batemos alguns, colocamos na forma, enquanto esquentamos o forno. Só na temperatura ideal, podemos colocá-lo lá e ainda temos que esperar uns 40 minutos, não é? Se tirar antes ou mexer, não dá certo, não é? Pode solar, não é? Não vai ficar bom. Pois é mais ou menos isso. Tudo precisa de um tempo exato. Ainda não estou no meu tempo de sair do forno. Ainda estou me preparando... - finalizou, soltando um suspiro com uma respiração pesada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mais algumas palavras e desligou. Fingi que não escutei nada, apesar de estar imaginando que ele deveria ser bom cozinheiro. Olhei até pela janela para disfarçar. Mas eis que ouço aquele comentário em minha direção.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Veja você. As pessoas são tão carentes que, se você as trata bem e com respeito, interpretam tudo de forma errada. E ainda querem cobrar o que não podem - desabafou, enquanto eu olhava para suas mãos para tentar entender sua situação. Não tinha uma aliança em nenhuma delas e, mesmo do alto dos seus prováveis 37 ou 38 anos, parecia angustiado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Pois é - respondi, com cuidado para não parecer indiscreta e aguardei o retorno para saber se gostaria de se estender no assunto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Algumas pessoas fantasiam as outras da forma que gostariam. Ouvem como querem as palavras que, geralmente, são educadas. Interpretam como querem os gestos de gentileza. Apreciam como sonhavam a companhia agradável e querem transformá-la no que esperam. O que acha? - filosofou ele, explicando, em seguida, que estava separado há pouco tempo e havia saído duas vezes com uma amiga do trabalho para tomar um chope, sem nenhuma consequência. Nenhum contato íntimo, nenhuma mão na mão, nem um carinho que seja por baixo da mesa e nem um beijo sequer.  Nada. Só conversa. E ela achou que ele estava interessado nela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Bem..se você gostaria da minha opinião feminina, vou dar. É o seguinte: nem sempre conseguimos analisar de forma racional e cartesiana quando o assunto é sentimento. Seja ele inicial ou antigo. É sempre insano, irracional, até absurdo. De repente, ela nem sente por você o que acha que sente. Mas pode ser que aquela carência guardada encontrou em seus gestos um abrigo, entende. Estou sendo clara? (Com seu consentimento e com seu intenso interesse no que eu dizia, continuei) Bom, acho que o mais importante já foi feito. A verdade é sempre o melhor caminho, por mais que doa inicialmente. Alimentar isso que, para você, é inviável, poderia trazer-lhe consequências desagradáveis - devaneei, tentando não ser tão complexa. Não queria chamá-la de louca ou de algo parecido. E nem dizer que mulheres, às vezes, interpretam o que querem de fato.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Percebi que estava próxima do local onde deveria saltar e me antecipei para encerrar o assunto e me despedir. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Gostei do jeito que você pensa. Acho que poderíamos trocar ideias um dia desses, tomar um chope. Leva meu cartão e, se quiser, me liga. Você tem um cartão? - perguntou ele.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Puxa...estou esperando chegar os novos. Mas não se preocupe, eu ligo qualquer dia desses - respondi, descendo e pagando pela viagem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Joguei o cartão na bolsa, logo depois de dar uma olhadinha no nome do indivíduo. Leandro. Nome bonito. "O problema é que já estou preparada e não quero ter que esperar tanto pelo bolo. Se possível, prefiro comprar um que já esteja prontinho", pensei, antes de apertar a campanhia do consultório médico e deixar o assunto pra lá. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-752783740498312339?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/752783740498312339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=752783740498312339' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/752783740498312339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/752783740498312339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/04/apressada-para-nao-perder-o-horario.html' title='Cada um no seu tempo'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-649717781612273855</id><published>2009-04-17T07:38:00.005-03:00</published><updated>2010-07-03T23:04:26.370-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Prisão</title><content type='html'>Karina vivia trancada em si. Não saltava. Não transbordava. Não emergia. Optava pela imersão no nada que alimentava em seu íntimo. Mesmo bela, era nula. Era tola. Desde pequena, aprendera que a vida ensina aos que a ela se entregam. E, por medo, afogou-se nas dúvidas que insistiam em atormentá-la. Fez do seu mundo um vácuo insano, sem a luz das novas conquistas ou a inquietação dos dissabores. Sua estrada era reta, sem curvas, insípida, incolor.  Aos poucos, o tédio foi inundando o que havia por dentro. Foi nessa época que conheceu Paulo. Levado, explícito, envolvente. Um homem de fibra. Levou-a a descortinar as dores, a conhecer sabores, a experimentar cores e pigmentações que não passavam diante de sua retina. Tateou-a até remodelar cada vibração, com mãos espalmadas sobre seios, direcionando caminhos, descobrindo sensações. Sentiu-se mulher. Clareou o breu e intensificou nela o que o momento revertia. Viu-se certeira. Intensa. Pulsante. Recuperou-se do passado e entregou-se por inteira...&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-649717781612273855?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/649717781612273855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=649717781612273855' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/649717781612273855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/649717781612273855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/04/karina-vivia-trancada-em-si.html' title='Prisão'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-7573093330519876910</id><published>2009-04-15T19:19:00.004-03:00</published><updated>2010-07-03T23:05:58.219-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Toda busca</title><content type='html'>Até que a bomba exploda, a vontade permanece em sua busca constante. Busca pelo o que não é certo, é incerto, é bambo. Os zigue-zagues se espalham sobre as farpas, sobre os desgostos, sobre os remorsos. Deve ser tão difícil explicar quando se chega a um final inesperado. Se a espera fosse anunciada, não haveria lágrimas talvez. O fim se escoa em escombros deixados e recolhidos durante um bom tempo. No entanto, não se sabe de onde veio este muro que se forma agora. Por ora, superá-lo não seria questão de momento. O tempo não mais existe. Nem seria possível ultrapassar o que está se firmando. Já foi o que passou e não sumiu no vento. Foi se unindo. Foi se juntando. Até virar o que há. Frio. Duro. Rígido. Sem sinal de destruição ou substituição. Existe e pronto. Separa e pronto. Exato e ponto. Lados acabam se tornando opostos por meros acasos. Casos e mais casos confessados pela boca volumosa. Grande que não se abre mais para ditar o futuro, suavizar o passado ou produzir o belo. Agora fere. Lança pedaços por todos os pólos. Que não venha como acabou. Que quebre para evitar as dores. Que não sobre odores. Que não traga temores. Para que não reste uma só sobra de tudo o que passou...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-7573093330519876910?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/7573093330519876910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=7573093330519876910' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/7573093330519876910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/7573093330519876910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/04/ate-que-bomba-exploda-vontade-permanece.html' title='Toda busca'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-6925849374059172583</id><published>2009-04-13T23:19:00.003-03:00</published><updated>2010-07-03T23:07:05.974-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Melodia do encontro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para deixar a revolta de lado...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que lhe invade não sabe definir quando o pensa todo seu, só seu. Os desejos encobrem os caminhos e se descobrem por si só. E, de repente, num mundo louco e inconsequente, depara-se com o afastamento súbito e momentâneo. Como se não o tivesse visto, fez do momento a energia exata e, do ciúme contido, a ausência de um nada. Nada que a sua vida conta, gira em torno da dele e vai parar em algum lugar. E ela, louca nesta estrada torta, não sabe o que fará agora. Dividi-lo nem pensar. Só se já o tivesse pela metade. Onde o sofrimento não cabe e nem tem espaço para ficar. Desistir nem há como cogitar. Ao primeiro passo dele, ela consentiria o recuo. Planou longe, mais que distante. Seguida por ele a acompanhar-lhe os movimentos. De perto. Ao som do eco. As mãos dela as dele tocaram e massagiaram seu ego e sucumbiram ao desejo. Os olhos fixos em sua boca fizeram com que a sintonia daquele corpo entrasse na sinfonia do seu. E musicaram. E melodiaram. E, afinados, se encontraram. Sem uma palavra. Mudos. Quentes. Cálidos. De joelhos, ele revigorou o sentir, o pulsar, o permitir. Voaram juntos para outro lugar... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-6925849374059172583?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/6925849374059172583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=6925849374059172583' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/6925849374059172583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/6925849374059172583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/04/para-deixar-revolta-de-lado.html' title='Melodia do encontro'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-1957747432523111562</id><published>2009-04-13T23:04:00.005-03:00</published><updated>2010-07-03T23:09:04.314-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Por que tanta maldade?</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:arial;"&gt;Às vezes, eu fico tentando entender até onde vai a maldade das pessoas e por que ainda precisamos passar por tantas provas nesse mundo. Tudo bem..tudo bem..eu acredito mesmo que estamos aqui, resumidamente, para expurgar e, a partir daí, melhorar e subir mais um degrau na nossa evolução. Pelo menos é essa a fé que eu sigo e, é claro, não imponho a ninguém. Até poderia propor a sempre tão polêmica discussão sobre religião, crenças, futebol, política, música, gostos e preferências em geral. Mas não é esse o caso. Só queria expressar, na verdade, como me causa náuseas, indignação, vergonha mesmo perceber a crueldade fria no outro. Pelo simples desejo de ser cruel. Por não ter sido atendido ou estar incomodado com  algo. Isso para falar na relação entre os homens. E quando a perversidade é contra os animais indefesos? Meu Deus...sinto um aperto no peito, uma falta de ar, uma sensação de que vou desfalecer... O gato da vizinha da tia da minha amiga sempre foi independente como a maioria. Tico era branquinho, peludo e com olhos cor de mel. Meigo como ele só. Gostava de passear por onde queria na sua liberdade habitual e sem afrontar ninguém. Afinal, não fazia muito barulho, não ameaçava nem os ratos. Tranquilão, ele era alvo constante das traquinagens dos meninos da rua e conseguia se esquivar bem. Mas provavelmente não foram eles que, num final de noite, tiveram a coragem de jogar uma panela de água quente no pobre coitado. Os urros de dor estridentes e a imagem chocante devem estar ecoando nos ouvidos e na mente de quem presenciou. O bichinho foi atendido prontamente, está recuperado, mas passou a ter pavor de gente. O cãozinho Celo da melhor amiga da nova namorada do meu primo também sofreu. Por instinto, o vira-lata foi se aproximar de uma cadela que estava no cio, após pular o portão de casa, quando foi surpreendido a pauladas, sem piedade. Na cabeça, nas pernas, por todo seu corpo. Ficou tão atordoado que não teve reação para fugir e ficou praticamente inconsciente no chão. Também foi socorrido. Teve traumatismo craniano e precisou amputar uma das pernas. Ficou com traumas e se arrasta com dificuldade para andar. É aí que volto a me perguntar: Por que? Se ainda há coragem para maltrar os dominados, os submissos, os fracos, os facilmente oprimidos, onde vamos parar? E aí tento refletir...vejo que o mal é a total ausência do bem realmente e quero crer que a maldade não será permanente ao homem...até porque imagino que ela é proveniente da ignorância. Não apenas da falta do saber, de pouca inteligência, mas da ausência da consciência do futuro e do resgate que se faz necessário a todos, do não-amor ao próximo e da banalidade dos sentimentos...tantas faltas..A partir do momento em que o homem evoluir, já poderá ser capaz de dominar suas más inclinações. Não sei quando, mas tenho fé de que um dia a solução para tudo isso chegará... &lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Não era sobre isso que queria escrever, mas o desabafo foi saindo, saindo, saindo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-1957747432523111562?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/1957747432523111562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=1957747432523111562' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/1957747432523111562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/1957747432523111562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/04/as-vezes-eu-fico-tentando-entender-ate_571.html' title='Por que tanta maldade?'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-1900137144253777659</id><published>2009-04-12T21:18:00.007-03:00</published><updated>2010-07-03T23:10:03.904-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Nem tudo é perfeito</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rafaela e Ricardo se conheceram por amigos em comum. Esse tipo de coisa que acontece geralmente. Foi numa noite daquelas agitadas e, em grupo, passaram por, pelo menos, três lugares até escolher o melhor. Música, cerveja, papo agradável e, lá para o fim da noite, ela resolveu se aventurar. Caiu na lábia e naqueles lábios macios. Gostou dele de cara. Ele é aquele tipo extrovertido, que sobressai numa roda, dança pra valer, quase sem vergonha. Ela também não fica para trás. Acompanha o gingado e fala bastante. Eles se entenderam muito bem e foi aí que tudo começou. Engataram num pseudo-namoro que rendia jantares, saidinhas, baladas, muitos risos e diversão. O tempo foi passando, os dois foram se conhecendo cada vez melhor e ela descobriu que aquela energia do primeiro dia se estendia por todo o tempo e, às vezes, extrapolava qualquer limite. Parecia que ele carregava um egocentrismo exacerbado que incomodava até quem não estava envolvido na situação. Mas foi levando. Ele não era aquele exemplo de romantismo, como demonstrara no início, mas fazia ela rir. Era isso que importava. Só faltava ficar de cabeça para baixo para arrancar-lhe mais e mais gargalhadas. Ela se sentia bem, confortável e queria aproveitar o quanto possível. Ele também. Até que o exagero passou a incomodá-la. Rafaela tinha um trabalho que, de vez em quando, proporcionava-lhe um certo glamour por conviver com determinados ídolos. O tempo fez com que ela se acostumasse com eles e já nem dava tanta importância a alguns fatos, que o impressionavam. Para ela, à medida que a pessoa se aproxima do mito, ele se desfaz e vira o comum. Já não impressiona tanto ou comove como antes. Ele, no entanto, queria viver aquele mundo com intensidade. Como se fosse o seu. E foi aí que se perdeu. Ele tentava ser o centro das atenções a cada evento. Queria conhecer todo mundo, falar com todo mundo, ser notado por todo mundo. Sem sentir, chegou a incomodar alguns que o cercavam. Ela não queria magoá-lo e tentou contornar, aos poucos, as situações. Tirava-o daqui, levava-o para ali. Quando não estava nos lugares, ele ligava várias vezes, querendo detalhes do que acontecia, do que falavam, do que queriam. Ela foi enjoando daquilo tudo, cansando de responder a tantas perguntas. Até que resolveu terminar. Foi um Deus nos acuda. Ele não aceitava, fazia milhares de propostas, pedia explicações, tentava contornar o que parecia não ter volta. Não percebia seus exageros e não entendia o que a incomodava. Ela, sem jeito, reservou-se o direito de dizer apenas que não queria mais. Tudo para evitar o constrangimento dele. Ela não queria apontar defeitos e não se achava no direito de declarar-lhe seu julgamento. Chegou a justificar com várias frases como "Não gosto mais", "Não curto mais", "Não desejo mais". E, no fundo, isso virou até uma certa verdade com tantos desgastes. Foi doloroso. Mais para ele. Ela se conformou bem. Melhor do que esperava. Até hoje eles se falam. Ele ainda tenta retomar do ponto onde pararam e usa a sutileza que não tem. Faz convites, aparece de surpresa, gasta inúmeras ligações, não faz silêncio. Ela se esquiva. Tem grande carinho por ele. Mas perdeu a paciência.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-1900137144253777659?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/1900137144253777659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=1900137144253777659' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/1900137144253777659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/1900137144253777659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/04/rafaela-e-ricardo-se-conheceram-por.html' title='Nem tudo é perfeito'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-8650431357180553184</id><published>2009-04-08T22:26:00.007-03:00</published><updated>2010-07-03T23:11:27.065-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>A perda</title><content type='html'>Nós nos conhecemos entre um olhar e outro por trás de computadores. Como opostos. Distantes. Diferentes. Totalmente, para dizer a verdade. As mínimas afinidades se tornavam quase desencontros. E se esquivavam. E se perdiam. Num retumbar sereno das ideias que se alastravam por aí. Eu era livre, independente, segura. Você era bobo, inconsequente, certinho. E deve ter visto em mim um reflexo inverso e incomum para passar a seguir meus pensamentos, meus instintos, meus destinos. Como uma sombra e na penumbra, zigue-zagueava pelos cantos a me buscar. De mim não tinha retorno. Eu idealiza mais fatos, mais braços, mais escudos. Não queria o óbvio. Queria mais e, de repente, demais até para o que podia. E me via numa estrada ascendente de mim mesma. Sabia o que valia e o que me destamparia num instante. E conscientemente não viria de você. Resisti. Padeci. Sobrei. Até que não mais venci. Fui abatida. Quase sem admitir. Fomos abrindo, então, os supostos lacres do porvir. Levitamos. Harmonizamos. Descortinamos a visão de nós mesmos. Foi quando sobramos e expandimos nosso rumos. Juntos, induzimos e instigamos o ir-e-vir com olhos marejados e cheios de crenças. E, também sem sentir, o tempo ecoou em algum lugar e reiteiramos os intentos. Intensos. Sobrenaturais. Sublimes. Excessivos. Nós nos confundimos tanto que perdemos nossa igualdade. Foi quando me ocultei e vi que você viria a reverter anseios, reciclar passados, buscar novas verdades. Passei a me tornar mentira. Erro. Desespero. E me debulhei. E chacoalhei. E guardei a angústia numa caixa preta debaixo da cama. Ficou ali, fora do peito e, assim como você, suprimiu. Sucumbiu. Sumiu de mim. Até hoje não mais o vi e nem sei se gostaria de vê-lo. Sigo minha senda. Com a diferença que aprendi de onde vim. E também para qual lado pretendo ir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-8650431357180553184?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/8650431357180553184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=8650431357180553184' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/8650431357180553184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/8650431357180553184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/04/nos-nos-conhecemos-entre-um-olhar-e.html' title='A perda'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-2335942879922789950</id><published>2009-04-06T21:52:00.004-03:00</published><updated>2010-07-03T23:12:39.547-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Conhece-te a ti mesmo</title><content type='html'>Às vezes, temos uns momentos na vida que pensamos que o melhor é correr riscos, virar a página e recomeçar. Deixar a conhecida e atual conquista da vida para trás, rejeitar ao estacionamento e às paradas forçadas pelas nossas próprias escolhas e buscar o novo, o desconhecido, o arriscado.  E foi num dia em que essas ideias brotavam na minha mente e já me levavam pra longe e me encorajavam, que me deparei com a frase "Conhece-te a ti mesmo", atribuída a Sócrates, que teria sido encontrada escrita no templo de Apolo, na cidade grega de Delfos. Foi assim. Surgiu na minha frente. "Por um acaso". Como não acredito mesmo nessa afirmação aqui, parei.  Exatamente aí. É como se alguma coisa me dissesse imperativamente. Olha! Espera! Seja racional! Tenha consciência da sua ignorância e vá em busca de você mesma, antes de buscar o que pode achar no outro. É preciso organizar-se inicialmente para só depois pensar em riscos que possam envolver o próximo. Até que ponto suportaria o desilusão? Até onde chegaria sem rumo? Até que limites sustentaria o engano, a decepção, o vexame? A quem recorreria nessas horas?Por que seria inconsequente só para agir sem responsabilidade? Seria o desejo da sensação de um vento suave no rosto, como se estivesse na iminência de saltar de asa-delta de mim mesma? Talvez. Quem sabe. Mas não há como esquecer que serei sempre responsável pelas atos e também pela consequência que atingirá o outro. Tentei reencontrar o caminho inicial que me levaria ao inusitado e ao imponderável. Revitalizei os sonhos e entendi que poderia encontrá-los mais adiante. Compreendi que posso chegar até lá. Com mais calma, mais planejamento, mais humildade. Reencontrar-se comigo primeiramente, entender meus limites, superar meus medos, descobrir meus segredos para, só a partir daí, tentar viver em paz...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-2335942879922789950?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/2335942879922789950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=2335942879922789950' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/2335942879922789950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/2335942879922789950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/04/as-vezes-temos-uns-momentos-na-vida-que.html' title='Conhece-te a ti mesmo'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-2421757700168652743</id><published>2009-04-05T21:59:00.003-03:00</published><updated>2010-07-03T23:13:16.496-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Infância</title><content type='html'>Desde pequena, Gigi vive entre acordes, sons, melodias. Se não era a sua avó cantarolando músicas de tantos tipos e mexendo em seu cabelo cabelo naquele balanço que anunciava o momento íntimo das duas, era o seu pai tocando violão e assobiando afinadíssimo para esconder a voz que não queria mostrar. Se não era a sua flautinha bege e depois marrom nos dias de música na escola, era o inseparável violão que tocava e as músicas que cantava nas aulas particulares da professora que cometia inúmeros erros de português, mas que adorava seu tom de voz. Parecia ter talento. Afinal, ganhara alguns fãs totalmente parciais ao longo desse tempo. Daqueles que pediam canções, insistiam em elogios, sabiam cantar suas músicas, composições que não sabe até hoje como surgiram exatamente. Simplesmente brotaram de sua mente com melodia e letra, prontas e explícitas em seu ser. Três ou quatro, talvez. Isso sem falar em algumas mais que não tiveram fim e se perderam no tempo. Tinha o dom de acompanhar o som de inúmeras melodias apenas com o ouvia e descrevia cada nota ao fechar os olhos. Foi assim durante uma parte da infância, adolescência e juventude. Depois ela parou. A vida acelerou de uma forma que atropelou a sensibilidade musical que lhe dominava. Não mais tentou. Acreditou que não teria mais como recuperar os anos perdidos.  Nem mais quase tocou. Emudeceu. Esta semana, teve uma vontade quase incontrolável de retomar o fio de onde estacionou e de se jogar de volta à música. Olhou o violão empoeirado e encostado ao lado do armário. Ele a encarou como se reclamasse o abandono.  Ela baixou o olhar. Continuava cantando em casa, no chuveiro, pela sala, com o som ecoando pelo banheiro. Mas a ousadia ainda não lhe invadiu a alma para recordar a emoção que sentia em cada sinfonia ou o alívio de ser livre ao soltar a voz. Na verdade, ela pensa, algumas horas, que o tempo já foi. Noutras, acredita que pode correr atrás. Ainda está sem coragem, mas timidamente se prepara para a viagem que lhe levará, em qualquer momento, a recomeçar....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-2421757700168652743?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/2421757700168652743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=2421757700168652743' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/2421757700168652743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/2421757700168652743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/04/desde-pequena-gigi-vive-entre-acordes.html' title='Infância'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-3131704078380973905</id><published>2009-04-04T20:14:00.004-03:00</published><updated>2010-07-03T23:14:10.415-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Convite</title><content type='html'>O telefone tocou e, do outro lado da linha, aquela voz rouca fez o convite que Diana tanto esperava. Ao som do que lhe invadia o ouvido, uma energia de sensações incandescentes desceu pelo corpo e girou por todos os lados. Desejo. Pulsação. Entrega iminente. Correu para a ducha fria, quase afogou-se de tanto imaginar aquele momento em que o corpo não se contém. Com as mãos trêmulas, fechou a torneira, passou a toalha levemente pelo corpo e se perfumou. Mais alguns minutos e estava pronta. . O barulho do carro anunciava sua chegada. Ela ainda se ajeitou antes de descer, abrir a porta e sentar. "Para onde vamos?", disparou ele, de tão ansioso, tonto com aquela beleza, antes dos cumprimentos cordiais. A boca queria se entregar àquela saliva quente e envolvente, mas se conteve. "Não sei", respondeu ela. Queria carinho, suavidade, doçura, colo. Não era a mulherzinha chata que veste rosa e nem um pedaço de carne apetitoso de encher os olhos. Estava ali. Quente, febril, claro. Mas precisava de estímulos para voltar ao que era. Seguiram mudos, entre um comentário e outro, num silêncio sepulcral e quase desconhecido. Não se viam há algum tempo, é certo. Mas a intimidade não se perdia assim. Ele resolveu, então, parar naquele bar conhecido. De muitas histórias e recordações. "Lembra daqui?", perguntou com tom saudoso. "Como eu poderia esquecer..", derreteu-se ela.  Sentia um nó na garganta só de lembrar daquela noite em que começaram a dançar juntos na pista e, numa sintonia perfeita, encerraram as canções preferidas numa cama de casal. Desde então, não mais se largaram, apesar da última briga. Banalidade. Perda de tempo. Ela decidiu que chegava ao limite aceitável e fez a proposta: "Ou seguimos juntos ou paramos por aqui". Firme e forte, Diana não recuou, apesar do medo demonstrado por ele de se lançar. "Essas são as condições", frisou ela. Se ele queria mesmo casa-comida-roupa-lavada teria que fazer por onde. Ela queria mais. Ele parecia ter medo de menos. Mas suspirou fundo, deixou o coração acalmar e fez a emoção falar: "Sim. Sigamos juntos". A noite iluminou-se ao som da canção preferida e, novamente, naquela cama macia, o casal retomou a história de onde havia parado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-3131704078380973905?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/3131704078380973905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=3131704078380973905' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/3131704078380973905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/3131704078380973905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/04/o-telefone-tocou-e-do-outro-lado-da.html' title='Convite'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-1640275334879592665</id><published>2009-04-01T21:31:00.005-03:00</published><updated>2010-07-03T23:14:42.742-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Palavras</title><content type='html'>Nossa língua portuguesa é tão extensa, intensa e profunda que, às vezes, as palavras se confundem em seus significados e se perdem para algumas pessoas. Nem estou comentando a reforma ortográfica. Mas tem gente que não entende o que é conotação e leva tudo ao pé da letra. Há quem não se conforme apenas com os exageros da hipérbole e quase sufoca de tanto tentar. Também existem aqueles que usam apenas de eufemismos para minimizar situações. Outros que invertem e revertem cada hipérbato. Ou até mesmo os que fazem de sua vida uma metáfora. Tem gente de toda forma e algumas que se tornam, especialmente, hilárias.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Após um discurso inflamado na reunião de condomínio, dona Marta se levantou e foi contida pela vizinha. Dona Regina encheu os pulmões, satisfeita com tudo o que amiga falou, e provavelmente não pensou ao pedir: "Uma salma de palmas, por favor". Silêncio. Constrangimento. Marta, sem graça, tentou disfarçar e corrigir delicamente a companheira de guerra: "Não preciso de salva de palmas, obrigada".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Clodoaldo Dolarino era um homem tinhoso, de personalidade forte, que construiu um império com suas próprias mãos calejadas. Seu filho, no entanto, parecia descansado demais, não queria estudar, trabalhar... Seu desejo era viver às custas do pai. Irritado, foi ter uma conversa com o filho. "O que pensa do futuro? Precisa escolher uma profissão, um caminho", apertou ele. "Eu? Vivo bem, pai. Faço juros ao seu nome". Hein? Hein? Juros? "É agora que você vai levantar para ir para a faculdade e aprender matemática de uma vez por todas. É faço jus ao seu nome!!!!".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sandrinha era uma mulher sensual, mas tinha vergonha de assumir determinadas posturas na cama para agradar seu homem. Por mais que quisesse, ficava corada, rosa, vermelha e não conseguia pôr em prática o que planejava. Letícia, a amiga de todas as horas, aconselhou: "Vai! Arrisca! Se ele pedir para colocar a cinta-liga, não se faça advogada!". Na hora, Sandrinha não entendeu o que a advocacia teria a ver com seu relacionamento e soltou uma risadinha ao decifrar o que aquilo significava: "Não se faça de rogada, você quis dizer...". Riram juntas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas o pior foi o dia em que a prima de Renata teve a oportunidade de conhecer o seu namorado. Falante, ela puxava assuntos para se mostrar simpática e deixar o rapaz à vontade. Até perceber que um dos olhos dele estava muito vermelho. "Nossa! O que houve com seu olho direito? Irritação?", perguntou. "É que fiz um transplante de córnea e isso acontece às vezes", explicou. "Nossa! Impressionante como você conseguiu um verde tão igual ao outro"! Hein? Hein? O que? Sem graça, Renata difarçou e mudou de assunto. Já conhecia a prima muito bem...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-1640275334879592665?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/1640275334879592665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=1640275334879592665' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/1640275334879592665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/1640275334879592665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/04/nossa-lingua-portuguesa-e-tao-extensa.html' title='Palavras'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-4588949406959426319</id><published>2009-03-31T21:36:00.001-03:00</published><updated>2009-03-31T21:38:48.381-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;Somos tão pequenos diante da imensidão incontável do infinito..nem sempre é possível ter essa consciência. Por vezes, sentimos que o mundo gira ao nosso redor e que a providência é direcionada por nossas aspirações. Cuidado com o que almejas. Os desejos podem guiar nossos pés. Dependendo deles, disse-lhe certa vez um velho sábio, o caminho pode ser estreito, angustiante ou prazeiroso...o melhor era refletir. Bastante. O dia estava daqueles...Do banquinho de cimento à beira da praia, minha amiga Ana observava atentamente o ir-e-vir das ondas planas que se moviam em sequência. Naquele azul nítido, a luminosidade refletia a cor vibrante e, ao mesmo tempo, calma e direcionava os pensamentos para longe. Os reflexos espalhados por todos os lados despiam-na das dúvidas que insitiam em atormentá-la. Um transe. Um vácuo. Sem ruído. Estava só com aquela inesgotável sensação de que precisava acelerar a vida, ultrapassar limites, usar sua ânsia e urgência para chegar onde queria. Passou as mãos pelos cabelos para lembrar da suavidade necessária e tentou conter a impaciência. Não conseguia. Queria mais do que tudo aquela perfeição imaginada que parecia cegá-la a cada vez que se esbarravam pelos corredores, mesmo que poucas vezes. Era seu ideal. Seu desejo colossal e arrebatador. No entanto, não muito sabia de sua vida, de sua conduta. Nem mesmo sabia de onde vinha e para onde ia. Isso tampouco parecia lhe importar. Assim que se conheceram, alertei-a algumas vezes sobre a preocupação em saber quem era. O que fazia. O que queria. Ao que seguia. Parece simples e pouco, mas esse é o meio de avaliar o outro. Por sua crenças, suas escolhas, seu rumo. De nada adiantou. Ana preferiu o novo, o oculto, o abstrato. Na primeira semana, já lhe tinha confiança e faltava-lhe entregar as chaves daquele apartamento recém-mobilhado. Não demorou. Num próximo dia atarefado e cansativo, confiou a ele exatamente aquele chaveiro pesado que trazia a frase Cuidado com seus desejos. Despediram-se, como se fosse a última vez, e ela, sem sentir o cheio do adeus, no momento, dirigiu-se feliz ao trabalho. Sentia-se plena, conquistadora, dona de suas vontades. Ao fim do dia, voltou para casa e queria fazer uma surpresa. Pediu pizza antecipadamente, comprou um vinho caro e chegou à porta. Tocou uma, duas, três vezes a campanhia e nada. Tornou a fazer isso mais algumas vezes. Arriscou uma ligação para ele. Desligado. Ligou para sua própria casa e ouvia o telefone gritar. Preocupou-se. Ao conversar com o porteiro, começou a cair em si. Caiu realmente numa cilada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Olha, dona Ana. O que eu vi foi o moço descer com algumas caixas. Grandes e pequenas. Várias delas. Eu ainda perguntei o que era, se eu poderia ajudar e ele disse que eram algumas coisas que vocês resolveram doar e que eu não precisava me preocupar... &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estática, sem movimentos, sem fôlego, ela se entregou ao sofá da portaria e não queria acreditar no que sua consciência tentava lhe explicar: "Sim. Você foi uma vítima de golpe!"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A polícia chegou, o chaveiro também, mas nunca mais ela viu aquela imperfeição indesejada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-4588949406959426319?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/4588949406959426319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=4588949406959426319' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/4588949406959426319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/4588949406959426319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/03/somos-tao-pequenos-diante-da-imensidao.html' title=''/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-535641917046042239</id><published>2009-03-29T18:26:00.004-03:00</published><updated>2009-03-29T19:48:13.877-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'>Muito obrigada!</title><content type='html'>&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_yDHk2N_m9Uo/Sc_HgURoWQI/AAAAAAAAGZE/Fxtfa5RoJGI/s1600/selo_nectardaflor4-1.png" alt="[selo_nectardaflor4-1.png]" /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.nectar-da-flor.blogspot.com/"&gt;http://www.nectar-da-flor.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esse foi o primeiro selo que ganhei e admito que não sabia como retribuir tanto carinho...fiquei emocionada com a consideração e com o cultivo ao amor pelo próximo. Sei bem que nada acontece por acaso e espero que possamos manter contato, viu! Obrigada de coração!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-535641917046042239?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/535641917046042239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=535641917046042239' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/535641917046042239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/535641917046042239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/03/muito-obrigada.html' title='Muito obrigada!'/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_yDHk2N_m9Uo/Sc_HgURoWQI/AAAAAAAAGZE/Fxtfa5RoJGI/s72-c/selo_nectardaflor4-1.png' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-8731403907288385538</id><published>2009-03-29T12:59:00.003-03:00</published><updated>2009-03-29T13:17:37.552-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'></title><content type='html'>Por esses dias, reencontrei uma amiga e, por acaso e como sempre acontece, depois de tantos e tantos assuntos, chegamos ao ponto infalível num papo como esse. Todos estão sempre preocupados com nosso estado emocional. Leia-se: Homens. "Mas e os amores?", perguntou ela. "Devem estar por aí...todos provavelmente bem", brinquei. "E você, querida?", completei. "Conhece aquela frase: enquanto não acho o certo, me divirto com os errados? Pois é isso", respondeu, soltando uma gargalhada. Ao mesmo tempo, minhas ideias começaram a pipocar aqui e ali e, ao me despedir depois de mais alguns temas abordados, a vontade de escrever foi maior que tudo...Mas que diabos seria a pessoa certa? Fiquei me perguntando e procurando os certos que já haviam passado pela minha vida. Acho que não acho. Seria aquela pessoa certinha, que não comete falhas, que não transgride, não sai da linha, não surpreende? Aquela estática e atemporal? Sempre igual? Peraí. Peraí. Não pode ser assim! Pessoa certa precisa de hora, local, episódio exato? Como pode ser se nenhum momento é igual ao outro nesta vida? Aiaiai..Não. Não. Até porque o certo de hoje pode ser o incerto de amanhã. E quem vai dizer que o vice-versa não pode acontecer? A dualidade das pessoas (corpo e alma) pode promover mudanças constantes. O corpo pode pedir e a alma, de fato, não aceitar. A alma pode escolher, mas o corpo rejeitar. O que me encanta na pessoa certa enquanto sou bem jovem pode se tornar um fardo com a chegada da maturidade. O que fazer? Como encontrá-la? O melhor é saber que a pessoa certa é a que entende, divide, compartilha, aceita, perdoa, vivencia, renova, agrada, acompanha, anda ao lado, liberta...&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não importam os medos, a beleza, a idade, as comparações, o mito. Quem ainda assim quer encontrar a pessoa certa é melhor, realmente, acreditar que ela pode estar também entre as supostamente erradas... &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acordei com vontade ouvir "Love Song", de Sara Bareilles...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-8731403907288385538?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/8731403907288385538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=8731403907288385538' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/8731403907288385538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/8731403907288385538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/03/por-esses-dias-reencontrei-uma-amiga-e.html' title=''/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-2010041572705861560</id><published>2009-03-28T14:56:00.005-03:00</published><updated>2009-03-28T18:07:05.272-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'></title><content type='html'>Às vezes, eu me torno para-raio de maluco e imã para gente mala. Peloamordedeus. Jesusmariajosé. Alguém me socorre! Tento exercitar a paciência, respiro fundo, fecho os olhos, conto até dez. Sou adepta de todas as técnicas e táticas para desanuviar, relevar, diminuir a tensão. Mas tem horas em que é difícil. Eu sei, eu sei. Para começar, tenho que acordar mega cedo depois de uma semana cansativa para cumprir com o que me comprometi. Até aí tudo bem. Mesmo com aquele sono que pareço levar a cama junto, vou levando e não há nada que um óculos escuros não resolva. O lugar é longe mesmo. Mas foi uma escolha que fiz e não posso reclamar. Sem problemas, sem problemas. Tiro de letra. Chego cedo, escolho um lugar em que me sinto confortável, apesar daquele aperto que parece inevitável, já que vários escolheram assumir o mesmo compromisso. Tudo bem, tudo tranquilo. Porém eis que chega a criatura. "Oieeeeeeeeeeeeeeeeeee!!", grita com aquele sorriso. Eu, é claro, com a educação que recebi dos meus pais, respondo sempre. "Oi. Bom dia." Estava eu com aquele soninho, mas nada que me incomodasse. Logo em seguida, veio mais uma. "Quero sentar do seu lado", pediu, mesmo observando que o lugar já estava lotado e que não haveria possibilidade de colocar mais uma cadeira por ali. "Mas está cheio, querida", expliquei. "Ai gente será que ninguém pode me dar o lugar ou chegar para o lado?", falou na maior cara-de-pau. Fiquei estática, sem piscar e torcendo para ninguém ousar levantar dali. Silêncio. Ela insistiu. "Poxa, queria sentar ao lado dela". Dela, signifca eu! Não sei que raios de magnetismo eu estava emanando naquela situação. "Querida, senta lá do outro lado porque tudo já começou e depois a gente vê isso", contemporizei. "Ahhhhh..pôxa, gente". Foi o suficiente para um educado que estava do meu lado resolver se levantar. Putzzzzzzzzzzzzzz. A criatura sentou do meu lado, sem que eu entenda verdadeiramente o motivo, e começou a puxar assunto. Psiiiiiuuu. "Querida, quero prestar atenção", pedi. "Ah, desculpe". Fez-se um silêncio momentâneo. A cada palavra que eu escrevia no caderno, os olhos dela quase grudavam nele. "O que está fazendo?", perturbava. "Escrevendo, não vê?", fui mais firme. "Mas exatamente o que?", insistia. "O que está lá", apontei. Ela não se dava por vencida. A sua cabeça baixava na altura do meu lápis ou da caneta para acomanhar o que eu fazia. "O que foi, querida? Precisa de alguma ajuda?", preocupei-me. "Não não. Só estou vendo o que está fazendo", tentou explicar. "Mas você tem que prestar atenção ali (apontei) e não aqui", falei já com aquela angústia de ter alguém colado e ainda debruçando-se em mim.  A hora do intervalo chegou e preferi ficar no mesmo lugar. Impassível. "Vamos lá fora?", convidou ela."Não, obrigada. Vou ficar aqui", respondi. "Mas por que? Está sentindo algo?", indagou. "Não não. Quero ficar SOZINHA um pouco", alfinetei. "Estava até pensando em deixar de ir lá fora para ficar com vc", relevou. "NÃO! PELOAMORDEDEUS. Vai passear", disse eu, querendo dizer, na verdade, VAI PASTAR! Fiquei nessa por, pelo menos, quatro horas e rezando para tudo acabar. No fim, saí correndo, dando aquele tchau caminhando e sumi na multidão. Ufa! Escapei. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sou chata, às vezes, como todo mundo. Mas tem gente que é totalmente sem noção.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-2010041572705861560?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/2010041572705861560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=2010041572705861560' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/2010041572705861560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/2010041572705861560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/03/as-vezes-eu-me-torno-para-raio-de.html' title=''/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-9006653155017083165</id><published>2009-03-27T21:02:00.003-03:00</published><updated>2009-03-27T21:22:24.876-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'></title><content type='html'>Você é algo assim e mais um tanto. Faz beicinho e até chora de vez em quando. Isso porque você é meu eterno, meu sincero. Eu sei que quando você deita com seu jeitinho manhoso, com esse olhar de abandono, tentando me convencer a cair no seu colo, o mundo gira em torno dos seus girassóis e a lua consegue transmitir todo o seu querer. Isso porque eu sei que você é assim mesmo. Metade de um dragão cuspindo fogo e, o resto, pura ilusão. Mas eu sei que quando chega a hora de ir, o seu conto se faz presente na realidade da sua ternura que me invade e conforta. Porque você é meu querido, meu único. Eu sei que, ao acordar, com esse charme de criança querendo brincar, as nuvens serão suas amigas fiéis para quem você conta nossas brigas, nossas idas e vindas. Mas tudo bem. O meu ciúme não vem. Porque eu sei que você será sempre assim, como eu quero. Esse seu jeito de falar faz com que o mar seja uma vibração intensa e, essa vibração, uma energia qualquer. Isso porque você é espero, secreto e até discreto, menino. Sei que você morre de preocupação na hora de partir, por me deixar sozinha, e vai sem desviar os olhos, jurando contatos sem fim. Isso porque você faz do seu mundo uma ciranda-de-rodas e gira tão compenetrado que só escuta a minha voz, sem perceber o som ao seu redor. Eu sei que o faz-de-conta é seu e que o mundo é meu e, quando ele pára, você corre para mim e adormece no meu colo. Porque você é só um menino e não tem medo e chorar. Porque você tem medo dos problemas, mas assume. Porque eu sei que você é meu amado, meu ursinho, tabaquinho, com quem deito e durmo todas as noites. Mesmo que algumas apenas em pensamentos. E por eu sentir que nunca vou perder esse seu abraço gostoso, esse seu carinho singelo, que escrevi isso para você entender que o seu mundo completa o meu. E que, ao acordar assustado de noite, vai saber que estarei pensando em você, pedindo para que os anjos iluminem seu caminho e que estejam sempre perto. Porque você é perfeito, meu amado, meu eterno namorado.   &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Escrevi isso quando era bem novinha...e guardo até hoje, inclusive, sabendo algumas partes exatamente...fiquei com vontade de reproduzir aqui....&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minha mente ficou cantarolando aquela música da Ana Carolina, "Aqui".... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-9006653155017083165?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/9006653155017083165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=9006653155017083165' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/9006653155017083165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/9006653155017083165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/03/voce-e-algo-assim-e-mais-um-tanto.html' title=''/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-3487751716180750944</id><published>2009-03-26T20:48:00.003-03:00</published><updated>2009-03-27T21:26:00.798-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'></title><content type='html'>Daniel era um rapaz de ouro. De sorriso fácil, gentil, tranquilo, sensato. Estava de bom-humor durante quase todo tempo. E também era sempre prestativo. Ajudava as senhoras que passavam carregando compras, levantava no ônibus para dar seu lugar às mulheres, abria a porta para todas elas. Entre outras boas ações. Mas tinha um defeito. Quando se sentia injustiçado, não controlava a angústia e revirava a alma. Parecia viver com raiva do mundo. Ríspido, cara amarrada, impaciente. Num dia desses de ira, foi conversar com aquele tio sábio que sempre lhe dava conselhos para a vida.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não sei o que acontece comigo, tio. Geralmente me sinto como se o mundo me abrisse os braços, me acolhesse e tenho desejo de retribuir a todos que passam pela minha vida. Tenho vontade de carregar o outro no colo. Sinto-me cada vez mais feliz quando posso agir assim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Que bom, filho. Gentileza gera gentileza. A bondade é sempre o melhor caminho. Sei que se sente pleno, com a emoção pulsando quando ajuda os outros, não e?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Exatamente. Mas então por que fico remoendo raiva quando sou injustiçado? Por que isso me acontece?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O sentimento mau é a ausência do sentimento bom. Quem não pratica o bem, dá espaço para o mal. É preciso entender que essa raiva realmente é inútil e não vai levá-lo a lugar algum.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Mas o que faço, tio, para que apenas uma dessas sensações possa prevalecer?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Essa é uma decisão apenas sua. Só você pode escolher a qual delas vai se entregar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-3487751716180750944?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/3487751716180750944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=3487751716180750944' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/3487751716180750944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/3487751716180750944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/03/daniel-era-um-rapaz-de-ouro.html' title=''/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-7032381681826148199</id><published>2009-03-24T21:42:00.006-03:00</published><updated>2009-03-25T10:44:47.631-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'></title><content type='html'>Ondas, mar, espuma, leveza, oceano, sequência, escorrega na claridade intensa do sol. Seu corpo sobe e desce buscando equilíbrio e perfeição, onde a formação das ondas insiste em roubar-lhe de mim. Mas eu não reclamo. Os movimentos leves do seu corpo vão anulando a minha ansiedade num vai-e-vem louco das ondulações. Mas como o mar é amigo e traz consigo tudo de belo e bom, faz com que tudo não seja uma gota apenas. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje foi um dia de Jason Mraz...ao acordar, o tempo todo na academia, à tarde também e mais um pouco à noite..."Sleep All Day", "Lucky", entre outras e mais outras...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-7032381681826148199?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/7032381681826148199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=7032381681826148199' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/7032381681826148199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/7032381681826148199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/03/ondas-mar-espuma-leveza-oceano.html' title=''/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-3400632751849524791</id><published>2009-03-24T21:29:00.003-03:00</published><updated>2009-03-24T22:18:09.541-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'></title><content type='html'>Um dia me aproximei daquela bola que era dona dos meus domingos. Dolorida, ela veio contar como se sentiu nos primeiros 90 minutos de vida. Ao primeiro pontapé, revelou que se sentia como se as estrelas brilhassem de dia. Saiu do chão num voo diagonal. No ar, um pouco tonta, pensou que ia desfalecer. Manteve os olhos abertos e se viu caindo na grama. Chuteiras com travas a esperavam. Pretas, firmes, uma a escorou naquele tapete verde. A maciez do gramado contrastava com a dureza daqueles pés. Parou, tentando organizar as ideias. E, logo em seguida, rolou próxima à pequena área. Outros pés a esperavam ansiosos por mais um chute. Viu várias pernas musculosas correndo na tentativa de roubá-la. Mas nenhum conseguiu. Sentiu-se cheia, redonda, repleta, enquanto deslizava bem conduzida. Chegou, então, bem perto de um par de chuteiras prateadas. Olhou para cima e não acreditou no Fenômeno que despontava diante de seus olhos. Com prazer, entregou-se ao ídolo e aguardou seu toque magistral. Sentiu mais um tapa. Só teve tempo de ver o goleiro caído para o outro lado, enquanto atingia aquela rede acolhedora. Caiu exausta e orgulhosa no fundo, sentindo em todo o seu corpo a dor. Esqueceu tudo por momentos ao ouvir o grito ensurdecedor de gol.  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-3400632751849524791?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/3400632751849524791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=3400632751849524791' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/3400632751849524791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/3400632751849524791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/03/um-dia-me-aproximei-daquela-bola-que.html' title=''/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-719171196083754005</id><published>2009-03-23T22:55:00.006-03:00</published><updated>2009-03-24T08:21:43.992-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:'Times New Roman';"&gt;&lt;div style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 3px; padding-right: 3px; padding-bottom: 3px; padding-left: 3px; width: auto; font: normal normal normal 100%/normal Georgia, serif; text-align: left; "&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Tudo bem. Tudo bem. Tem algumas horas em que o orgulho bate forte e não há quem nos faça mover um dedo, não é? O telefone fica ali do lado, ao alcance da mão, e poderíamos retribuir a ligação do dia anterior, mas nada. Orgulho, orgulho meu. Quem vai correr atrás que não seja eu? "Então vai ficar aqui? Parada? Quieta? Em casa? Por cima e sozinha nessa noite?", indagou. "É o melhor", veio a resposta. Não é uma questão de joguinho. Não mesmo. Mas, às vezes, chegamos a um ponto que o melhor é segurar e parar para respirar. Principalmente quando o envolvimento, mesmo que inicial, parece iminente. "Você parece medrosa", alfinetou. "Estou ainda no ponto de partida. Preciso conhecer a estrada para depois acelerar", veio a explicação. Tudo bem. Tudo bem. A vida é uma escolha. E a escolha é toda sua.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fiquei ouvindo "Yellow", do Cold Play, várias vezes durante o dia...sim, tudo é amarelo..principalmente os meus girassóis!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-719171196083754005?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/719171196083754005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=719171196083754005' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/719171196083754005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/719171196083754005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/03/tudo-bem_23.html' title=''/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-6969708898025451596</id><published>2009-03-22T23:12:00.006-03:00</published><updated>2009-03-23T12:26:04.716-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'></title><content type='html'>Em mais um bate-papo com aquela que está sempre entre as melhores, começamos a falar sobre vários assuntos e, mais uma vez, levantamos a polêmica sobre o que nos leva a ficar apaixonadas. Papo que rendeu horas e também um texto em conjunto. Não foi o primeiro e não será o último. A constatação foi: faça sexo selvagem, mas não durma de conchinha. Entre risos e gargalhadas, enumeramos o que nos encanta, o que nos enlouquece, o que nos faz gozar. E também o que não faz a menor diferença...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça sexo selvagem, mas não durma de conchinha que a paixão pode ser certeira. A gente não se apaixona pelo tamanho. A gente não se apaixona por beijo na boca. A gente não se apaixona por palavras ao pé do ouvido. A gente não se apaixona se você pagar a conta. A gente não se apaixona pela mão firme. A gente não se apaixona pela voz grossa. A gente não se apaixona pelo tapinha na bunda. A gente não se apaixona pela língua. A gente não se apaixona por um scrap no Orkut. A gente não se apaixona pelas milhares de posições. A gente não se apaixona pelo perfume caro. A gente não se apaixona pelo simples gozo. A gente não se apaixona. É, sabe que a gente não se apaixona tão fácil assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou te contar, a gente diz que sim, mas não se apaixona por quem liga no dia seguinte. A gente não se apaixona pela mensagem cafona. A gente não se apaixona pela frase feita. A gente não se apaixona pelo seu blog. A gente não se apaixona pelas suas fotos felizes. A gente não se apaixona pelo nick do MSN. A gente não se apaixona pelo convite. A gente não se apaixona pelo abraço apertado. A gente não se apaixona pelo chope. A gente não se apaixona pela beleza óbvia. A gente não se apaixona pelo abdome rasgado (tá, tem gente que se apaixona). A gente não se apaixona pelo beijo voraz. A gente não se apaixona por uma pilha de presentes. A gente não se apaixona pelo jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presta atenção, a gente não se apaixona.&lt;br /&gt;A gente se apaixona se você esticar a mão pra entrar no cinema caminhando junto. E continuar com elas juntinhas. Você pode ser foda na cama e ainda assim a gente não se apaixona. Você pode falar bem. Você pode ser cheiroso. Você pode ser legal. Você pode ser da galera. Você pode ser rico. Você pode ter todos os predicados que a gente não se apaixona. Às vezes a gente até queria se apaixonar, mas não se apaixona. A gente se apaixona se acaba o sexo e você encaixar nossa cabeça no seu peito. A gente se apaixona se você dormir mexendo no nosso cabelo. A gente se apaixona se você comentar sobre uma coisa que a gente nem sabia que você tinha reparado. A gente se apaixona se reparar você olhando pra gente sem precisar. A gente se apaixona se você nos cobrir no meio da noite. A gente se apaixona se você esquentar nossos pés debaixo do edredon. A gente se apaixona se você disser que ainda temos mais sete minutos e meio na cama. A gente se apaixona se você resolver chegar atrasado. A gente se apaixona se você deixar bilhete fofo na geladeira. A gente se apaixona pela surpresa improvável. A gente se apaixona se você ensaboar nossas costas e lavar nosso cabelo no banho. A gente se apaixona se você for para o fogão fazer o que gostamos, mesmo que não dê certo. A gente se apaixona se você nos acomodar no lado melhor da cama. A gente se apaixona se você nos fizer rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente se apaixona pelo bilhete escondido na bolsa. A gente se apaixona pela acolhida. A gente se apaixona pelo encaixe. A gente se apaixona pelo cheiro. A gente se apaixona pelo cuidado. Cada um sabe o que lhe vai na alma, no íntimo, no fundo. Mas, em geral, todos querem a mesma coisa. E você? Pelo que você se apaixona?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-6969708898025451596?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/6969708898025451596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=6969708898025451596' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/6969708898025451596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/6969708898025451596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/03/em-mais-um-bate-papo-com-aquela-que.html' title=''/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-5084782007383113567</id><published>2009-03-21T22:53:00.002-03:00</published><updated>2009-03-21T23:33:55.264-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;Tenho amigos sentimentais. Vários. Daqueles que se emocionam com um olhar, um gesto, uma palavra. Acredito que todos nós somos um pouco assim ou já fomos. Já fui mais. Admito. Admiro quem ainda consegue ser assim por inteiro. Sem exageros, é claro. A sensibilidade faz com que a vida fique mais suave, mais amena, mais gostosa. Mas isso não precisa virar escudo e nem um desvio para os perigos e as provas que podem surgir pelo caminho. Ser sentimental, sim. Ser totalmente frágil, não. Acho que, para ilustrar, uma conversa com um amigo, que diz ter deixado de ser sentimental um dia, resume bem tudo isso...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;...&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Amigo diz: "Algumas pessoas ainda têm uma imagem "velha" minha.. dessa ingenuidade e sensibilidade toda"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lu diz: "É verdade, mas é que você não se mostra às vezes. Você não se mostra para quem não conhece"&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Amigo: "Sim... é preocupante se envolver com alguém que não seja sensível. Que não respeite isso" &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lu diz: "É verdade"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Amigo diz: "Acho que quem é sentimental... tem q se envolver com uma pessoa assim...isso sei por mim"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lu diz: "Talvez seja melhor mesmo. Até porque quem não é pode não entender como pode ser tão sentimental..todo o tempo"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Amigo diz: "Quem não é sentimental, não entende quem é...e magoa sem perceber... por achar normal...e aí a pessoa fica muito magoada"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lu diz: "Na verdade, o sentimental tem que saber que ninguém é igual a ninguém. E que nem sempre as expectativa dos outros serão como as dele"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Amigo diz: "É"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lu diz: "Ninguém tem culpa dos limites dos outros. É preciso mostrá-los. Ninguém pode adivinhar o que o sentimental pensa, sente."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Amigo diz: "Você sabe o que acaba acontecendo, né? Quem é sentimental depois se fecha de tal forma que é difícil fazê-lo voltar a acreditar"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lu diz: "Que nada..nada é definitivo. Nada que o tempo não resolva e novas experiências também. É aprendizado"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois disso, fiquei pensando se estava mais fria do que pensava ou se o meu sentimentalismo vem me abandonando em alguns momentos. Acho que não. Continuo sendo sensível ao que me encanta. E muitas coisas ainda me encantam. Ainda bem.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-5084782007383113567?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/5084782007383113567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=5084782007383113567' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/5084782007383113567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/5084782007383113567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/03/tenho-amigos-sentimentais.html' title=''/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-1203097625565358777</id><published>2009-03-21T13:07:00.003-03:00</published><updated>2009-03-21T22:29:52.948-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'></title><content type='html'>Dia desses, uma das melhores me disse assim: "Amiga, você é muito ética". Ri. Achei graça. É. Talvez eu seja mesmo. Mas acho que posso dizer cuidadosa. Pés no chão. Calculista. Às vezes, até fria para tomar decisões. Hoje sou assim. Meço os riscos. Meço os perigos. Estabeleço regras para mim, para minha vida. Faço o que me faz bem, sem me exceder. Penso. Analiso. Aprendi a ser assim. Talvez quem teve um divisor de águas pelo caminho, entenda o que digo. Já não sinto aquela ânsia por ultrapassar limites, aquela loucura pelo novo e arriscado, não mesmo. Vivi felicidade, amei, fui desejada incondicionalmente, fui surpreendida diversas vezes com gentilezas, fiquei encantada... Mas também experimentei o proibido, vivi incerteza, passei do ponto, me descabelei, corri desenfreada pela estrada, sofri. Depois de tudo é possível perceber que o tempo vai e isso passará de uma forma ou de outra. Independentemente de ser uma sensação boa ou não. Nada é definitivo. Parece que não tenho mais pressa. E isso não significa que não tenho desejo, tesão, vontades, loucuras. Não significa que não quero nada arrebatador, intenso, voraz. Só não preciso correr para alcançar e nem deixar de fazer escolhas. Quero qualidade no que me é possível. Quero paz. Tranquilidade. Quero mais. Quero certeza, boa intenção, respeito. Não quero ter que abrir mão de tudo ou de algo importante. Não quero desperdiçar tempo e energia. Quero o caminho certo para ir além. Talvez não seja difícil explicar a ela. Até porque já me conhece como poucos. Sou ética, sim, amiga. Mas erro muito também.  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-1203097625565358777?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/1203097625565358777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=1203097625565358777' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/1203097625565358777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/1203097625565358777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/03/dia-desses-uma-das-melhores-me-disse.html' title=''/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-473671088533905404</id><published>2009-03-20T22:39:00.003-03:00</published><updated>2009-03-20T23:07:02.183-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'></title><content type='html'>Quero colo. Quero juntar os polos que me separam. Quero abrigo. Quero sentido ao que não tem vida. Quero amores. Quero sentir tremores que dão voltas pelo corpo. Quero flores. Quero ver girassóis e sentir seus odores. Quero calor. Quero aproveitar a nuvem e seguir no torpor. Quero abraço. Quero aperto no peito de tanto esperar. Quero saudade. Quero ver a idade que ainda não tive. Quero surpresa. Quero ser a beleza que encanta os olhos. Quero certeza. Quero ter minha fonte na correnteza. Quero beijo roubado. Quero ficar de um lado que não terá como parar. Quero suavidade. Quero saber a verdade que insiste em continuar. Quero mar. Quero oceano constante e vibrante a me embalar. Quero frio. Quero sentir arrepio no toque de pele. Quero chocolate. Quero ser a metade que me encaixa. Quero vida. E sair da esquina de mim mesma. Quero tanto e tantos...&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aiaiai Djavan...é "Fato Consumado"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;"Eu quero ver você mandar na razão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pra mim não é qualquer notícia que abala um coração&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se toda hora é hora de dar decisão, eu falo agora&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No fundo eu julgo o mundo um fato consumado e vou embora..."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;    &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-473671088533905404?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/473671088533905404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=473671088533905404' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/473671088533905404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/473671088533905404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/03/quero-colo.html' title=''/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-1777727043708967706</id><published>2009-03-20T21:26:00.004-03:00</published><updated>2009-03-20T22:16:56.941-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'></title><content type='html'>É impressionate como o proibido e o desconhecido revelam um véu que acoberta curiosidade e magnetistmo. Um se mistura ao outro e vice-versa e traz aquela sensação de que está tudo sob controle. No entanto, a cada gesto a novidade insiste em se estabelecer e o imponderável surge. E vem a surpresa e vai a investigação. O corre-corre da troca de palavras faz com que o entendimento não se encontre, mas satisfaz egos, acaricia almas, sustenta loucuras. Não é comum viver de ilusão e se encher de ansiedade entre o certo e o incerto. Mas, nessa situação, é possível sentir-se qual bebê aprendendo a engatinhar num assoalho frio que merece aquecimento alheio. E, a partir daí, seguir evoluindo até o ponto de caminhar com seus próprios pés, sem apoios. O tempo pode ser amigo e diminuir todas as distâncias ou virar suas costas e espantar esperanças. Ninguém sabe qual rumo tomará a vida que se apresenta insípida, inodora, incolor. Nem ao menos como a estrada se estenderá à frente. Mas a corrente levará certamente ao ponto da dúvida e ao que ainda não se estabeleceu. Assim sendo, a incógnita vira a base do que está por vir e, quem quiser crer no porvir, que deixe a luz entrar. O brilho vai iluminar os pensamentos e abrir os caminhos. Inspirar as decisões e criar coragem. Quem quiser descobrir o que ainda se esconde terá que descer do alto da montanha e deixar de acreditar na miragem.      &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Confesso acordei achando tudo indiferente. Verdade acabei sentindo cada dia igual. Quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante...". Confesso, Ana Carolina!      &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-1777727043708967706?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/1777727043708967706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=1777727043708967706' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/1777727043708967706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/1777727043708967706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/03/e-impressionate-como-o-proibido-e-o.html' title=''/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-4381370706928018242</id><published>2009-03-19T23:05:00.004-03:00</published><updated>2009-03-19T23:24:25.407-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'></title><content type='html'>Quando Lirit ouviu aquele convite aparentemente improvável e impossível de acontecer, não sabia o que fazer. Sorriu, sentiu uma quentura por dentro, quase não cabia em si. Ao mesmo tempo, sentiu medo. Não seria uma decisão tão difícil. Pelo contrário. Seria fácil. Apenas deixar-se levar pela confiança estabelecida há tempos. Talvez um pouco complicada de um ponto de vista. Quem sabe um tanto duvidosa por motivos amenos. Mas isso poderia se tornar uma questão adiante. Por enquanto, o melhor era estender essa sensação. Foi como ganhar a promoção desejada. Foi como sentir o frio da descida da montanha russa. Foi como ganhar um presente inesperado. Foi como subir num balão até o céu azul. Foi como um banho de cachoeira gelado. Foi como pular de pára-quedas de tanta adrenalina. Foi como reencontro após tamanha saudade. Foi como o sabor de uma festa surpresa. Foi como ganhar um buquê de girassóis numa noite enluarada. Foi até como ganhar aquele beijo roubado e inesperado. Foi como entender que a vida apresenta oportunidades que, às vezes, não podem ser desperdiçadas. O barco pode passar apenas uma vez e, então, é melhor não perder o embarque. Lirit quer conhecer o novo, apesar do receio. Quer sair por aí, descobrir o mundo. Pular das asas claras num voo profundo. Viver livre mesmo com rumo traçado. Ser simples e revoltar o passado.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sem som por hoje.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-4381370706928018242?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/4381370706928018242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=4381370706928018242' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/4381370706928018242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/4381370706928018242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/03/quando-lirit-ouviu-aquele-convite.html' title=''/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-9053246398113991979</id><published>2009-03-17T21:21:00.003-03:00</published><updated>2009-03-17T21:59:01.390-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'></title><content type='html'>Solteirice, na grande maioria das vezes, é opção para as mulheres. Não é tão impossível e inviável, hoje em dia, num mundo tão moderno, ter um namorado. A questão é que não queremos qualquer um. Queremos "o". Cheio de qualidades, habilidades, delicadezas, gentilezas, amizade, segurança, estabilidade, fogo, desejo, tudo tudo tudo...Montamos um ser perfeito e quase superior, alimentamos nossos sonhos e expectativas e saímos em busca dele. Procuramos aqui, analisamos acolá. Até nas calçadas do outro lado da rua, tentamos vislumbrar uma possibilidade de bater o olho naquele que poderia vir a ser a perfeição encontrada. E nada. Comparamos todos os que passam pelas nossas vidas com o perfil estipulado. A cada um que aparece fora das características, fechamos a porta sem, ao menos, dar-lhe a chance de apresentar seu eu. Fantasiamos na livraria, no aeroporto, no restaurante, na boate, no ônibus, na rua, no boteco, onde quer que seja. Confiamos que ele nos olhará nos olhos e saberemos, com aquela sensação única, que estamos diante dele. E seguimos à procura. Passam os normais, os complicados, os mais novos, os mais velhos, os sabidos, os tímidos, os safados e nada. Continuamos na busca daquele anjo encantado, que chegará voando do alto sob a luz reluzente. Sobrevivemos e perdemos  tempo assim. Até perceber que toda essa projeção não serve para nada. Não é a vida. Não é o comum. Não é a vibração. Não nos levará a lugar nenhum. Que ele não é perfeito. Pode estar em qualquer lugar e chegará quando nos deixarmos encantar, conquistar, conviver, relaxar, sentir. Sem roteiros, medos, ansiedades, paranóias, receios, prognósticos, parcialidades...     &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fiquei com uma vontade de ouvir "When I Come Around", do Green Day...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-9053246398113991979?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/9053246398113991979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=9053246398113991979' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/9053246398113991979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/9053246398113991979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/03/solteirice-na-grande-maioria-das-vezes.html' title=''/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-8185658141180039993</id><published>2009-03-16T21:51:00.002-03:00</published><updated>2009-03-16T22:06:42.571-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'></title><content type='html'>Saber o que se passa no coração seria o ideal para preparar o corpo e a mente para qualquer batida mais forte. Mas as previsões são imprevisíveis quando o assunto é sentimento. Vai da felicidade até a dor em instantes e vice-versa. Alegra e entristece. Sem menos nem mais. O que vai no fundo é o que cedo ou tarde se apresenta incontrolável. No entanto, o controle é até possível. Basta calar. Tentar desviar a atenção e a tensão. Sem falar no tesão. Na maioria das vezes se torna complicado. Quase impossível. Quase inatingível. Praticamente fora de qualquer lógica. Só que em alguns momentos a razão precisa sufocar a emoção. Seguir firme, numa linha reta. Deixar a curva para trás. O encontro vira desencontro quando a vontade não parece recíproca. E a coragem também. É pena deixar passar tanta intensidade. Insaciável. Incansável. Loucamente sem explicação. O lamento de nada adianta. Até porque as decisões nem sempre são definitivas. Pode ir e voltar. Num vai-e-vem indispensável àqueles que buscam a melhor saída. Por isso, num emaranhado louco de sensações, a solução pode ser deixar a poeira assentar, rever os prós e os contras, revirar a alma, sem perder a calma, para tentar chegar a algum lugar.  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-8185658141180039993?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/8185658141180039993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=8185658141180039993' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/8185658141180039993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/8185658141180039993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/03/saber-o-que-se-passa-no-coracao-seria-o.html' title=''/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-5903575654126937580</id><published>2009-03-16T21:27:00.005-03:00</published><updated>2009-03-16T21:46:26.879-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'></title><content type='html'>Talvez não seja tão simples explicar a complexidade das ideias que chegam como convicções e somem como esquecimento tão natural em algumas pessoas. Talvez não seja tão concreta a verdade que se estabelece num segundo e que, no próximo, já não faz mais tanto sentido. Talvez não seja tão abstrato o fato desse ir-e-vir sacudir na mente os receios que assombram. Talvez não seja tão difícil compreender que não há compreensão suficiente em todas as situações. Mas talvez tudo isso seja comum. Por ser comum ter medo, deixar-se levar com o pé no freio para suportar as ladeiras ou dirigir a vida com calma para evitar acidentes. Acidentes acontecem? Sim e isso é fato. O que não é tão claro são as marcas deixadas em tempos indos e, aparentemente, findos. E são por essas passagens que se foram que norteamos nossas vidas. Quem sentiu a dor da queda não crê na velocidade de sentimentos ainda nada profundos. Quem secou a lágrima que caiu não confia em sorrisos largos todo o tempo e em palavras avulsas, velozes e suaves.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Queria pensar realmente como diz Donavon Frankenreiter em "It don't matter". Donavon é suave, livre, leve... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-5903575654126937580?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/5903575654126937580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=5903575654126937580' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/5903575654126937580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/5903575654126937580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/03/talvez-nao-seja-tao-simples-explicar.html' title=''/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-1930447686331927371</id><published>2009-03-15T20:29:00.004-03:00</published><updated>2009-03-16T13:06:57.709-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'></title><content type='html'>Uma questão me intriga: o que é certo e o que é errado? Quem pode responder a essa pergunta tão complexa e como seria possível ter a certeza de que a escolha foi bem feita? Acertei aqui? Errei ali? Quem está apto a fazer esse julgamento? Em quem posso confiar para decifrar minhas eventuais dúvidas? É difícil e fiquei por horas refletindo sobre o assunto. Depois de analisar os inúmeros erros que já cometi e que ainda cometo de vez em quando, posso dizer que acredito que uma forma de encontrar o melhor caminho é agir de acordo com a nossa consciência, com a subjetividade, com a relação que existe entre nós e o mundo. Ouvir aquela voz que vem de dentro e fala o que poderemos ter como consequência em determinadas situações. É isso que penso e tento fazer para minha vida. Sei que para alguns pode ser estranho assim. Principalmente porque o que é correto para a mim, pode não ser para o outro. E isso acontece nas relações interpessoais e entre sociedades, países, mundos...Seguimos normas impostas, exemplos históricos, regras sociais. É assim desde que este mundo é mundo e, ao ultrapassar esses limites, nos deparamos com o julgamento alheio. Só que não é isso que é determinante para mim. Mas o que realmente importa é a minha análise e minha tranquilidade diante da situação e o que poderia fazer para evitar de uma próxima vez. Se isso não for possível, o fracasso é impiedoso, doloroso, quase sufocante. Apesar de ser difícil e de parecer apenas conselhos que não se cumprem, penso que tudo isso deve ser encarado como um grande ensinamento e uma lição imprescindível e não como uma incapacidade definitiva. A vida aqui não é definitiva, é uma passagem, é um aprendizado. Então, diante isso, todos estamos sujeitos às falhas. Das mais simples às mais cruéis. Das mais amenas às mais profundas. A queda é sinal de que podemos levantar. E é sempre bom quem se apóia no chão para ficar de joelhos e logo depois ter a coragem de se erguer. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-1930447686331927371?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/1930447686331927371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=1930447686331927371' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/1930447686331927371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/1930447686331927371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/03/uma-questao-me-intriga-o-que-e-certo-e.html' title=''/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-6819006483084313105</id><published>2009-03-14T20:23:00.005-03:00</published><updated>2009-03-14T20:52:57.296-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'></title><content type='html'>Meu pai faz 64 hoje. Como moramos em cidades diferentes, não pude estar ao seu lado por conta do meu trabalho. É claro que nos falamos, desejei tudo o que realmente desejo do fundo do coração, declarei novamente que eu o amo, lamentei a falta de tempo de cantar os parabéns com ele e de lhe dar um abraço apertado e um beijo estalado. Ao desligar o telefone cedo e até agora, fiquei pensando que não estou preparada para viver sem os dois responsáveis por eu estar escrevendo aqui. Isso ainda está longe, eu sei. E nem sabemos o que nos reserva o futuro. No entanto, fiquei refletindo ainda quanto tempo já perdi, mesmo ao lado deles, por não enxergar a importância de aproveitar os momentos. Em várias situações. Perdi um abraço, perdi um cafuné, perdi um beijo, perdi um carinho, perdi um desejo. Deixei passar a frase de equilíbro, deixei fluir o discurso inflamado, deixei correr a reclamação sem motivos, deixei de entregar os lírios. Já não moro com os dois há mais de dez anos. E por mais que pareça normal, não é a mesma coisa e nunca será. Mesmo com a memória que me trai por diversas vezes, não esqueço a voz de quem me acordava eventualmente de manhã para estudar e me fazia pular da cama. Lembro das brincadeiras com os insetos dentro dos vidrinhos com éter e das sonora broncas que levava. Recordo das pipas que soltava com meu irmão e do medo de ver os filhos diante do mínimo perigo, que o levava a soltar gritos de longe. Vejo até hoje o dom de eternizar as coisas e a beleza suprema nas telas perfeitas da pintura que só ele faz. Se pedisse, não os teria mais perfeitos, mesmo com os defeitos que acham ter e que são imperceptíveis. Espero ter sempre oportunidades de mostrar o quanto feliz eles me fizeram. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Como nossos pais", de Elis Regina, seria uma boa opção para ouvir agora. É pra já!!  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-6819006483084313105?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/6819006483084313105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=6819006483084313105' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/6819006483084313105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/6819006483084313105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/03/meu-pai-faz-64-hoje.html' title=''/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-2812817588087512886</id><published>2009-03-13T22:33:00.003-03:00</published><updated>2009-03-14T20:50:42.989-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'></title><content type='html'>Sexta-feira 13. E é a segunda consecutiva no ano. Dia preferido para os supersticiosos. Para fazer algo ou se esconder. Depende do grau da mania de cada um. Acho que não tenho superstições. Não que me lembre. Mas conheço gente que tem umas coisas malucas. Tem gente que só entra nos lugares com pé direito e dá até pulinhos para acertar a passada. Tem gente que não gosta de estar num carro que dá ré e pede para descer antes. Tem gente que precisa fazer trança no cabelo antes de uma disputa. Tem gente que usa a mesma cueca em determinadas ocasiões ou a mesma camisa. Tem gente que faz o sinal da cruz em frente a uma igreja e repete por várias vezes, independentemente da distância entre elas. Tem gente que tropeça e dá três batidas com o pé no chão....tem tanta gente por aí. Uns ultrapassam o limite da superstição e vivem uma doença. Conheço um cara que tinha algumas demais. As manias dele iam mais para Toc (Transtorno Compulsivo Obsessivo Compulsivo), na verdade. Era uma loucura. Se tocasse num braço, tinha que tocar no outro. No mesmo lugar. E imediatamente. A obsessão pela arrumação era excessiva. As camisas era todas dobradas e colocadas uma em cima da outra no armário e tinham que ficar perfeitamente simétricas. Isso sem contar que usava o degradê naquelas que se encontravam nos cabides. Entrar em sua casa era um sufoco. Tinha nervoso de ver os convidados sentando no sofá e tirando as almofadas do lugar ou perceber que um quadro estava milimetricamente torto na parede. E as digitais? Ligar o som merecia cuidados especiais, como deixar o dedo embaixo da camisa para evitá-las. As revistas não podiam ter aquelas dobras leves de quem acabou de ler e deixar a página virada. As cadeiras precisavam ficar em cima das listas do chão. Assim como tudo mais que pudesse se enquadrar nessa questão. Era realmente um sufoco. Era como estar num campo minado. Eu não me aguentava, tirava as coisas do lugar sem que ele visse e revirava tudo o que podia. Há algum tempo não o vejo. Nem sei se perdeu as manias. Mas quem não as tem? Eu é que devo ser anormal e ainda não consegui achar nenhuma, mas devo ter também...&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A única música que lembrei foi "Mania de Você", da Rita Lee...   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-2812817588087512886?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/2812817588087512886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=2812817588087512886' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/2812817588087512886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/2812817588087512886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/03/sexta-feira-13.html' title=''/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-6531174343142912650</id><published>2009-03-11T23:43:00.003-03:00</published><updated>2009-03-12T00:12:45.474-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'></title><content type='html'>Lara trabalhava com Pedro. Era mais experiente, mais expansiva, mais segura. Ele, ainda menino, descobriu que não sabia viver sem ela. Mesmo tímido, insistia. E toca surpresinha aqui. E toca agradinho acolá. E nada. Com firmeza, ela esquivava-se sem grande interesse. Enquanto ele, continuava a tentar. E toca uma gracinha aqui. E toca uma atitude acolá. Educada, ela atendia aos pedidos, sem exageros nem se encantar. E lá se foram um, dois, três, quatro meses. Desamparada pelo passado, ela decidiu se aventurar. E toca um convite aceito aqui. E toca uma saidinha acolá. Resistente, Lara não queria se entregar. O medo da juventude de Pedro a fazia recuar. Até que um dia, num bate-papo singular, os dois decidiram que poderia ser a hora de experimentar. E toca desejo daqui. E toca entrega acolá. Sem medo, ela se sentiu livre. Liberta de preconceitos, de conselhos, de sossego. Passou a viver intensamente cada dia, cada viagem, cada segredo. Até que se viu conquistada. Foi aí que perdeu o controle. Deixou de ser para estar. Deixou de criar para padronizar. Deixou de compartilhar para aceitar. Deixou de transformar para manter. Não teve como continuar e, sem saber como, não teve como deter o fim. Tudo o que foi construído se esvaiu, esgostou, escoou, exauriu, dissipou-se. Lara voltou a se prevenir e a querer ficar só. Chorou por dias, perdeu as lágrimas, sufocou o grito, emagreceu quilos. Doeu profundo, transformou o mundo e isso a fez parar. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez Lara goste de ouvir aquela música da Vanessa Da Mata.."Não me deixe só...Eu tenho medo do escuro..Eu tenho medo do inseguro..Dos fantasmas da minha voz..."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-6531174343142912650?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/6531174343142912650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=6531174343142912650' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/6531174343142912650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/6531174343142912650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/03/lara-trabalhava-com-pedro.html' title=''/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-7234967841894854059</id><published>2009-03-11T22:42:00.003-03:00</published><updated>2009-03-11T23:42:03.297-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'></title><content type='html'>Estava pensando aqui e, de repente, me dei conta de que há algum tempo não gosto de alguém. Daquele jeito que revigora o humor, tira o sono, sacode por dentro. Não é gostar por gostar e só. É gostar de mesmoooooo. Ultimamente não tive nada arrebatador, que tomasse conta dos meus pensamentos. Talvez por isso tenha andado um pouco cansada de tudo. E foi refletindo agora que lembrei o quanto gosto de gostar. Gosto do jeito dele olhar e de como me olha. Gosto mais ainda quando só tem olhos para mim. Gosto do jeito dele falar. Calmo, sereno e manso. Buscando as palavras exatas para me vencer ou sufocar. Gosto mais ainda quando fala a sussurrar. Gosto do jeito dele andar. Firme e reto. Balançando braços, sem ter hora de frear. Gosto mais ainda quando anda ao meu lado. Gosto do jeito dele beijar. Suave ou ávido. Sôfrego ou lento, me roubando todo o ar. Gosto mais ainda quando o beijo sem parar. Gosto do jeito dele agir. Correto e gentil. Maduro e pueril. Gosto mais ainda quando age por mim. Gosto do jeito dele me surpreender. Agradável e sutil, cheio de planos. Gosto mais ainda quando nos surpreendemos e nos descobrimos juntos. Gosto do jeito dele mostrar o que quer. Másculo ou tímido. Viril ou quieto. Gosto mais ainda quando mostra o que sente por mim. É..é tão bom gostar. Nesse momento, estou procurando gostar mais de mim para depois, quem sabe, encontrar alguém para gostar. Mas daquele jeito. De verdade.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já estava até cantarolando aquela música do Arnaldo Antunes, cantada também por Marisa Monte, "Grão de Amor"...como eu disse alguma vez por aí, essa seria a música ideal para entrar na igreja num dia de casar... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-7234967841894854059?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/7234967841894854059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=7234967841894854059' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/7234967841894854059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/7234967841894854059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/03/estava-pensando-e-de-repente-me-dei.html' title=''/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-3428673878655161945</id><published>2009-03-10T23:32:00.004-03:00</published><updated>2009-03-11T00:19:45.788-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'></title><content type='html'>Gosto de pessoas que me olham nos olhos. De gente gentil, simples, comprometida. Gosto de ternura, suavidade e impulsividade. Surpresa, leveza, pureza. Gosto de atitude, virtude, solicitude. Serenidade, pluralidade, dignidade. Gosto também de pessoas de gênio, sublimes, firmes. De gente imbatível, decidida, divertida. Luz, nobreza, clareza. Gosto de gostos, sabores, odores. Gosto também de flores, licores, amores. Gosto de pessoas sinceras, discretas, patetas. Engraçadas, descansadas, destemidas. Gosto de verbo, adjetivos, imperativos. Sorriso, juízo, perigo. Gosto de gente livre, presente, diferente. De sujeito, predicado, significado. Caminhar, saltar, seguir. Gosto de ir, adentrar, revelar. Gosto de gente inteligente, crente, conveniente. De pessoas amigas, resolvidas, desinibidas. Gosto de coral, recital, melodia. De gente forte, de sorte. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acho que a única pessoa que pode reunir tudo isso é minha mãe. Impressionante seu dom de doação, humildade, trabalho, caridade e amor. Meu exemplo maior. Lembrei até de uma música linda da Marisa Monte, "Rosa"... Ela e mais do que ninguém merece..&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;"Tu és, divina e graciosa  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estátua majestosa do Amor &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por Deus esculturada  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E formada com ardor &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Da alma da mais linda flor &lt;/div&gt;&lt;div&gt;De mais ativo olor   &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que na vida é preferida pelo beija-flor     &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se Deus me fora tão clemente &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aqui nesse ambiente de luz &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Formada numa tela deslumbrante e bela &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Teu coração junto ao meu lanceado..."  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-3428673878655161945?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/3428673878655161945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=3428673878655161945' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/3428673878655161945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/3428673878655161945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/03/gosto-de-pessoas-que-me-olham-nos-olhos.html' title=''/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6312105204894818913.post-4457782583798303816</id><published>2009-03-08T22:33:00.002-03:00</published><updated>2009-03-08T22:58:03.824-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugar Comum'/><title type='text'></title><content type='html'>A busca constante pelo amparo, pelo amor, pela paz de espírito, pela plenitute aflige, por vezes, o coração. A cada batida, a ansiedade nos leva a procurar pelo o que é melhor em perfeição. Mas será que isso existe? O quanto é verdadeira esta busca? Acredito que continuo pela estrada e ainda não encontrei certamente a tranquilidade que nem sei se almejo. Na verdade, nem me concentro nisso. Voo aqui. Sobrevoo ali e me sinto bem. É fato que os momentos solitários acontecem. Mas quem nunca foi só? O importante é estar bem consigo. Seja com a beleza exterior ou interior. Com o dia-a-dia corrido ou a escolha profissional. Com as amizades sinceras ou com as superficiais. Com as próprias composições ou com a simetria da melodia. Com as viagens longas ou com a breve passagem. Independentemente do que for, sou livre. Sem rótulos. Sem moldes. Sem paredes. Sem grades. Quero ser feliz ou triste. Ser sincera ou chata. Ser bela ou discreta. Cair na farra ou ficar queita. Discursar para mim ou me calar em público. Descabelar ou desiludir. Quero ser eu mesma. Só isso. Sem mais ou menos. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Duas músicas me embalam nessa noite quente depois de escrever bastante. Conheci o som de Ana Carolina com uma amiga que assistia o DVD praticamente o dia todo. Num dia em sua casa, fui "obrigada" a acompanhar esse som. Acabei por admirar sua voz forte. Agora me lembrei de duas músicas dela que adoro: "Nada pra mim" e "Hoje eu tô sozinha"....     &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6312105204894818913-4457782583798303816?l=lucadantas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lucadantas.blogspot.com/feeds/4457782583798303816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6312105204894818913&amp;postID=4457782583798303816' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/4457782583798303816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6312105204894818913/posts/default/4457782583798303816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lucadantas.blogspot.com/2009/03/busca-constante-pelo-amparo-pelo-amor.html' title=''/><author><name>Lu Dantas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15817793454488350463</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZTdCbTfDzlM/SbnA8OQEMlI/AAAAAAAAAB8/FEMuiuYvnq4/S220/ue.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
